Oportunidades de Negócios

 
  Data Inclusão: 21/01/2002
Autor: Jornal do Commércio

Rumo à primeira empresa

Consultores apontam as melhores opções para cada faixa de investimento

Dinheiro na mão e uma idéia na cabeça não bastam para quem sonha abrir negócio próprio. Intuição, persistência, planejamento e uma certa dose de humildade para reconhecer as limitações e buscar o apoio de profissionais e entidades especializadas podem fazer a diferença entre o sucesso e o fracasso. Consultores apontam a afinidade, conhecimento do ramo e dedicação como fatores essenciais a quem pensa abrir empresa.

Ter perfil empreendedor, estabelecer elo com o consumidor e dedicar-se ao negócio são estratégias do iniciante, que se prolongam e devem ser incorporadas durante toda a vida comercial. Consultores consideram essencial que o empresário identifique-se com a escolha feita e entenda do mercado em que vai atuar.

- O empresário terá que conhecer a operacionalidade do negócio e pesquisar o consumidor, os concorrentes e os fornecedores.

Os prazos de entrega e de pagamento e a quantidade mínima de compra são informações importantes que mostram a qualidade do fornecedor, peça importante no processo comercial. O negócio leva um ano para amadurecer, período que mostra se dará certo e se vale a pena prosseguir. Não adiante abrir e esperar faturamento rápido - afirma o consultor de varejo Haroldo Caser, do Sebrae-RJ e da HC Lopes Consultoria. Ele vê como bons negócios as lojas de material esportivo, sapatarias, loja de celular, fast food, hortifruti e serviços de logística.

Condições ideais

O consultor de varejo da A Dois Consultoria de Organização, Antonio Andrade, afirma que as condições ideais para abrir empresa incluem o suporte financeiro para instalar a empresa e recursos extras para capital de giro, já que os programas de financiamento a juros baixos não contemplam marinheiros de primeira viagem. Neste caso, quem não dispõe da quantia necessária e, mesmo assim, decide arriscar o empréstimo junto a instituições financeiras, deve fazê-lo como pessoa física. De qualquer forma, não é um bom começo. As despesas iniciais e o imprevisto tornam o financiamento fator de alto risco.

- Abrir empresa significa ter espírito arrojado para enfrentar o desafio. Acertar na intuição não é comum, mas também não é impossível. Muitas pessoas bem sucedidas hoje não teriam ido adiante se tivessem pensado demais, o que não invalida ou diminui a importância do planejamento e da pesquisa de mercado. Fazer cursos e buscar informações junto às entidades de classe reduzem o risco. O começo, muitas vezes, é informal. O desempenho é que acaba levando à legalização da empresa - ressalta Andrade, que aconselha, entre outros, investimentos no comércio de roupas, papelaria, sorveteria, loja de móveis, utilidades do lar e cursos de línguas e informática.

Estratégia de sobrevivência

Em qualquer negócio, é estratégia reservar uma quantia que dê para viver durante, pelo menos, seis meses, embora o ideal seja poder contar com as economias por um ano, a contar da abertura da empresa. O conselho é do diretor da Acomp, o consultor de varejo Antonio Cesar Oliveira. "O empresário que consegue tocar o negócio sem tirar nenhum dinheiro para despesa pessoal, está no caminho certo. O pro labore deve ser evitado neste período de maturação", ensina. Oliveira considera promissores negócios no ramo de serviços como lavanderia e salão de beleza, farmácia e pequenos mercados.

A Acomp oferece consultoria para iniciantes, elaborando o estudo de viabilidade econômica do negócio, por R$ 2,4 mil para empreendimentos de até R$ 120 mil. A partir desta quantia, o custo é de 2% sobre o valor investido. "Esta pesquisa mostra a equação financeira e o prazo de retorno, ou seja, o mínimo que a empresa precisa faturar para dar lucro, obter capital de giro e conquistar as metas de venda", explica Oliveira.

Na A Dois, a orientação tem custo de R$ 100 a R$ 200 a hora. O plano de negócios, de R$ 12 mil a R$ 18 mil, vendido por hora ou por pacote. "A grande maioria dos empresários se satisfaz com o aconselhamento porque prefere investir o que gastaria no plano de negócios, na própria empresa", sublinha Antonio Andrade.

Serviço:

Acomp, 2445-5444
A Dois Consultoria de Organização, 2264-3082
Haroldo Caser, 0800-782020

Negócios para cada faixa de investimento

Até R$ 20 mil

>> prestação de serviço (limpeza, mão-de-obra e representação comercial)
>> quiosque
>> floricultura
>> serviço de clipping
>> comida congelada
>> produtos naturais e esotéricos
>> transporte escolar (um ou dois veículos)

OBS: negócios que não dependam de estoque substancial

Entre R$ 20 mil e R$ 40 mil

>> comércio de roupa
>> papelaria
>> venda de material esportivo especializado
>> sorveteria
>> confecção
>> cosmética

Entre R$ 40 mil e R$ 60 mil

>> salão de beleza de pequeno porte
>> loja de produtos de informática
>> oficina de reparos
>> cafeteria
>> pequena fábrica de chinelos, vassouras e bolsas
>> transporte escolar (11 veículos)

Entre R$ 60 mil e R$ 80 mil

>> farmácia
>> restaurante self service
>> loja de roupa
>> hortifruti
>> sapataria
>> salão de cabeleireiro
>> loja de celular
>> loja de presentes
>> serviço qualificado (engenharia, arquitetura)

Até R$ 100 mil

>> restaurantes
>> loja de móveis
>> antiquário
>> utilidades do lar
>> artigos esportivos


O custo em shopping

Montar comércio em shopping exige recursos adicionais que variam de acordo com a sofisticação do mall. No Rio de Janeiro, os shoppings maiores e mais movimentados cobram, em média, pelo metro quadrado, de R$ 3 mil a R$ 4 mil de luvas; R$ 35 de condomínio (o metro quadrado) e R$ 10 pelo fundo de promoção (o metro quadrado). O aluguel gira em torno de R$ 100, o metro quadrado.

À exceção do custo com a luva, os chamados shoppings de segunda linha oferecem preços semelhantes no que se refere ao condomínio e aluguel do espaço. "A diferença do preço do metro quadrado não é grande, ficando, em média, na faixa dos R$ 30 para o aluguel. A variação é menor ainda no condomínio e fundo de promoção. Os quiosques oferecem a grande vantagem de não ter luva. O aluguel e condomínio juntos vão de R$ 1 mil a R$ 3 mil mensais", frisa o diretor da Bolsa de Shopping, Humberto Martins.

Serviço:

Bolsa de Shopping, 0xx-11-3241-0822

Apoio para abrir o primeiro negócio

A Caixa Econômica Federal (Caixa) oferece apoio aos profissionais liberais e autônomos que buscam abrir a primeira empresa através do empréstimo proveniente do Programa de Geração de Emprego e Renda (Proger), que possibilita iniciar um empreendimento e cobrir o capital já com o retorno do que foi investido.

Instituído pelo Ministério do Trabalho, o Proger utiliza recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). Para conseguir o empréstimo, o candidato deve cadastrar-se na Caixa Econômica Federal e, se aprovado, apresentar um plano de negócios, que será analisado quanto à viabilidade, capacidade de pagamento e garantias oferecidas. O empréstimo vai de R$ 5 mil a R$ 10 mil.

Mais detalhes, www.caixa.gov.br.

O Banco do Brasil (BB) financia o primeiro negócio através do BB Franchising. Para formação de microempresa, a instituição empresta 80% do valor pedido; para pequena, 79% e médias e grandes empresas, 60% do capital. O banco não forneceu o percentual das taxas cobradas.


Histórias de quem venceu

Persistência é a palavra-chave para superar burocracia, inexperiência...

Burocracia dos órgãos oficiais, obstáculos criados por instituições financeiras, encontrar a fórmula certa de equilibrar estoque e demanda... São muitas as dificuldades enfrentadas por quem decide abrir um negócio. Persistência é a palavra-chave para superar as barreiras e experimentar o gostinho da realização. Quem viveu a experiência garante que vale a pena.

Depois de trabalhar três anos em uma concessionária de veículos, Denise Justiniano Carratte decidiu investir no potencial de vendedora, estimulada por Denise Stangarlin, uma cliente que se tornaria sua sócia no primeiro negócio - transporte escolar - em que investiram R$ 7 mil. Inicialmente, a empresária não deixou o emprego na agência. Conciliou os dois trabalhos durante seis meses, tempo em que observou que aquele era, de fato, um bom negócio. A empresa foi formalizada com capital de R$ 60 mil.

Primeira dificuldade

Hoje, dois anos depois, colhe os frutos da empreitada. A primeira dificuldade foi conseguir a autorização para fazer o transporte escolar. A legalização deste tipo de serviço estava em plena discussão. Passada esta etapa, finalmente regularizaram a situação e registraram a empresa Tias Denises Transporte Ltda.

- Começamos transportando 20 crianças de um só colégio em apenas dois veículos. Hoje temos três ônibus e oito vans e levamos 320 estudantes de três escolas. Um dos grandes entraves que enfrentamos foi abrir conta pessoal em banco. A exigência de comprovação de renda impediu-me de abrir, inicialmente, uma conta. Foi constrangedor e injustificável - reclama Denise.

A engenheira Diná Nascimento, que hoje é dona de um quiosque de flores, teve antes uma floricultura. O endereço comercial
sempre foi a Barra da Tijuca. Com investimento de R$ 50 mil, abriu a loja depois de atuar sete anos em uma firma de engenharia civil. Com a metade, inaugurou o quiosque. "A grande dificuldade que encontrei foi equilibrar estoque e demanda. Levei dois anos para chegar a esse equilíbrio.

A On the Rocks, que vende equipamentos, roupas e acessórios para a prática do montanhismo, resultou de muita pesquisa e de um aporte de recursos de R$ 40 mil pessoais dos dois sócios. O professor de educação física Mauro Chasilew amadureceu a idéia durante dois anos, tempo que levou estudando o mercado e acompanhando o assunto em publicações e na mídia. "Eu e meu sócio viajamos e visitamos lojas para sentir o mercado. Toda esta cautela nos livrou de erros primários. Informatizamos a empresa desde o início, o que nos ajudou a controlar o estoque, um problema comum dos lojistas", assinala.

OPÇÕES DE FRANQUIAS - (excluídas despesas de legalização da empresa e aquisição de ponto comercial)

Até R$ 20 mil

>> Tribo dos Pés

Negócio: calçados, bolsas e acessórios
Investimento: R$ 12 mil a R$ 20 mil (corner)
Taxa de franquia: R$ 5 mil
Taxa de royalties: 3% sobre compras
Taxa de publicidade: 4% sobre compras
Área: oito a dez metros quadrados
Faturamento médio mensal: R$ 10 mil a R$ 18 mil
Fone: 0xx-16-3727-4200

>> Dunkin'Donuts

Negócio: donuts, café e salgados
Investimento: R$ 18 mil (quiosque express) e R$ 6 mil (torres)
Taxa de franquia: não cobra
Taxa de royalties: 6% sobre vendas
Taxa de publicidade: 1% sobre vendas
Área: quatro a seis metros quadrados (quiosque)
Faturamento médio mensal: não fornece
Fone: 0xx-11-3641-4633

>> Contém 1g

negócio: deo colônias e cosméticos para jovens
Investimento: R$ 20 mil (quiosque)
Taxa de franquia: não cobra
Taxa de royalties: não cobra
Taxa de publicidade: não cobra
Área: 12 metros quadrados
Faturamento médio mensal: não fornece
Fone: 0xx-19-634-1300

De R$ 21 mil a R$ 39 mil

>> Empório Bothanico

Negócio: linha banho e cosméticos
Investimento: R$ 30,5 mil
Taxa de franquia: não cobra
Taxa de royalties: não cobra
Taxa de publicidade: R$ 300 mensais
Área: 22 metros quadrados
Faturamento médio mensal: não fornece
Fone: 0xx-11-4057-4747

>> Fisk

Negócio: cursos de inglês e espanhol
Investimento: R$ 39 mil
Taxa de franquia: não cobra
Taxa de royalties: não cobra
Taxa de publicidade: 20% sobre a compra dos livros
Área: 200 metros quadrados
Faturamento médio mensal: não fornece
Fone: 0xx-11-5573-7000

>> Pastelândia

Negócio: fast food de pastéis e massas
Investimento: R$ 40 mil
Taxa de franquia: incluída no investimento
Taxa de royalties: 5% sobre faturamento
Taxa de publicidade: 3% sobre faturamento
Área: 30 metros quadrados
Faturamento médio mensal: R$ 15 mil
Fone: 0xx-11-30401935

>> Café do Ponto

Negócio: quiosque-cafeteria
Investimento: R$ 30 mil
Taxa de franquia: R$ 10 mil
Taxa de royalties: R$ 1 mil ao ano
Taxa de publicidade: R$ 1 mil ao ano
Área: nove metros quadrados
Fone: 0xx-11-4198-4122

De R$ 40 mil a R$ 59 mil

>> Sorvete Itália

Negócio: sorvetes prontos
Investimento: R$ 50 mil
Taxa de franquia: R$ 20 mil
Taxa de royalties: não cobra
Taxa de publicidade: três salários mínimos quando houver propaganda
Área: 25 metros quadrados
Faturamento médio mensal: R$ 45 mil
Fone: 2239-1396

>> Pizza Mille

Negócio: pizzaria e massas (flexibilidade no mix)
Investimento: R$ 50 mil
Taxa de franquia: R$ 20 mil
Taxa de royalties: 6% sobre faturamento
Taxa de publicidade: não cobra
Área: 20 a 50 metros quadrados
Faturamento médio mensal: não fornece
Fone: 2570-0540

De R$ 60 mil a R$ 79 mil

>> Rei do Mate

Negócio: lanchonete
Investimento: R$ 60 mil
Taxa de franquia: R$ 10 mil
Taxa de royalties: 4% sobre faturamento
Fundo de propaganda: 1% sobre faturamento
Área: 40 metros quadrados
Faturamento médio mensal: R$ 15 mil
Fone: 0xx-11-3081-9335

>> Samello

Negócio: calçados
Investimento: R$ 75 mil
Taxa de franquia: R$ 25 mil
Taxa de royalties: 7% sobre compras
Taxa de publicidade: 1,5% sobre faturamento
Área: 50 metros quadrados
Faturamento médio mensal: R$ 100 mil
Fone: 0800-341010

>> Casa do Pão de Queijo

Negócio: lanchonete
Investimento: R$ 70 mil
Taxa de franquia: R$ 35 mil
Taxa de royalties: 3% sobre faturamento
Taxa de publicidade: 3% sobre faturamento
Área: 40 metros quadrados
Faturamento médio mensal: R$ 25 mil
Fone: 0xx-11-3897-4700

De R$ 80 mil a R$ 100 mil


>> O Boticário

Negócio: cosméticos
Investimento: US$ 40 mil
Taxa de franquia: incluída no investimento
Taxa de royalties: 30% sobre compras
Taxa de publicidade: não cobra
Área: 15 a 60 metros quadrados
Faturamento médio mensal: US$ 750 por metros quadrado
Fone: 0800-413011

>> Dermage

Negócio: manipulação de fórmulas médicas e cosméticas
Investimento: R$ 80 mil
Taxa de franquia: incluída no investimento
Taxa de royalties: 10% sobre faturamento
Taxa de publicidade: 2% sobre faturamento
Área: 60 metros quadrados
Faturamento médio mensal: R$ 25 mil a R$ 80 mil
Fone: 0800-241064

Acima de R$ 100 mil

>> Spoletto

Negócio: restaurante de massas
Investimento: R$ 300 mil
Taxa de franquia: R$ 30 mil a R$ 50 mil
Taxa de royalties: 6% sobre faturamento
Taxa de publicidade: 2% sobre faturamento
Área: 30 metros quadrados
Faturamento médio mensal: R$ 65 mil
Fone: 2494-7006

>> Bob's

Negócio: fast food
Investimento: R$ 300 mil
Taxa de franquia: US$ 30 mil
Taxa de royalties: 4% sobre faturamento (primeiros dois anos)
Fundo de marketing: 4% sobre faturamento
Área: 60 metros quadrados
Faturamento médio mensal: R$ 100 mil
Fone: 2598-5730

>> Microsiga

Negócio: informática
Investimento: R$ 150 mil
Taxa de franquia: R$ 20 mil
Taxa de royalties: 55% sobre venda de softwares
Taxa de publicidade: não cobra
Área: 70 metros quadrados
Faturamento médio mensal: R$ 60 mil
Fone: 0xx-11-3981-7000


Longo caminho até a legalização

Decidir em que aplicar o dinheiro é o de menos quando se compara com à árdua tarefa de legalizar a empresa, passo primordial para entrar no mercado. Empresários que passaram pela experiência sabem o quanto penaram até obter o alvará de funcionamento.

Há pelo menos seis instâncias a percorrer neste processo. O primeiro passo é fazer o registro do contrato social, expedido pela Junta Comercial ou cartório, no caso de empresa prestadora de serviço. Depois, é preciso inscrever-se no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ) para, finalmente, solicitar o laudo do Corpo de Bombeiros.

A firma com um funcionário pressupõe a existência de livro de registro de empregados junto ao Ministério do Trabalho e a aprovação das instalações pela Delegacia Regional do Trabalho. Além disso, o empresário terá que abrir conta vinculada para cada funcionário na Caixa Econômica Federal (Caixa), para fazer os depósitos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS).

Não há custo para obter o CNPJ e o resultado é quase sempre imediato. De posse do registro, o passo seguinte é fazer a inscrição da empresa na Secretaria Estadual de Fazenda e requisitar o alvará na Inspetoria Regional de Licenciamento e Fiscalização. A última etapa é a autenticação dos livros fiscais e a impressão das notas fiscais. Para legalizar a empresa, são cerca de cinco endereços diferentes a serem percorridos, na melhor das hipóteses, porque normalmente, volta-se pelo menos mais uma vez em cada um para complementar dados que faltaram.

Para começar a operar, o empresário vai precisar de seis livros contábeis para a Receita Federal, dois para a Receita Estadual e
outros dois para assuntos referentes ao Ministério do Trabalho. Todos os procedimentos são cuidadosamente explicados nos balcões Sebrae-RJ.

Livrar-se da penosa tarefa de registrar a firma custa, em média, entre R$ 1 mil e R$ 2 mil. Vencer cada etapa por conta própria, no entanto, tem custo mínimo de R$ 500, que cobrem despesas com cópias, autenticações e emissão de documentos. O site www.e-negocioproprio.com.br mostra a caminho para a legalização, acesso a linhas de crédito e opções de mercado para uma ampla variedade de negócios.

Dúvidas de marinheiros de primeira viagem

O questionamento sobre o potencial do ponto comercial é muito comum entre os que investem pela primeira vez no próprio negócio. Para acertar na escolha, o diretor do Centro de Estudo do Varejo (CEV), Luiz Freitas, recomenda muita pesquisa. O empresário deve observar a movimentação de pessoas na área e dentro das lojas. Os concorrentes devem ser duplamente analisados para que se possa estabelecer diferenciais de produtos, serviços e preço. Os gastos com a manutenção do ponto, no caso dos shopping, devem ser avaliados.

O valor do investimento é outro ponto preocupante porque muitas vezes pensa-se numa quantia e, ao final, descobre-se que o valor foi subestimado. O melhor é evitar o empréstimos, mas, se não for possível, cautela é a palavra de ordem. Para evitar falta ou sobra de recursos, o ideal é montar aos poucos o negócio para se ter uma idéia do que, efetivamente, será necessário em termos de investimento.

Mix correto. Equipar a loja com o mix certo também exige avaliação de mercado para evitar excesso ou falta de estoque. O que colocar dentro do estabelecimento é uma questão de bom senso. Apenas o mobiliário que terá utilidade deve ter espaço na loja. A escolha vai depender do gosto e estilo da loja.

O ponto de equilíbrio entre oferta e demanda é uma questão que, na maioria das vezes, necessita de maturação porque apenas a movimentação diária é que vai mostrar o que, de fato, tem maior ou menor saída para que seja feita uma compra mais próxima da demanda.

Fornecedores têm que ser escolhidos a partir de informações precisas sobre a qualidade do serviço que prestam. Os que facilitam o pagamento são sempre mais interessantes, mas é preciso checar o custo operacional e financeiro desta facilidade. A recuperação do investimento é uma preocupação permanente entre os marinheiros de primeira viagem. A resposta vai depender da boa escolha do ponto comercial e da aceitação do público. O lucro segue o mesmo caminho, mas pode ser diluído se o empresário confundir as despesas pessoais com as despesas fixas da empresa.

Cronograma. Fazer um cronograma das despesas fixas é um bom procedimento. Estas incluem as contas da empresa e pagamento de funcionários. Entende-se como despesa operacional o somatório de todos os compromissos que a empresa paga.

A equipe de vendas deve atender às necessidades dos clientes e por isso, deve ser treinada a prestar um bom serviço para que o consumidor sinta-se convidado a voltar.

Perguntas Mais comuns

>> O ponto comercial é adequado ao comércio que escolhi?
>> Quanto vou precisar para investir?
>> Como devo gastar para equipar a loja? O mobiliário é importante?
>> Qual deve ser meu estoque?
>> Devo trabalhar apenas com fornecedores que parcelem o pagamento?
>> Por onde começo a pesquisar o mercado? Devo visitar lojistas do ramo?
>> Posso copiar a concorrência?
>> Em quanto tempo vou recuperar o investimento?
>> Quando começo a lucrar?
>> Como estabeleço o que sejam despesas fixas e despesas operacionais?
>> Quando devo desistir?
>> Quanto tempo devo insistir?
>> A equipe deve ser experiente?

Fonte: Luiz Freitas, diretor do Centro de Estudos do Varejo

Autor(a): Gisela Alvares


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