Oportunidades de Negócios

 
  Data Inclusão: 24/04/2006
Autor: Ana Carolina Diniz e Daniella Bottino

Franquias em crescimento

Acessórios Pessoais; Vestuário e Informática foram os setores que mais faturaram em 2005

Acessórios pessoais e Calçados; Vestuário; Informática e Eletrônicos; Veículos; Esporte, Saúde e Beleza; Educação e Treinamento e Alimentação foram os sete setores de franquia que mais cresceram em 2005. Mesmo em um mercado marcado pela incerteza, com crise política e alta taxa de juros, segundo o ranking da Associação Brasileira de Franchising (ABF), o faturamento do setor de franquia foi maior do que R$ 35 bilhões no ano anterior, o que representa crescimento de 13% em relação ao registrado em 2004, de R$ 32 bilhões.

"Mais uma vez o franchising supera as expectativas do mercado. Em um ano marcado por adversidades, a franquia contribuiu significativamente para a economia nacional, crescendo mais que o PIB brasileiro," comemora Ricardo Camargo, diretor executivo da ABF. Para este ano, a perspectiva de crescimento do setor também é positiva, considera Camargo. Além do aumento do salário mínimo, a inflação em baixa anima o consumo e o crescimento das franquias. A expectativa é que o setor cresça 10% este ano.

Para os interessados em apostar no sistema de franquias, os sete setores que mais se destacaram em 2005 continuam com potencial de crescimento este ano. O JORNAL DO COMMERCIO identificou algumas redes que estão expandindo e que são oportunidades de negócio para o pequeno e médio empresário.

Acessórios pessoais e calçados

Acessórios pessoais e calçados foi o setor que mais cresceu no ano passado, com aumento de faturamento de 46% em relação a 2004. Esses percentuais podem ser explicados pelo processo de recuperação das vendas que aconteceu em 2005 e que se confirmou com conversão de empresas/indústrias em franquias. Grandes empresas como a Via Uno, que só tinha operação fora do País, resolveram investir e passaram a funcionar como franquias. A Uncle K ganhou força e conquistou espaço no mercado A Morana, que funciona no sistema de franquia desde 2002,tem 65 unidades espalhadas pelo País. A marca quer se fortalecer no Rio de Janeiro, com a abertura de uma loja no Rio Sul.

Com duas franquias no estado do Rio e mais 14 espalhadas pelo interior de São Paulo, Minas Gerais, Brasília e Mato Grosso, a Uncle K hoje é uma das marcas mais cobiçadas no setor de acessórios e calçados. "Tenho ficado surpresa com a quantidade de gente que nos procura para abrir uma franquia", explica Juliana Machado, gerente de franquia. Opinião semelhante a de Fernanda Salles, dona de três unidades da Uncle K, em Niterói, Búzios e Juiz de Fora."Já era cliente da marca quando decidi entrar em contato para abrir o meu negócio. Conseguimos ter clientela bem variada, que vai desde a universitária até as senhoras de mais idade. Além disso, a linha de sapatos tem crescido bastante e vem conquistando cada vez mais as pessoas", afirma.

Já a Via Uno, que só estava presente em lojas multimarcas e tinha unidades próprias apenas no exterior, aproveitou a onda de otimismo e resolveu desembarcar no Brasil, com 14 lojas e a previsão de abertura de novas unidades em Curitiba, Goiás e Rio. "Queremos fechar o ano com 50 franquias", complementa Alexandre Sá Pereira, gerente de Franchising. Além das unidades no Chile, Estados Unidos, Venezuela, México, Holanda, Alemanha, Espanha, África do Sul, a Via Uno chegará também nas Filipinas e na Jordânia. "Já trabalhava com calçados há muitos anos e tinha Via Uno como um dos meus fornecedores. Aproveitei o contato com o pessoal da fábrica e resolvi abrir minha loja em dezembro do ano passado", confirma Cláudio Neves, proprietário de uma loja em São Paulo, que até o final do ano pretende abrir mais quatro lojas.

Quem também vem com força no setor de franquias é a Morana, marca de acessórios, cintos e calçados, no mercado há 15 anos e como franquia há cinco anos. Com 65 lojas espalhadas por 17 estados, a Morana, quer conquistar de vez um dos públicos mais exigentes do Brasil: o carioca. Uma loja no Rio Sul é apenas um dos passos. "Temos uma média de 20 a 30 lojas abrindo por ano, desde que entramos no sistema de franquias. Nossos pensamentos estão totalmente voltados para o Rio de Janeiro", frisa Jae Ho Lie, diretor-geral da Morana, que tem uma opinião formada quando o assunto é o avanço do setor de acessórios pessoais e calçados no mercado de franquias. "É mais uma conseqüência da mulher no mercado de trabalho", finaliza.

Raio x

Uncle K
Negócio: loja de calçados, bolsas e acessórios
Investimento inicial: R$ 100 mil a R$ 180 mil
Taxa de franquia: R$ 20 mil
Taxa de royalties: 20% sobre o valor da compra de produtos
Taxa de publicidade: 2% sobre o faturamento bruto
Faturamento médio mensal: R$ 40 mil
Margem de lucro: não divulga
Tempo de retorno do investimento: 36 meses
Número de funcionários: 5
Área: 40 metros quadrados
Risco: médio, devido a concorrência de artesãos e informais.

Via Uno
Negócio: loja de calçados, bolsas e acessórios
Investimento inicial: R$ 120 mil
Taxa de franquia: não cobra
Taxa de royalties: 1% sobre a compra de produtos
Taxa de publicidade: 2% sobre a compra de produtos
Faturamento médio mensal: não divulga
Margem de lucro: 10% a 15%
Capital de giro: R$ 50 mil
Tempo de retorno do investimento: 18 a 30 meses
Número de funcionários: 5
Áre
a: 50 metros quadrados
Risco: alto, pelo investimento em estoque.

Morana
Negócio: loja de acessórios pessoais e calçados
Investimento inicial: R$ 60 mil a R$ 195 mil
Taxa de franquia: R$ 15 mil a R$ 25 mil
Taxa de royalties: 6% sobre o faturamento bruto
Taxa de publicidade: 3% sobre o faturamento bruto
Faturamento médio mensal: R$ 43 mil
Margem de lucro: 20% sobre o faturamento bruto
Capital de giro: R$ 20 mil a R$ 60 mil
Tempo de retorno do investimento: 24 meses
Número de funcionários: 5
Área: 30 metros quadrados
Risco: médio. Empresa é conhecida, mas há diversificação muito grande de produtos e serviços.

Informática e Eletrônicos
A modernização dos equipamentos e a forte expansão nas vendas dos aparelhos celulares impulsionaram o crescimento do setor de Informática e Eletrônicos. O setor, que cresceu 25% em 2005, também teve impulso graças ao aumento significativo nas vendas de computadores legais no País, reduzindo a participação do mercado cinza. O crescente número de aparelhos de informática domésticos e a repressão à pirataria também ajudaram no fortalecimento do setor, lembra Ricardo Camargo.

Com o aumento do consumo de computadores no Brasil, a venda de cartuchos de tinta para impressora também cresce. Devido ao alto preço dos cartuchos, a procura por lojas que reciclem o produto aumentou muito nos últimos anos. De acordo com a Associação Brasileira de Recondicionadores de Cartuchos para Impressoras, o mercado brasileiro de suprimentos movimentou cerca de 120 milhões de cartuchos em 2005. Destes, 12% são recondicionados e 15% são compatíveis. Do total de cartuchos originais vendidos no mercado, 40% voltam a ser utilizados, ou seja, são recarregados.

O mercado de franquias também acompanhou a tendência. A franquia mineira Tinta e Toner quer terminar o ano com 60 unidades instaladas, sendo que há 40 abertas. A preferência é pelo interior de Minas Gerais e São Paulo. Carlos Alberto Marques, diretor comercial e técnico, explica que o candidato precisa ter capacidade financeira e dedicação exclusiva ao negócio. Com quatro formatos de franquia, a Tinta e Toner procura parceiros especialmente nos grandes shopping center.

Marques lembra que os franqueados são atendidos por consultores de campo e toda rede é interligada por software. Os equipamentos e insumos como tinta, embalagens, cartuchos são distribuídos pela franquia. Jorge Ubukata é franqueado de Atibaia, interior de São Paulo, há três anos. Ex-bancário, ele lembra que sempre se interessou pela área de informática e que a reciclagem de cartuchos estava em ascensão. Com quatro funcionários e com a ajuda da esposa Débora, Ubukata atende a usuários domésticos, grandes empresas e órgãos públicos.

Há quatro anos focada na remanufatura de cartuchos e serviços de informática, a Recarga Expressa está em busca de franqueados em todo território nacional. A rede tem 22 unidades em funcionamento e quatro em fase de instalações devendo entrar em funcionamento até o final de maio. Ronaldo Silva, dono da marca, explica que o franqueado recebe todo o suporte necessário para escolher o ponto de venda, comprar ou locar os equipamentos e softwares necessários e montar a operação. O sistema de franquias da Recarga Expressa tem três modelos de negócios: quiosque Recarga Expressa direcionados para locais de grande fluxo de pessoas como hiper mercados e shopping center. Quiosque Recarga Expressa Multiserviços (que oferece serviços como recarga de cartuchos pretos e coloridos, fotocópias, encadernação, plastificação, acesso à internet e loja multiserviços) e a loja Recarga Expressa.

O comércio eletrônico também está presente no sistema de franquia. A Zets, empresa que alia o conceito de franquias, lojas virtuais e venda porta a porta, está procurando franqueados. Atualmente com 17 franquias (16 em São Paulo e uma no Ceará), a Zets quer parceiros em todos os locais do País para terminar o ano com 50 franquias. "Apenas 10% da população têm acesso à internet. É um mercado que tem muito a crescer", afirma Hélio Alberine, sócio da empresa. A Zets vende mais de 600 produtos e possui parcerias com as operadoras de celular Tim, Oi, Vivo e Claro. "O trabalho do franqueado é fazer a divulgação e venda porta a porta. Com o centro de distribuição localizado em São Paulo, conseguimos suprir com rapidez entregas na maior parte do território nacional", explica.

Raio x

Tinta e Toner
Negócio: remanufatura de cartuchos
Investimento inicial: R$ 12 mil (corner)
Taxa de franquia: R$ 5 mil
Taxa de royalties: 5% sobre o faturamento bruto
Taxa de publicidade: de 5% sobre o faturamento bruto
Faturamento médio mensal: R$ 8 mil
Número de Funcionários: 1 a 4
Área: de 25 metros quadrados a 150 metros quadrados
Risco: médio, devido à concorrência com lojas não legalizadas. A obsolescência também cria dificuldades.

Recarga Expressa
Negócio: remanufatura de cartuchos Investimento Inicial: R$ 15 mil a R$ 20 mil
Taxa de franquia : R$ 12 mil
Taxa de royalties: R$ 200 a R$ 400 mensais
Taxa de publicidade: R$ 100 a R$ 200 mensais
Faturamento bruto mensal: de R$ 5 mil a R$ 15 mil
Capital de giro: R$ 2 mil
Número de funcionários: 2
Área mínima: 1,5 metro quadrado
Risco: médio, é um setor que está crescendo muito, mas a concorrência com lojas não legalizadas é grande. A obsolescência do segmento também cria dificuldades.

Zets
Negócio: e-commerce
Investimento inicial: R$ 1,5 mil (computador e acesso banda larga à internet)
Taxa de franquia: R$ 5 mil
Taxa de royalties: 3% sobre a venda
Taxa de publicidade: 1% sobre a venda para o fundo de publicidade
Faturamento médio mensal: R$ 15 mil
Área: 10 metros quadrados (escritório em casa)
Número de funcionários: 1 a 5
Risco: médio a alto. Apesar de não ter grande valor inicial, a falta de foco nos canais de venda pode prejudicar o negócio.

Vestuário
Em segundo lugar no ranking da ABF vem o setor de vestuário, com crescimento de 32%. Segundo Ricardo Camargo, diretor da entidade, a baixa desse mercado em 2003 e 2004, que teve como causa o fantasma do desemprego, não se repetiu em 2005. "Ano passado, marcas fortes entraram no sistema e o consumo melhorou em relação aos anos anteriores. Há toda possibilidade de exportação, já que a moda brasileira nunca foi tão bem vista", ressalta.

Apesar do otimismo, Glória Riente, gerente de Franquias da Folic, é cautelosa. "Na década de 90, vimos um boom desse setor, e tempos depois, certa estagnação. De dois anos para cá, houve certa melhora, mas todo cuidado é necessário ", justifica. "Toda a operação deve ser bem amarrada e o ponto da loja deve ser o melhor, mas nem isso garante o sucesso. O setor de vestuário sempre sofre influência da economia e da sazonalidade", assegura. Mesmo com tantos cuidados, a Folic prevê para 2006 a aberura de cinco unidades, em Belo Horizonte, Brasília e Recife.

No mercado de franquias desde a década de 80, a Redley já passou por tempestades e mudanças. "Nosso início foi bem informal, mas depois resolvemos formalizar. Anos depois, tivemos que passar por um reposicionamento e resolvemos ir mais fundo na abertura de novas franquias. Temos sete unidades em Belém, Fortaleza, Brasília e Salvador, estamos com dois negócios em andamento em Recife e Florianópolis. Nos próximos cinco anos queremos chegar a Manaus e reforçar a marca nas capitais que já estamos", resume Roberta Limmer, gerente comercial.

Com 34 franquias no País, a Cantão dá continuidade à expansão. Para 2006, a rede pretende abrir unidades em Belo Horizonte, Florianópolis e Recife e uma loja no Shopping Leblon, no Rio, adianta a gerente comercial Renata Mancini. Morador de Fortaleza há 11 anos, Philipe Brookes, levou o estilo Cantão para a capital do Ceará, onde tem lojas em dois shopping da cidade, o Iguatemi e o Aldeota. As boas vendas e o retorno financeiro levaram Brookes a investir em uma terceira unidade ainda este ano. "Tenho clientes dos 16 aos 38 anos e sempre tive boas vendas", comenta. Também no Nordeste, Jussara Gaspar resolveu conquistar a classe mais alta de São Luiz, Maranhão, com blazers, terninhos e tailleurs da Folic. "Tínhamos uma loja multimarcas, onde a Folic era uma das campeãs de vendas. Hoje, muitas advogadas, juízas e médicas são nossas clientes", confirma.

Raio x

Folic
Negócio: moda feminina
Investimento inicial: R$ 350 mil a R$ 400 mil (sem o ponto comercial)
Taxa de franquia: R$ 50 mil
Taxa de royalties: 1,2% sobre o custo da mercadoria mensal
Taxa de publicidade: não cobra
Faturamento médio mensal: R$ 150 mil a R$ 250 mil
Margem de lucro: não divulga
Capital de giro: R$ 80 mil a R$ 100 mil
Tempo de retorno do investimento: 24 meses
Número de funcionários: 8
Área: 80 metros quadrados
Risco: médio. Mesmo a marca sendo consagrada, é importante dar atenção ao ponto em que a loja vai ser instalada.

Redley
Negócio: moda masculina e feminina
Investimento inicial: R$ 250 mil (sem o ponto comercial)
Taxa de franquia: R$ 30 mil
Taxa de royalties: 3,5% sobre a compra de produtos
Taxa de publicidade: 2% sobre o fundo de propaganda
Faturamento médio mensal: R$ 80 mil
Capital de giro: R$ 30 mil
Tempo de retorno do investimento: 12 a 24 meses
Número de funcionários: 6
Área: 60 metros quadrados
Risco: médio. Mesmo a marca sendo consagrada, é importante atenção ao ponto em que a loja vai ser instalada.

Cantão
Negócio: moda feminina
Investimento inicial: R$ 350 mil
Taxa de franquia: R$ 30 mil (não inclusa no investimento inicial)
Taxa de royalties: 3,5% sobre o faturamento bruto
Taxa de publicidade: 2% sobre o faturamento bruto
Faturamento médio mensal: R$ 120 mil
Margem de lucro: 10% a 15% sobre o faturamento bruto
Capital de giro: R$ 50 mil
Tempo de retorno do investimento: 12 a 24 meses
Número de funcionários: 5
Área: 60 metros quadrados
Risco: médio. Mesmo a marca sendo consagrada, é importante dar muita atenção ao ponto em que a loja vai ser instalada.

Fonte: Jornal do Commércio


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