Oportunidades de Negócios

 
  Data Inclusão: 06/01/2006
Autor: Jornal do Commércio

Papelarias aumentam a linha de produtos

Em busca de crescimento no setor, empresários oferecem mercadorias diferenciadas

O ano de 2005 foi proveitoso para o segmento de artigos de papelaria, que apresentou crescimento de 8%. Em relação às vendas reais de 2004, o índice representa acréscimo de 4%, segundo levantamento preliminar, apurado até setembro, da Associação Brasileira da Indústria Gráfica (Abigraf). A expectativa é que os bons resultados repitam-se este ano, dizem os satisfeitos varejistas do setor. Para abrir uma papelaria de pequeno porte é necessário investimento a partir de R$ 50 mil. Outra opção é abrir uma franquia da Papel Picado, papelaria que está há 15 anos no mercado. O investimento é de R$ 370 mil. A diversificação da linha de produtos é necessária para sobreviver no setor.

Anualmente no Pavilhão do Anhembi, em São Paulo, acontece a Feira Escolar, principal evento para quem pretende entrar no ramo. Nessa exposição, que ocorre em agosto e setembro, é possível conhecer os lançamentos e fazer os primeiros contatos com pequenos, médios e grandes fornecedores de material escolar uma das seções mais importantes numa papelaria. A empresária Lia Anhesinbazzo diz que não costuma fazer encomendas na Feira Escolar por estar há 13 anos no mercado e ter se organizado o suficiente para adquirir os produtos com os fornecedores. Apesar disso, faz questão de visitar todo ano o local com o marido e sócio, Humberto Giovani Bazzo. Em 1992, o casal abriu a Lia Livraria e Papelaria num quiosque de 9 metros quadros na Asa Norte, em Brasília.

Na época, ela aproveitou o know-how de professora para investir no negócio. Três anos depois, com a aposentadoria do casal, a loja passou a funcionar numa área de 510 metros quadrados na mesma região. "O fato de ter sido professora faz a diferença diante da concorrência e ajuda atuar no mercado", avalia Lia.

Para quem vai começar, a empresária sugere que identifique o público-alvo dentro do setor e, depois disso, dê ênfase à área em que se quer atuar. Com o tempo, dependendo do crescimento do empreendimento, pode-se ampliar o negócio atendendo a outras áreas. Fotocópia, plastificação, recebimento e envio de fax, encadernação e confecção de carimbo são alguns dos serviços imprescindíveis, independentemente do tamanho do negócio. "Ainda que não gerem muita receita, sempre agregam valor ao negócio", diz Lia. Uma copiadora de boa qualidade com vida útil de pelo menos cinco anos pode sair, em média, por R$ 20 mil. É recomendado trabalhar com duas máquinas.

parceria com escolas é uma ação válida
Mesmo que a linha de escritório seja o carro-chefe da papelaria, é válido fazer parcerias com escolas tanto para livros quanto para venda de artigos básicos como cadernos, canetas e lápis, que trazem lucro na quantidade. Uniforme escolar e livros didáticos são materiais que requerem atenção maior no quesito administração. As editoras não trabalham em consignação e a venda de roupas com a logomarca dos colégios precisa de autorização da instituição de ensino por causa dos direitos autorais, entre outros motivos. Por isso, é importante trabalhar por encomenda no caso do mercado editorial. "Temos convênios com 100 escolas e trabalhamos com listas de material. Nas férias, muitos clientes deixam o pedido e quando voltam os produtos já estão prontos para serem entregues na loja ou em domicílio sem custo adicional," comenta Lia.

O empresário Cláudio Vieira Rocha, dono da papelaria Jockey Club na Gávea, Zona Sul do Rio de Janeiro, diz que por mais que o foco seja dado a uma linha de produtos é importante trabalhar com um pouco de tudo. "Nesse ramo, é preciso ter aquilo que o cliente quer, mesmo que ele não seja o nosso público-alvo", analisa. Rocha explica que os artigos de informática têm boa saída, principalmente a resma de papel A4 e o cartucho de impressora, que pode dar lucro de até 50%. "Nos outros artigos, ganhamos na quantidade", conta. Da mesma maneira que a Lia Papelaria, Rocha afirma que é preciso estar atento à necessidade do consumidor. "No bairro, não temos armarinho, por isso passei a vender linha e agulha, produtos que, de certa forma, se encaixam ao perfil da loja", conta.

Embora funcione numa área de 20 metros quadrados, o empresário investe também no segmento escolar e aos poucos tem conquistado alguns colégios do bairro. "Só não trabalho com uniforme, mas livros encomendados e listas de material escolar são importantes para o faturamento da loja", conta.

A Lia Papelaria hoje trabalha com todas as linhas. Além de oferecer cortesias, como bordados personalizados no uniforme e encapamento dos livros, e eventos gratuitos dentro do estabelecimento, o casal de lojistas procura abrir o leque de serviços e produtos ao máximo, para conquistar o maior número de clientes. A loja firmou convênios com alguns bancos para receber determinados pagamentos. Foi montada uma pequena seção de brinquedos onde funcionários treinados contam histórias para o público infantil. A Lia oferece exposição de artes plásticas e workshops gratuitos para profissionais.

De dezembro a março, livros e cadernos são os campeões de venda na loja. No restante do ano, a maior saída fica por conta da linha de artes plásticas. "Temos uma seção exclusiva para esses materiais", conta Humberto Bazzo. Com isso, a Lia Papelaria consegue colocar em prática a estratégia de comunicação da empresa. "Atendimento é tudo. Os clientes fazem a publicidade boca-a-boca, que é a melhor forma de divulgação", completa a empresária.

Humberto Bazzo conta que, em 2005, a loja teve um crescimento de 12% , em comparação ao ano anterior. No setor de papelaria, diz o empresário, é importante que o produto tenha no máximo um giro de 72 dias, ou seja, a mercadoria deve ser vendida nesse período. Para abrir um empreendimento do porte da Lia Papelaria, é preciso investir R$ 180 mil. Com esse capital, é possível ter um estoque com 4 mil itens, adaptar a loja ao negócio, adquirir computadores e uma copiadora.

A consultora de novos negócios Cláudia Pamplona alerta que antes abrir uma papelaria é importante se aprofundar no estudo da área de atuação. "Se o empreendimento for aberto próximo a uma rede de papelarias, pode não suportar o forte concorrente e quebrar", finaliza.

Serviço Cláudia Pamplona, 0xx-21 9657-0475 Lia Livraria e Papelaria, 0xx-61 3201-1013
e www.liapapelaria.com.br Papel Picado, 0xx-21 2508-5858
e www.papelpicado.com.br Papelaria Jockey Club, 0xx-21 2274-4742

Raio X
Negócio: artigos de papelaria

Investimento inicial: R$ 370 mil

Taxa de franquia: R$ 30 mil (incluídos no investimento inicial)

Taxa de royalties: 4%

Taxa de publicidade: 1%

Faturamento médio mensal: R$ 150 mil

Capital de giro: R$ 50 mil, não incluído no investimento inicial

Tempo de retorno do investimento: média de 24 meses

Área mínima: 100 metros quadrados

Número de funcionários: 6

Estoque: R$ 200 mil (incluídos no investimento inicial)

Risco: alto, na avaliação da consultora de novos negócios Cláudia Pamplona."Não há um quadro definido dos artigos que podem ser vendidos".

Papelaria (próprio)
Investimento inicial: R$ 50 mil (pequeno porte) e R$ 180 mil (médio porte)

Faturamento bruto médio mensal: R$ 30 mil (pequena) e R$ 200 mil (média)

Média de lucro: 25% a 35% (pequena) e 30% a 35% (média)

Capital de giro: R$ 7 mil (pequena) e R$ 70 mil (média)

Tempo de retorno do investimento: 3 anos

Área mínima: 20 metros quadrados

Número de funcionários: 4 (pequena) e 18 (média)

Estoque: R$ 100 mil, incluídos no investimento (média)

Risco: médio. Para a consultora Cláudia Pamplona, é necessário avaliar com cuidado a área de atuação do negócio.

Papel Picado está em busca de franqueados no País
Com seis lojas próprias no Rio, quatro franquias em Minas Gerais e uma no Espírito Santo, a Papel Picado busca franqueados em todo o País, com exceção da capital fluminense. O principal foco da expansão é São Paulo. A empresa oferece um tipo de franquia em que o franqueador não é fabricante nem fornecedor de nenhum produto para o franqueado. De acordo com a rede, além de receber o know-how de operação e usar a marca, o empreendedor é beneficiado com o aproveitamento de vantajosas negociações.

O investimento inicial é de R$ 370 mil para uma loja de 100 metros quadrados, mais 60% da área, que pode ser um mezanino, para o estoque. "A idéia é ter o maior número de parceiros para conseguir um melhor preço com os fornecedores," explica a gerente de expansão da marca, Gisela Muniz de Aragão.

A papelaria, que traz entre os diferenciais o conserto de canetas nacionais e importadas, não tem público-alvo definido por trabalhar com produtos de preços variados. "Quem entra em nossa loja pode comprar desde um lápis de R$ 0,10 até um artigo sofisticado", exemplifica Gisela. Porém, o objetivo é fugir do formato das papelarias tradicionais e passar o perfil de butique que vende todas as linhas que uma papelaria de ponta tem, além de presentes.

Em 2002, com a idéia de montar um negócio, o engenheiro Leonardo Borges Messias voltou do Canadá, onde trabalhava em uma multinacional, para Vila Velha, no Espírito Santo. Há três anos, o empresário atua como franqueado da Papel Picado do Shopping Praia da Costa. Messias, que diz ter obtido o retorno do capital, destaca também na marca a liberdade de adquirir produtos regionais.

"Compramos a maior parte dos artigos em conjunto nas feiras, mas posso colocar, por exemplo, produtos que são fabricados apenas aqui na cidade", complementa. A gerente de expansão esclarece que o franqueado tem liberdade para incluir itens na loja que não estejam no portfólio da marca. Contudo, o produto tem que estar dentro do perfil da empresa. Segundo o empresário, o franqueador oferece periodicamente treinamentos direcionados tanto para área de vendas como conhecimento de produtos.

Fonte: Jornal do Commércio


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