SEBRAE/SC - Notícias para MPE's

 
  Data Inclusão: 30/07/2003
Autor: TERCIANE ALVES
Fonte: O ESTADO DE SÃO PAULO

Caixa tem R$ 4 bilhões para empréstimo

Recurso é destinado a linhas de financiamento para micro, pequenas e médias empresas

A Caixa Econômica Federal (CEF) ainda tem R$ 4 bilhões de seu orçamento/ 2003 (R$ 7 bilhões) para emprestar a micro, pequenos e médios empresários até o fim deste ano.

Hoje, o banco leva ao 12.º Salão de Novos Negócios informações sobre suas linhas de crédito, palestras e serviços de orientação ao público. Serão três palestras com consultores por dia, no miniauditório do Expo Center Norte, às 18, 20 e 21 horas sobre temas como crédito, uso do fundo de garantia e gerenciamento empresarial.

É a quinta vez que a Caixa participa deste evento com o objetivo de apoiar empresas que queiram expandir os negócios. Augusto Bandeira Vargas, superintendente de Negócios do Escritório da Caixa Econômica Federal do Estado de São Paulo, garante : "O banco está investindo em prestação de serviços e desburocratização de análise de informações". Ele lembra que os problemas enfrentados pelos empreendedores de pequeno porte não se resumem a crédito. Ele destacou três aspectos frágeis. "Observamos má utilização do giro de estoque, busca de capital de giro fora do capital formal, o que acarreta problemas e resulta em juros altíssimos, e mau gerenciamento do fluxo caixa." Ele explicou que, para isso, há um fonte investimento da formação dos gerentes que trabalham na Caixa, que tornam-se consultores de negócios.

Essa participação no Salão, lembra ele, tem a particularidade de ocorrer no ano no qual os recursos da Caixa engordaram, pulando de R$ 2,9 bilhões para R$ 7 bi e, com isso, há novas modalidades de créditos. Na tarde da última quinta-feira, por exemplo, a Caixa anunciou que em 30 dias, irá oferecer crédito, a baixo custo, para a população de baixa renda.

O volume disponível para microempréstimos na instituição gira em torno dos R$ 100 milhões. Cálculos projetados para o final de agosto, quando a Caixa deverá começar a operar a linha de crédito, mostram que, inicialmente, cerca de 380 mil pessoas de baixa renda poderão tomar um empréstimo na Caixa, podendo chegar a um universo potencial de 2,3 milhões de pessoas até o final do ano.

A atuação da Caixa está ligada ao processo de bancarização, iniciado pela instituição em maio, com a abertura de uma conta corrente simplificada para pessoas que nunca tiveram acesso ao sistema bancário. Nela, todos os clientes com pelo menos três meses de conta sem restrições cadastrais terão direito a um crédito rotativo de R$ 200, a juros de 2% ao mês.

O modelo de microfinanças da Caixa funcionará como um crédito rotativo com limite aprovado de no máximo R$ 200, disponível na conta do cliente para utilização ou não. Conforme a regulamentação do CMN, o cliente poderá utilizar o dinheiro sem uma destinação específica. Basta que a pessoa tenha três meses de conta, com movimentações, para ter direito ao empréstimo, que pode ser renovado a cada 120 dias (prazo de validade do contrato). Não será feita análise de renda para concessão do empréstimo, a única restrição será a de análise cadastral no Serasa.

Incentivos - Uma outra família de créditos jovens deste ano é o destinado a cooperativas e associações de produção. O limite de financiamento é de até 90% do projeto, no valor máximo de R$ 5 mil por associado, limitado ao teto de R$50 mil.

Inclui-se neste limite a parcela de capital de giro associado, quando houver, que não pode exceder a 50% do total do financiamento. O prazo é de até 48 meses, incluindo carência de até seis meses. Os encargos são TJLP mais 5% ao ano.

Há ainda várias outras modalidades . Podem requisitar os recursos cooperativas e associações de produção, pessoas físicas de baixa renda que atuem em micro-negócios populares, profissionais liberais, técnicos com registro profissional e categorias equiparadas, atuando em sua área de formação na data da solicitação do crédito, professores de ensino fundamental ou médio, em sala de aula, das redes pública e privada de ensino.

O Programa de Geração de Emprego e Renda (Proger), linha instituída pelo Ministério do Trabalho, por exemplo, é voltada ao financiamento de investimentos fixos, capital de giro associado ou capital de giro isolado, utilizando recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), para empreendimentos que tenham a finalidade de geração de emprego e renda.

Os recursos, de até R$ 3 milhões, são destinados a micro e pequenas empresas, legalmente estabelecidas, com faturamento há mais de 12 meses consecutivos. Ou seja, para uma empresa estabelecida há mais de um ano. Ao fazer a proposta à CEF, se aprovada, é necessário apresentar o Plano de Negócios para as modalidades que envolvam investimentos fixos, ou apresenta proposta para capital de giro. A Caixa analisa a viabilidade do plano, a capacidade de pagamento e as garantias oferecidas.

Na modalidade empreendimento popular, por exemplo, o limite de financiamento é de 90% do projeto, limitado a R$10 mil. Inclui-se nestes limites a parcela de capital de giro associado, quando houver, que não pode exceder a 40% do total do financiamento. O prazo é de até 24 meses, incluindo carência de até 6 meses. Os encargos são de taxa de juros de 6% ao ano.

Crédito Popular - O FAT empreendedor popular concede empréstimo de até R$ 2 mil na primeira concessão, R$ 3 mil, na segunda, e até R$ 5 mil a partir da terceira. O prazo é de até 18 meses, sem carência, com taxa de juros da TJLP mais 15% ao ano.Durante o período de carência é devido o pagamento mensal da parcela de juros e TJLP.

Profissionais liberais também podem recorrer ao Proger e obter até 90% do projeto, limitado R$ 20 mil para os profissionais liberais em medicina, veterinária, odontologia, farmácia e fisioterapia e dentro de convênios ou projetos integrados.

Também é possível obter até 90% do projeto, limitado a R$ 30 mil, exclusivamente para financiamento de equipamentos médicos, adquiridos por profissionais da área. Inclui-se nestes limites a parcela de capital de giro associado, quando houver, que não pode exceder a 50% do total do financiamento.


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