Oportunidades de Negócios

 
  Data Inclusão: 03/10/2005
Autor: CLAUDIA MARCELO/LIZIANE RODRIGUES

O bilionário mercado da beleza

O setor de estética desconhece crise econômica. Clínicas de estética, academias, lojas e indústria de cosméticos, perfumaria e o segmento de venda porta a porta aumentam o faturamento, enquanto embelezam a clientela. Empregos e cursos na área também são uma realidade.

Os brasileiros torram uma fortuna por ano em produtos e serviços na incansável busca pelo corpo escultural e rosto perfeito. Com a proximidade do Verão, os gastos se elevam ainda mais porque há uma corrida às academias, clínicas de estética, de cirurgia plástica e salões de beleza. As empresas registram acréscimo no movimento, engordam o faturamento e há mais geração de empregos.

A Associação Brasileira da Indústria de Higiene, Perfumaria e Cosméticos (Abihpec) faturou R$ 6,9 bilhões no primeiro semestre de 2005 e a previsão é chegar a R$ 15,4 bilhões no segundo. O crescimento será 17,4% maior do que em 2004.

A vaidade não é mais exclusividade das mulheres. Os homens também aderem aos cremes antirugas, massagens e drenagens para modelar o corpo. A Abihpec projeta crescer 19,5% até o final do ano na venda de produtos masculinos.

- Os homens perderam a vergonha de se cuidar - diz o aposentado Celso Cruz, de 56 anos, morador de Florianópolis.

Em abril deste ano, ele fez cirurgia de redução do estômago, emagreceu 36 quilos e deixa parte dos seus vencimentos numa clínica de estética. O tratamento consiste em tonificação muscular, drenagem linfática, massagem nos pés e máscara facial.

- Tornei-me mais vaidoso e me sinto mais bonito - admite.

A busca pela beleza também gera empregos. A Associação Brasileira de Empresas de Vendas Diretas (Abevd) estima que 1,5 milhão trabalham com a venda de cosméticos de porta em porta no país.

Academias, clínicas e salões de beleza contratam profissionais cada dia mais especializados. Em Santa Catarina, a demanda motivou a criação de um curso de estética e cabeleireiro, organizado pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac/SC).

Auxílio na hora de escolher o tratamento

A fisioterapeuta Verônica Skirving, de 24 anos - que ilustra a página - especializou-se na área de estética e diz que isso cria oportunidades de trabalho para os profissionais. Na clínica onde trabalha, Verônica ajuda as clientes a escolher o tratamento mais adequado.

O presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, regional Santa Catarina, Jorge Bins Ely, afirma que 85% das cirurgias plásticas são feitas em mulheres.

De acordo com o médico, nos últimos anos, os preços das cirurgias caíram, o que as tornou mais acessíveis à população.

Maquiagem*

Um kit básico de maquiagem contendo produtos como base, batom, corretivo para os olhos, sombra delineador, dentre outros produtos, pode variar de R$ 25 a R$ 150

Tratamento estético*
Peeling - para o tratamento facial contra manchas, linhas de expressão, esfolia e renova a pele. Limpeza de pele e peeling - R$ 65 por sessão
Endermoterapia - massageia por sucção e rolamento, contra a celulite - entre R$ 250 e R$ 300, 10 sessões
Corrente russa - contra a flacidez - R$ 160 por 10 sessões
Ultrassom - indicado para gordura localizada - R$ 130 por 10 sessões
Ginástica em academia*
Varia de R$ 50 a R$ 150, dependendo da modalidade e do número de dias
Dúvidas sobre cirurgias plásticas podem ser tiradas no www.cirurgiaplastica.org.br
* Os valores variam de acordo com o estabelecimento
Em 2004, o mercado mundial de produtos de higiene pessoal, perfumaria e cosméticos cresceu 9,4% em dólar, enquanto o mercado brasileiro cresceu 24,3% (maior crescimento entre os 10 países líderes do setor)

Indústria muda para competir mais

O crescimento anual de 40% a 50% na venda de equipamentos para ginástica parou em 2003, depois de quase uma década neste ritmo. O mercado continua em ampliação, só que de forma mais moderada.

A estimativa da Athletic Way, primeira fabricante brasileira de aparelhos residenciais para ginástica, com sede em Joinville, é de que as vendas aumentem 10% este ano em relação a 2004, quando os negócios estavam estagnados.

- As soluções de beleza de curto prazo estão crescendo numa velocidade maior do que as de resultado prolongado como é o caso do exercício - diz o diretor de planejamento e marketing, Mauro Landi.

Ele se refere, por exemplo, às fórmulas "milagrosas" e de resultados "rápidos" de emagrecimento. Por este motivo, são as ações para alterar este conceito que estão consumindo a maior parte dos investimentos da empresa, direcionado a revistas segmentadas. Eles devem somar R$ 10 milhões entre este e o próximo ano. Já foram aplicados até agora 30% deste total.

Na tentativa de reaquecer as vendas, a empresa quer difundir um novo conceito: o de que ser saudável vai além da aparência e também está associado ao condicionamento físico. Também reformulou o site onde há três anos oferece gratuitamente serviço de programas de treinamento personalizado.

Movimento nas academias aumenta 60%

A corrida às academias se intensifica nesta época do ano. É gente disposta a suar para exibir um corpo malhado nas areias do Litoral.

Em alguns casos, o acréscimo chega a 60% no número de alunos e é preciso contratar pessoal para dar conta de atender a clientela, ávida por eliminar calorias. A proprietária da academia Atlas, Vera Maria Zaslazsky, afirma que a partir de agosto a freqüência cresce em torno de 40%. A gestora da academia Fernando Scherer, Cristiane Lindner, diz que o acréscimo no número de alunos é de 30% a partir de outubro. A empresa tem 15 funcionários.

O proprietário da academia Arte do Corpo, Carlos André Silva, registra acréscimo no número de freqüentadores. Pelos seus cálculos, cerca de 60% a mais de pessoas passam a fazer as aulas a partir de outubro, movimento registrado até março. Na academia Phit, o movimento cresce, mas a supervisora geral Cleide Tavares não soube informar o percentual.

O número de academias registradas no Conselho Regional de Educação Física aumentou 21% do ano passado para cá. De acordo com a secretária-executiva do Crefe, Marli Ignácio da Silva Trentin, 856 empresas estão registradas na entidade e, em 2004, eram 707. A área da atividade física atrai cada vez mais profissionais. Atualmente, são 7,8 mil que trabalham no Estado e os cursos de Educação Física não param de crescer. Em 2004, eram 19 cursos e neste ano são 25.

Clínicas de estética à espera dos clientes

A publicitária Liza Rocha, de 34 anos, gasta em média, R$ 350 por mês numa clínica de estética para as massagens e sessões de drenagem linfática e cuidados com cabelos e unhas.

- É preciso investir dinheiro em si mesma e se cuidar - diz.

É com decisões como a de Liza que as clínicas de estética contam para encher as salas de espera de clientes.

Arlete Coelho Simas, proprietária do Centro de Estética Arlete, em Florianópolis, comemora o aumento na procura pelos tratamentos estéticos. Arlete, que trabalha como esteticista há 20 anos, diz que o movimento aumenta significativamente com a proximidade do Verão. Entre os meses de agosto e dezembro, cresce em 40% o movimento no local.

Na Clínica de Estética Maria Izabel, também na Capital, é grande a procura pelos aparelhos que "massageiam" a auto-estima.

Drenagem linfática contra a celulite, máscara facial para amenizar manchas e acnes, massagens faciais e corporais estão entre os serviços mais utilizados. Maria Izabel Amaral, com 30 anos de experiência no ramo da estética e proprietária do centro, afirma que cresce em 30% o número de clientes no Verão.

Neura Ferreira Moretto, proprietária do Neura Centro de Estética, na Capital, precisa contratar mais profissionais para dar conta do atendimento durante os meses em que aumenta o movimento. Ela acredita que a procura cresça cerca de 30% em comparação com o Inverno, quando a procura é bem menor.

As clínicas têm todos os tipos de tratamento e o valor varia de acordo com o tipo e número de sessões.

Cuidados: Liza Rocha costuma gastar dinheiro em clínicas de estética e afirma que é importante se cuidar

No Brasil, 1,5 milhão de pessoas trabalham com venda direta, conhecidas como porta a porta, ligadas ao setor de cosméticos. O segmento movimentou R$ 10,4 bilhões em 2004, de acordo com a Associação Brasileira de Empresas de Venda Direta (Abevd)

Marcas disputam consumidores

As grandes empresas de cosméticos faturam alto com a beleza. O Boticário, Avon e Natura "brigam" pela preferência dos consumidores e lançam produtos cada vez mais cobiçados. A Avon, com negócios em mais de 100 países, conta com a força de vendas de 4,9 milhões de revendedoras autônomas em todo o mundo e 960 mil no Brasil.

O faturamento líquido global da Avon em 2004 foi de US$ 7,7 bilhões. A empresa possui no Brasil uma fábrica, localizada na cidade de São Paulo, e três centros de distribuição: nos municípios de Osasco (SP); Maracanaú (CE) e em Simões Filho (BA), este último inaugurado em 2003.

A Natura registrou em 2004 uma receita bruta de R$ 2,5 bilhões, o que representou um crescimento de 33% em relação ao ano anterior. A quantidade de unidades produzidas aumentou 28%, passando de 136 milhões em 2003 para 175 milhões no ano passado. No momento, a Natura conta com um quadro de cerca de 3,4 mil colaboradores e 454 mil consultoras no Brasil.

Outras 30 mil consultoras atuam no Chile, Argentina e Peru, países em que a Natura mantêm atividades, com venda direta. Na França, a Casa Natura foi inaugurada em 22 de abril de 2005. Localizada em Paris, é a primeira loja mundial da empresa. No dia 1° de agosto de 2005, a Natura abriu operações de venda direta no México. No primeiro semestre de 2005 os investimentos totalizaram R$ 53,1 milhões. Para o ano de 2005 estão previstos investimentos no montante de R$ 120 milhões.

O Boticário começou sua história em 1977 como uma pequena farmácia de manipulação. Hoje é uma das grandes empresas de cosméticos do Brasil e a maior rede de franquias do setor em todo o mundo.

Entre empregos direitos e indiretos, O Boticário gera cerca de 12 mil vagas.

Senac oferece qualificação

A demanda na área motivou a criação do curso de estética, oferecido pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac/SC). As aulas, que duram dois anos, têm 130 alunos. De agosto até agora, 39 pessoas aguardam vagas para as próximas turmas, previstas para o ano que vem.

Por enquanto, o curso existe apenas em Florianópolis, mas a coordenadora Maria Elizete Alves Pires informa que a intenção é ampliar para outras regiões do Estado. O curso custa R$ 4,4 mil e pode ser parcelado em uma e mais 26 prestações. Maria Elizete informa que o aluno aprende as técnicas de estética facial e corporal e como a aparelhagem deve ser utilizada nas clínicas.

- O mercado da beleza tem crescido e oferece oportunidade de trabalho e renda - afirma.

Além do curso de estética, o Senac/SC tem o de cabeleireiro, com duração de seis meses, o de manicure e pedicure, que pode ser feito em cerca de quatro meses.

Stephani Stemback, de 19 anos, começou o curso de cabeleireira há dois meses. Ela pretende seguir a profissão da mãe, que já é cabeleireira. Na sua avaliação, a concorrência no mercado de trabalho está acirrada e quanto mais qualificação, maiores as chances de conseguir um bom emprego.

Cosméticos vendem mais

O Verão motiva mais cuidados com a pele e cabelos e é por isso que nesta época do ano aumenta a procura por produtos de beleza oferecidos nas lojas especializadas.

Na Pitchula Cosméticos, por exemplo, o acréscimo nas vendas é de 20%, informa a gerente Joice Küster. De acordo com ela, há uma tendência mais forte das pessoas procurarem protetores solares, bronzeadores e cremes especiais para tratar do cabelo contra as ações do vento e da água da piscina. O proprietário da Tok Cosméticos, Sérgio Marques de Souza, calcula que o aumento nas vendas de dezembro a março deve oscilar entre 25% e 30%. Bronzeadores e cremes para os cabelos são os produtos mais vendidos.

Salões abrem temporada de contratações

Os proprietários de salão de beleza precisam ampliar o número de funcionários para dar conta do trabalho, que aumenta com a chegada do Verão.

Manicuras, cabeleireiros e depiladores têm boas chances de conseguir emprego nesta época do ano.

Jeferson Neiva, proprietário do Fios e Formas, que une salão de beleza com centro de estética, instalado na Capital, diz que deve contratar 10 funcionários a mais do que o quadro atual para atender a demanda na temporada.

- O movimento é 50% maior de outubro a dezembro e precisamos ter mais funcionários - afirma.

A dificuldade, ressalta, é para encontrar trabalhadores qualificados para a função. Em muitos casos, diz, o candidato não tem a devida prática necessária para exercer a função.

Sandra Souza, proprietária do Sandra Souza Afro Hair, de Florianópolis, destaca que cresce em 40% a freqüência no salão durante os meses de Verão. Ela diz que também precisa empregar mais trabalhadores temporários para ajudar no trabalho. Cerca de dois ou três profissionais devem ser contratados para o atendimento.

- As pessoas aproveitam para comprar cosméticos e outros itens para presentear os parentes nas festas de fim de ano - diz.

Souza é dono de três lojas na cidade e afirma que o setor cresceu muito nos últimos anos, mas agora está estagnado.

A gerente de uma das lojas Cotirô Cosméticos, Viviane Moraes, afirma que o faturamento dobra no Verão. A empresa precisou contratar duas funcionárias a mais para dar conta do atendimento na alta temporada.


Cresce faturamento das empresas em SC

As indústrias de cosméticos de Santa Catarina planejam expandir os negócios. A Aroma da Terra, localizada em São José, vende 180 diferentes itens na área de perfumes e cosméticos e deve aumentar o ganho em 90% neste ano.

O faturamento em 2004 foi de R$ 1,1 milhão e para 2005 o volume deve pular para R$ 2 milhões. A maioria dos produtos é vendida por intermédio de distribuidores, que fazem a venda por catálogos. São produzidas 300 mil unidades por ano de cremes, xampus, perfumes e batons, para citar alguns exemplos. As vendas devem crescer 20% no segundo semestre em comparação ao primeiro, calcula o diretor de vendas regional para o Paraná e Santa Catarina, Daltro Luiz Machado.

- O mercado de produtos de beleza é promissor e deve crescer cada vez mais - acredita.

Outra empresa instalada em São José, a Ariege Indústria e Comércio, produz 40 mil unidades mensais de sabonetes líquidos, cremes para o corpo, dentre outros produtos. O diretor-geral Gilson Carniatto dos Santos afirma que a tendência é crescer 10% no segundo semestre.

No seu primeiro ano de atividade, a fábrica prepara-se para lançar a linha de tratamentos para o corpo como os cremes anti-rugas e contra a celulite, o que deverá contribuir para incrementar as vendas. Os produtos podem ser encontrados em supermercados e farmácias.

A Christian Gray, de Blumenau, planeja crescimento na produção, nas vendas e vai ampliar o número de funcionários. A empresa, voltada para o mercado de cosméticos e perfumarias, tem 150 colaboradores, contratou mais 20 e outros 10 devem ser empregados até o final do ano. A previsão do diretor-geral Marcelo Olinger é de aumentar o faturamente de R$ 14 milhões em 2004 para R$ 16 milhões em 2005.

Outra empresa catarinense, a Condor SA, de São Bento do Sul, produz escovas de dente, creme dental e escovas de cabelo. O diretor-geral Ernoe Eger informa que a empresa possui cerca de 13% de participação no mercado nacional de escovas de dentes e creme dental.

No país, a produção é de 180 milhões de unidades por ano. A indústria projeta crescer 19% na produção de escovas de dentes e creme dental neste ano e 35% no ano que vem. No ramo de escovas de cabelo, a Condor detém 32% de participação do mercado brasileiro e a previsão é de aumentar 5% as vendas em 2005.

Fonte: Diário Caatarinense


Destaques da Loja Virtual
CONFEITARIA

Este perfil tem como principal finalidade a apresentação de informações básicas a respeito a abertura de uma Confeitaria. Aqui serão abordados assunto...

De R$8,00
Por R$6,00
Desconto de R$2,00 (25%)