Oportunidades de Negócios

 
  Data Inclusão: 07/11/2005
Autor: Jornal do Commércio

Para agradar aos síndicos

É possível atender demanda com capital inicial entre R$ 10 mil e R$ 300 mil

A urbanização fez crescer a população de edifícios, acarretando em aumento da demanda por produtos e serviços voltados para a vida em condomínios. Tendo em vista o cenário, atender essa demanda pode ser lucrativo. Entre os segmentos a serem explorados, estão construtoras de pequeno porte, imobiliária, terceirização de funcionários, fornecimento de equipamentos eletrônicos, manutenção de bombas d"água, comercialização de equipamento de limpeza e serviços de desentupimento, com investimentos que variam de R$ 10 mil a R$ R$ 300 mil.

Só no Rio de Janeiro, a estimativa é de que existam, pelo menos, 12 mil condomínios, o que significa 480 mil unidades comerciais e residenciais. Estes números representam um universo de 2 milhões de pessoas, de acordo com George Eduardo Masset, presidente da Associação Brasileira das Administradoras de Imóveis (Abadi). Os gastos dos condomínios fluminenses chegam a R$ 96 milhões mensais, sendo 7% gastos com manutenção de elevadores, 10% com contas de luz, 15% com água e 40% com pessoal. Os 28% restantes, ou seja, R$ 35 milhões, são destinados a produtos e serviços.

"A administração dos condomínios está cada vez mais profissional e os prédios devem ser vistos como empresas. Muitos têm arrecadação maior que a de alguns municípios", comenta Masset, reforçando que o consumo é crescente. "A inadimplência dos condomínios é pequena. Quem presta serviço ou vende produtos nesse segmento pode ter certeza de que vai receber em dia."

Para o consultor de varejo, Alain Guetta, empresários devem começar com a menor estrutura possível. "Com investimentos menores é possível reduzir o risco. O melhor é crescer de acordo com a demanda", garante. O presidente da Abadi afirma que as empresas mais procuradas pelos condomínios são as de venda de equipamentos eletrônicos para segurança, como circuito interno de TV; comercialização de uniformes; gradeamento; serralherias e firmas de capacitação.

A Soluwan, que fornece lixeiras, contêineres e outros produtos voltados para limpeza está há 10 anos no mercado carioca. Cerca de 60% de seus produtos são destinados a condomínios. Escritórios, hotéis, hospitais, clubes, bancos e pontos comerciais estão no rol de clientes. A sócia, Ana Paula Pinheiro, explica que 75% dos condomínios solicitam contentores, carrinhos de compras e lixeiras em geral.

Grande parte da clientela está na Zona Sul da cidade e na Barra da Tijuca. Conforme explica Ana Paula, a maioria dos fornecedores está em São Paulo. "Para vencer a concorrência é preciso encantar o cliente, tratá-lo pelo nome, fazer as entregas gratuitamente. Nossa principal estratégia é o boca-a-boca", comenta, lembrando que os preços dos produtos variam de R$ 5 a R$ 1,5 mil.

À frente de um negócio familiar que já soma 40 anos de existência, no Rio, Deise Mury comemora a procura pelos equipamentos de segurança. Pioneira na capital, a Ser-Tel fornece produtos para circuito fechado de TV (câmeras, sistemas de gravação digital, lentes e monitores), centrais de PABX com porteiro eletrônico digital, portões automáticos e itens de telefonia (interfones, fechaduras elétricas, centrais de portaria etc). "Nosso principais clientes estão em bairros como Copacabana, Ipanema e Jardim Botânico, onde os condôminos têm alto poder aquisitivo", diz

Especializada em manutenção de bombas d"água e exaustores, a Hidroluz, que está há 43 anos no mercado carioca, realiza consertos de motores e substituição de componentes elétricos e hidráulicos. Além disso, segundo o sócio, Luiz Alberto Carvalho, a empresa protege os equipamentos do condomínio contra falhas no fornecimento de energia e erros de manobra, além de fornecer linha de painéis que proporciona proteção conta a queima de motores.

Carvalho comenta que 90% dos edifícios clientes são residenciais. "Atendemos a todas as regiões, da Zona Norte à Zona Sul, passando pelo Centro e Barra da Tijuca. Metade do faturamento está relacionado à manutenção de bombas", diz o empresário. Com registro da Fundação Estadual de Engenheria do Meio Ambiente (Fema) e no Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Crea/RJ), a Hidroluz realiza 40 atendimentos por dia. No quadro de funcionários, há bombeiros, ténicos em bombas, eletricistas, operadores de limpeza de reservatórios, impermebealizadores, engenheiros e orçamentistas. <

No Rio, Pan 2007 é incentivo
A estabilidade da economia e a realização dos Jogos Pan-Americanos, em 2007, estão impulsionando o mercado de construção carioca, segundo o diretor comercial da construtora Lafem Engenharia, Renato Paquet. As principais dificuldades são estruturar uma equipe eficiente, formar e manter uma carteira de clientes e oferecer serviços de qualidade a preços baixos. Paquet acredita que, ao abrir uma construtora, é fundamental ter contratos de obras. "Desta forma, não são necessários investimentos para a formação de um parque industrial e de grandes instalações. De início, um escritório bem montado, informatizado, e uma boa equipe de trabalho são suficientes", afirma, lembrando que é necessária a atuação de um responsável técnico (engenheiro ou arquiteto). Com a proximidade dos Jogos, a locação, compra e venda de imóveis tende a ganhar impulso. Sócio da Fonte Imobiliária, em Ipanema, Zona Sul do Rio, Sidney Matos classifica a compra e venda como o carro-chefe. "Oitenta por cento do negócio está voltado para compre e venda, e o restante para locação e administração de condomínios."

São Paulo tem boa demanda
Confirmando o crescimento do setor de condomínios também em São Paulo, o Sindicato da Habitação (Secovi) da capital paulista vai realizar, entre os próximos dias 24 e 26, no Centro de Exposições Imigrantes, a Feira Secovi Condomínios. Cerca de 120 expositores marcarão presença, entre eles a Original RH, especializada na terceirização de mão-de-obra.

Segundo o sócio, Claudeir Mazzoneto, a empresa encaminha funcionários para segurança, portaria e limpeza de condomínios. "Buscamos essa mão-de-obra por anúncios em jornais. Os candidatos passam por uma triagem, fazem testes de seleção e, se aprovados, recebem treinamento". Para começar um negócio semelhante, com 75 empregados, seria necessário investir R$ 200 mil.

Outro ramo que pode ser explorado é o de desentupimento e desinfecção. O ideal é unir os dois serviços em uma única firma e atender com mais rapidez os consumidores. O aporte para uma empresa pequena é de R$ 10 mil. A Desentupidora Júpiter presta os serviços há 22 anos para condomínios. De acordo com o diretor comercial, Claudio Guimarães, a maior dificuldade é a mão-de-obra especializada.

raio x Desentupidora e desinfetizadora
Investimento: R$ 10 mil

Faturamento médio mensal: R$ 8 mil

Margem de lucro: não informa

Área: 30 a 40 metros quadrados

Número de funcionários: 4

Risco: baixo, na avaliação do consultor Alain Guetta, da Guetta Franchising. Apesar da concorrência, é um serviço necessário para todos os condomínios, além de requerer baixo investimento.

Equipamento para segurança e portaria
Investimento inicial: R$ 40 mil

Faturamento médio mensal: R$ 15 mil (é preciso, antes, montar uma carteira de clientes)

Margem de lucro: 20% sobre o faturamento bruto

Área: 100 metros quadrados

Número de Funcionários: 10 (4 técnicos trabalhando na rua)

Risco: médio, segundo a consultora Thaís Helena de Lima Nunes, do Sebrae/RJ. Apesar da demanda crescente, é preciso cuidado na contratação de funcionários idôneos, já que se trata da segurança do condomínio.

Construtora de pequeno porte
Investimento inicial: R$ 50 mil (instalação do negócio, sem contar o capital de giro para obras)

Faturamento médio mensal: R$ 75 mil (após o primeiro semestre, até formar a carteira de clientes)

Margem de lucro: 10% sobre o faturamento líquido

Área: 30 metros quadrados

Número de funcionários: 5

Risco: médio. De acordo com Thaís Helena, a concorrência com grandes empresas, já estabelecidas no mercado, pode atrapalhar. Há necessidade de mão-de-obra qualificada e existe o risco de acidentes de trabalho em obras.

Imobiliária (compra e venda)
Investimento inicial: R$ 50 mil (com carteira de clientes, registro no Creci, cursos e equipamentos, sem contar o ponto comercial)

Faturamento médio mensal: R$ 50 mil (depois de 90 dias, considerando comissão de 5% sobre vendas mensais de R$ 1 milhão)

Margem de lucro: 20% sobre o faturamento bruto

Área: 20 metros quadrados

Número de funcionários: 6 (corretores com registro no Creci)

Risco: médio, na avaliação de Alain Guetta. Segundo ele, o empresário deve começar como autônomo para depois abrir uma imobiliária. Esse modelo de empreendimento não precisaria de um ponto comercial e reduziria o risco.

Fornecimento de equipamento para limpeza
Investimento inicial: de R$ 80 mil a R$ 100 mil

Faturamento médio mensal: R$ 40 mil

Margem de lucro: 65% sobre o investimento em produtos

Área: 80 metros quadrados (20 metros quadrados para o estoque e o restante para a loja)

Número de funcionários: 8 (2 no atendimento telefônico)

Risco: médio. Para Thaís Helena, como a vida útil desses produtos é relativamente alta, as compras não ocorrem com tanta freqüência. O lado positivo é que os condomínios estão mais conscientes em relação à coleta seletiva de lixo. Terceirização de porteiros, segurança e auxiliar de limpeza
Investimento inicial: R$ 200 mil

Faturamento médio mensal: R$ 180 mil (considerando uma carteira de 30 clientes de pequeno porte)

Margem de lucro: 12% sobre o faturamento bruto

Área: 120 metros quadrados

Número de funcionários: 85 (10 na administração e o restante como mão-de-obra para os condomínios)

Risco: alto, na avaliação de Guetta. O investimento é muito elevado para um tipo de empreendimento que ainda não tem grande aceitação no País. Para o especialista, os síndicos não têm o habito de buscar funcionários através de agências de terceirização.

Manutenção de bombas d"água
Investimento inicial: R$ 300 mil

Faturamento médio mensal: R$ 50 mil

Margem de lucro: 10% sobre o faturamento brutio

Área: 300 metros quadrados (incluindo oficina, estoque, escritório, área para atendimento e loja)

Número de funcionários: de 15 a 20

Risco: alto. Thaís atribui o risco ao investimento e à concorrência de empresas conhecidas.

Serviço
Desentupidora Júpiter, 0xx-11-3851-8550

Fonte Imobiliária, 0xx-21-2513-5599

Guetta Franchising, 0xx-21- 2287-8046

Hidroluz, 0xx-21-2199-9999

Lafem Engenharia, 0xx-21 2295-9221

Original RH, 0800-111314

Ser-Tel, 0xx-21-2102-4000

Soluwan, 0xx-21-3806-7030


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Fonte: Jornal do Commércio

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