Oportunidades de Negócios

 
  Data Inclusão: 05/09/2006
Autor: Valor Online

Cresce concorrência para vender frutas e verduras

O mercado de frutas, verduras e legumes está concorrido e para atrair o consumidor, supermercados, sacolões, pequenas quitandas e feirantes inovam na abordagem e no serviço. Não basta oferecer o produto fresquinho. Os varejistas higienizam, cortam, embalam, oferecem receitas, aceitam cartão, pedido por internet, ampliam a variedade e entregam em casa.

A Hortifruti, que nasceu no Espírito Santo como sacolão de frutas e verduras, ampliou o mix, sofisticou o serviço e hoje tem 21 lojas. "Somos um intermediário entre sacolão e supermercados", afirma Fábio Hertel, superintendente da Hortifruti. A rede possui três lojas no Espírito Santo, duas em São Paulo e 16 unidades cariocas.

"O Rio responde por 70% do nosso faturamento". Além das frutas, legumes e verduras, a Hortifruti vende queijos, pães, molhos e outros produtos típicos de mercearia.

Hoje as vendas das mercearias na rede Hortifruti representam 30% da receita da empresa, estimada em R$ 240 milhões este ano, um crescimento de 12% em relação ao ano passado.

O serviço de entrega também está em fase de aperfeiçoamento. "Estamos engatinhando. É uma processo complicado pois trabalhamos com produtos perecíveis", diz. O "delivery" é oferecido em apenas 4 lojas, todas no Rio, e começou neste ano. "Mas ainda não está institucionalizado", diz. O executivo acredita que em seis meses será possível "afinar a logística e ter a estrutura adequada."

A rede Hortifruti está apostando na reforma das lojas também. Faltam quatro unidades para passar pela mudança, que será concluída em 2007. "Percebemos que o faturamento cresce, em média, 30% nesse novo padrão", afirma o executivo.

As novas unidades são mais iluminadas e refrigeradas. Nessas reformas, foram incluídas outras seções de produtos, como padaria, produtos orgânicos, carnes, frios fatiados e frutas exóticas. A reforma custa, em média, R$ 1,2 milhão por loja.

Bem menor, a Quitanda Tomio tem apenas uma loja, na Vila Progredior, zona sul de São Paulo, e um amplo sistema de entrega, que representa 40% das vendas. "Fazemos 'delivery' desde que começamos, em 1971", diz Patricia Luriko Tomita, diretora da empresa e filha dos fundadores.

A competição acirrada no setor fez com que a família pensasse em novas idéias para atender seu público. O site da quitanda foi lançado há menos de um ano e hoje os consumidores podem fazer os pedidos, via e-mail, para serem entregues em casa.

Patricia diz que o maior diferencial da loja é o atendimento personalizado, ao contrário do auto-serviço do varejo.

As tradicionais feiras de rua são as que mais sentem a concorrência das grandes varejistas. Nem a "hora da xepa", quando a feira está acabando e os preços baixando, tem compensado a perda dos clientes. Estima-se que o público das feiras caiu 20% desde 2000.

"A medida que o supermercado aumentou a seção de hortifrutis dentro da loja, as pessoas vieram menos à feira", diz Mitsul Kotsubo, presidente da Associação dos Feirantes de São Paulo e feirante por mais de 40 anos.

O grupo Wal-Mart lançou o Sábado Orgânico para aumentar a oferta e a venda dos produtos sem agrotóxicos, diz Cury
Mesmo assim, o número de feiras continua, relativamente, estável: são 896 feiras que ocorrem em São Paulo semanalmente, sendo que há cinco anos eram 901, segundo a Seção de Cadastro e Arrecadação do Departamento de Operações da Prefeitura de São Paulo.

Para conquistar a clientela, algumas barracas da feira em frente ao estádio do Pacaembu, por exemplo, passaram a aceitar cartão de crédito e débito. Principalmente aquelas que vendem produtos de maior valor, como queijos finos. Mas essa não é uma tendência entre os feirantes.

Marcelo de Souza Muzilli, feirante há 27 anos, monta a barraca que herdou do pai na rua Ministro Godói, em Perdizes, toda terça-feira. Segundo ele, as vendas caíram entre 30% e 40% nos últimos dez anos. O serviço de entrega, feito há mais de dez anos, já representa 70% das vendas. "São 40 entregas por dia", diz Souza Muzilli.

No mesmo dia da semana, Geraldo Tavares dos Santos, no ramo há 30 anos, trabalha numa feira do Parque Continental. Para ele, ainda há outro agravante. "Os jovens não comem fruta e não têm o hábito de freqüentar esse tipo de comércio". Há dez anos, diz, sua barraca vendia 50% mais do que hoje.

O Grupo Pão de Açúcar, que lidera o setor de supermercados no país, decidiu vender frutas mais maduras, para serem consumidas no mesmo dia.

"Ao observar o cliente, percebemos que ele procura uma alimentação saudável, mas sem abrir mão do sabor", diz Leonardo Myao, diretor comercial dessa área no grupo.

O diretor do Pão de Açúcar decidiu aumentar a oferta, há um ano, do mamão papaia mais maduro. As vendas cresceram 200% "de forma imediata".

O grupo Pão de Açúcar, que possui as bandeiras Pão de Açúcar, Extra, Sendas e CompreBem, explica ao público a melhor forma de usar os produtos hortifrutícolas. A idéia impulsionou a procura por certos produtos, como batatas. O cliente passou a identificar qual o tipo ideal para fritar, cozinhar ou fazer um purê. "Conseguimos, assim, diferenciar uma commodity", diz o executivo.

A rede concorrente Wal-Mart considera a área de hortifrutícolas "estratégica" para os negócios da empresa no Brasil.

"O consumidor desse tipo de produto vai à loja com uma freqüência maior, de duas a três vezes por semana", explica Carlos Cury, gerente nacional de hortifruti da multinacional americana no Brasil. Além disso, "os dias em que essa categoria de produto é promovida, o fluxo de pessoas na loja aumenta em até duas vezes e meia."

Para conquistar os clientes preocupados com a alimentação, o grupo americano lançou, no mês passado, o Sábado Orgânico para a bandeira Wal-Mart Supercenter. "A idéia é aumentar a oferta e a venda dos produtos sem agrotóxicos", afirma o executivo.

Fonte: Valor On-line


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