Oportunidades de Negócios

 
  Data Inclusão: 07/02/2006
Autor: Jornal do Commércio

Cafeteria

Investimento inicial para vender café vai de R$ 100 mil a R$ 400 mil, em loja própria e franquia

Sofisticação faz a diferença

Poucos negócios são tão charmosos quanto uma cafeteria. Além de lidar com um produto que é paixão nacional, o pequeno empresário tem o que comemorar. De acordo com a Organização Internacional do Café (OIC), em nenhum outro país se verificou um aumento tão expressivo no consumo do produto quanto no Brasil. Até 1986, o consumo nacional foi de 6,7 milhões de sacas de 60 quilos. Em 2004, o número subiu para 14,9 milhões e a intenção da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic) é chegar em 2010 conquistando um consumo anual de 21 milhões, com a ajuda do Selo de Pureza Abic, que fiscaliza o café comercializado no País e assegura a pureza da matéria-prima. Para abrir uma cafeteria é necessário investimento de R$ 100 mil, no caso de uma franquia da California Coffee, a R$ 400 mil, para uma loja própria.

Para Marcelo Gomes, proprietário do California Coffee, os brasileiros estão redescobrindo o prazer de tomar o café nacional. "Quando morei nos Estados Unidos percebi que o bom café do Brasil era destinado à exportação. Então, decidi trazer a idéia de "Specialty Coffee House" americana, ou seja, uma casa de café especializada, para o Brasil. Hoje, no meu estabelecimento, o brasileiro pode beber o café servido nos mais finos coffee shops do primeiro mundo", ressalta Gomes.

Nathan Herszkowicz, diretor executivo da Abic, confirma o aumento no número de cafeterias e o bom momento do café no mercado nacional. "Aquela idéia de que o café faz mal à saúde pelo seu teor de cafeína foi negada. A medicina tem revelado os benefícios causados pelo consumo do produto. A quantidade de cafeterias abertas no Brasil, o ambiente agradável que esses locais oferecem a seus clientes e a melhor qualidade do produto no mercado são os responsáveis pelo aumento no consumo no País".

Cafeterias estimulam novos hábitos nos consumidores
Os consumidores estão se sentindo mais atraídos pelo ambiente das cafeterias e criando novos hábitos, como analisa Maria Esposa, uma das sócias do Cafeína, rede de lojas próprias presente há cinco anos no mercado carioca. "Antes, os cariocas não saíam de casa para tomar café da manhã. Hoje, está se criando um costume. O ambiente acolhedor e a diversidade de produtos e tipos de café estão atraindo o consumidor. O projeto arquitetônico do Cafeína leva a assinatura do arquiteto Hélio Pellegrino, que utilizou materiais de demolição, dando um toque rústico e acolhedor ao ambiente", explica.

Para Patrícia Moreira, sobrinha e sócia de Maria, a principal dificuldade nesse setor é encontrar o ponto certo. "Tem que ser um lugar em que o movimento de pedestres seja grande. São poucas as pessoas que pegam um carro para ir tomar um café. Geralmente vão ao estabelecimento mais próximo de casa. Por isso, nossas oito lojas estão localizadas na Zona Sul do Rio", justifica.

Ao contrário do que se pensa, administrar uma cafeteria é tarefa difícil, que requer estudo e preparo. O café é considerado um segmento para especialistas. Geralmente, empresários do ramo ou com conhecimentos técnicos abrem este tipo de negócio. Ser proprietário de um estabelecimento como este exige muito esforço e dedicação, principalmente porque o produto oferecido é de baixo valor. Marcos Modiano, proprietário do Armazém do Café, está no segmento desde os 16 anos. Começou a trabalhar na empresa do tio, a Ouro Fino Importadora e Exportadora, a maior empresa fornecedora de café para o mundo na época áurea deste produto, em 1960. "Desde adolescente, trabalho com café. Durante todos estes anos, fiz uma rede de contatos no meio e adquiri conhecimento técnico para poder abrir o meu próprio negócio".

A criatividade diferencia o estabelecimento, explica Alain Guetta, consultor do Califórnia Coffee e diretor da Guetta Franchising. "Os donos do Califórnia Coffee são brasileiros aficcionados por café. Viveram muito tempo nos Estados Unidos e, por isso, resolveram trazer o modelo americano de grande rede de cafeteria para o País. Por meio de um bom relacionamento com empresários e fornecedores estrangeiros fizeram acordos e passaram a trazer para o País o ice blended, energético com formulação específica, de baixa caloria e saudável. A rede é a única no Brasil a ter este tipo de produto".

Produtos de marca própria são um diferencial no mercado, ressalta Maria Esposa. "Quando meu marido foi transferido para o México, conheci o charmoso Café El Globo, e ali, decidi que assim que voltasse para o Brasil iria abrir o meu negócio, com produtos de fabricação própria. No Cafeína, produzo pães sofisticados como a ciabatta e a focaccia. Hoje, a loja abriu novas frentes, além de padaria, virou também confeitaria e restaurante. No almoço, sirvo refeições leves. Aos poucos, o Cafeína foi criando uma linha de produtos fabricados pela própria casa", exemplifica.

O investimento para se abrir um negócio como este é substancial, mas o retorno é garantido, garante Bill Frazon, gerente de franchising do Fran"s Café. "Dependendo do local e da estrutura do negócio, um valor inicial de investimento para abrir uma franquia nossa gira em torno de R$ 300 mil. O retorno vem em 24 meses e o faturamento médio mensal é de R$ 45 mil", calcula Frazon.

José Márcio Martins, consultor do Sebrae-MG, orienta os empresários interessados em entrar neste ramo, a avaliar a escolha de uma franquia como a melhor opção de negócio e não optar de imediato por uma loja própria. O investimento inicial para um franqueado é mais baixo e o retorno deste capital acontece em um prazo menor do que o de um empresário que tenha loja própria. Esta visão de mercado explica o porquê da rede Fran"s Café estar com 90 endereços espalhados pelo Brasil e servir mensalmente cerca de 800 mil xícaras.

Raio X

Cafeteria com produtos de fabricação própria (própria)

Investimento inicial: R$ 400 mil (com ponto comercial)

Retorno do investimento: de 2 a 3 anos

Faturamento médio mensal: R$ 45 mil

Margem de lucro sugerida: 15% a 20%

Número de funcionários: 30

Área: 100 metros quadrados

Risco: alto, devido ao alto valor do investimento inicial e ao tempo de retorno.


California Coffee (franquia)
Negócio: cafeteria

Investimento inicial: R$ 100 mil a R$ 120 mil

Retorno do investimento: 1 ano a 1 ano e meio

Taxa de franquia: R$ 25 mil (incluída no investimento inicial)

Taxa de royalties: 6% ao mês

Taxa de publicidade: 2%

Faturamento médio mensal: R$ 40 mil a R$ 80 mil

Margem de lucro sugerida: 20 %

Número de funcionários: 3 por turno

Área: 20 metros quadrados

Risco: baixo, devido ao valor do investimento inicial.


Fran´s Café (franquia)
Negócio: cafeteria

Investimento inicial: R$ 300 mil

Retorno do investimento: de 24 a 30 meses

Taxa de franquia: R$ 41,5 mil (incluída no investimento inicial)

Taxa de royalties: 6%

Taxa de publicidade: 2%

Faturamento médio mensal: R$ 45 mil

Margem de lucro sugerida: 17% a 22%

Número de funcionários: de a 4 a 5 por turno

Área: 80 metros quadrados

Risco: médio, devido ao investimento inicial.

Fonte do risco: José Márcio Martins, consultor do Sebrae-MG


Serviço
Fran"s Café, 0xx-11-5056-0043

Cafeína, 0xx-21-2547-8651

California Coffee, 0xx-21-2247-8592

Armazém do Café, 0xx-21-2522-5039

Fonte: Jornal do Commércio


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