Oportunidades de Negócios

 
  Data Inclusão: 10/07/2006
Autor: CLEISI SOARES

Olha o cachorro-quente aí!

A opção gastronômica prática e saborosa ganha cada vez mais adeptos e impulsiona a economia informal

No intervalo da faculdade, no final de uma festa ou simplesmente na hora que bate a fome, o cachorro-quente está fazendo a cabeça e o estômago do blumenauense. Nos quatro cantos da cidade, geralmente à noite, empreendedores escolhem um ponto e estacionam seus carros de cachorro-quente. Querem matar a fome do consumidor e saciar o desejo de ter o próprio negócio.

Não há números exatos de quantos carros de cachorro-quente existem em Blumenau, mas, de acordo com a Vigilância Sanitária, único órgão fiscalizador no momento, há pelo menos 30. Há quem arrisque dizer que existem mais de 100. É o que afirma, por exemplo, o proprietário do Cachorrão do Dudu, Hamilton Roncaglio, 37 anos, quando pensa no aumento da concorrência desde quando começou a vender cachorro-quente, há três anos.

Em cada carro de cachorro-quente devem trabalhar pelo menos duas pessoas, segundo a engenheira de alimentos da Vigilância Sanitária, Giselle Fernandes Garcia.

- Uma para cuidar do dinheiro e a outra para lidar com o alimento - explica.

Nas Rua Antônio da Veiga, próximo à Furb, há três carros e na Rua São Paulo, também próximo à universidade, há outros dois. Nas Ruas Almirante Tamandaré e na Frei Estanislau Schaette, somam-se outros seis pontos de venda de cachorro-quente. E por aí vai.

De olho no setor
Há pelo menos 30 carros de cachorro-quente em Blumenau. Cada um deles deve ter, no mínimo, 2 pessoas trabalhando

O investimento requer a compra de um carro e mais um kit próprio que custa entre R$ 1 mil e R$ 5,5 mil.

O preço do lanche varia entre R$ 2,50 e R$ 5,50

- Final de semana
Blumenau, o paraíso da pizza
- Segunda-feira
A proliferação das carrocinhas de cachorro-quente
- Terça-feira
A infiltração da comida típica nos buffets

Receita médica
Comer cachorro-quente faz mal à saúde?

"Dentre as gorduras existentes nos alimentos, a chamada gordura saturada, encontrada em maior quantidade nas carnes vermelhas, lingüiça, salsicha, paio, presunto, carne de porco e outros, é a responsável, dentre outros fatores, pelas lesões no músculo cardíaco e pelo entupimento das artérias, impedindo que as células e tecidos respirem normalmente. Para evitar tais problemas, o ideal é substituir a salsicha tradicional pelas feitas com as carnes brancas, de frango e de peru. Nas carnes brancas, em especial na carne de peru, é menor a quantidade de colesterol, ajudando-nos no controle do colesterol no sangue. De qualquer forma vale lembrar que para uma boa alimentação é importante comer de tudo um pouco, com moderação."
Fonte: Flávia Busch - Nutricionista CRN2 5061

A receita do sucesso

Nos últimos 10 anos, os carros de cachorro-quente se popularizaram e invadiram as ruas através de trabalhadores aposentados ou demitidos de seus empregos.

Segundo o chefe do Departamento de Economia da Furb, Ralf Marcos Ehmke, os empreendedores injetaram a verba recebida das empresas na aquisição dos equipamentos. O negócio é lucrativo, de acordo com Ehmke, mas requer disponibilidade para longas jornadas de trabalho.

Tudo começa com a compra de um carro multiuso ou furgão. O próximo passo, segundo a gerente do Senac Bistrô Johannastift, Klara Kock, é ter o kit de adaptação que varia de R$ 1 mil a R$ 5,5 mil.

- Fuja do kit que para ser instalado precise furar, cortar ou qualquer outro dano ao veículo - aconselha Klara.

Com o veículo montado e depois de checar o que a legislação exige, o empreendedor pode ir em busca do faturamento.

Klara dá a dica: o empreendedor precisa estabelecer um planejamento e traçar uma rotina de trabalho, de forma a aumentar a sua produtividade e, consequentemente, o seu lucro. Este planejamento operacional deve contemplar a compra e o acondicionamento das matérias-primas, a preparação dos alimentos, a maneira de servir o produto, o horário e a necessidade ou não de mão-de-obra adicional e de turnos de trabalho.

O que diz a lei nº 541/2005
- Regulamenta a atividade dos empreendedores motorizados e foi aprovado no final de 2005, mas aguarda a regulamentação do Poder Executivo. Quando entrar em vigor, o exercício da atividade comercial dependerá de autorização da prefeitura de Blumenau. O interessado no exercício da atividade deverá comprovar que participou de curso básico de higienização e armazenamento de alimentos e de preparo e conservação do sanduíche. Quem descumprir a lei ficará sujeito ao pagamento de R$ 200.

A estratégia é ir aonde o cliente está

Para o chefe do Departamento de Economia da Furb, professor Ralf Marcos Ehmke, os carros de cachorro-quente remetem à presença dos pipoqueiros nas escolas.

Porém, o negócio evoluiu e, segundo o economista, além da mobilidade proporciona custos baixos, se comparados aos gastos de estabelecimentos fixos.

- Ponto fixo, às vezes, as pessoas nem observam. Mas os carros parados em pontos estratégicos chamam atenção - avalia Ehmke.

Para o economista, a chave do sucesso é justamente atender ao consumidor quando todos os outros estabelecimentos estão fechados, caso das saídas de festa, em plena madrugada.

Enquanto numa atividade comercial convencional a venda se inicia na atração do cliente, ou seja, levar o cliente até a loja, no caso dos carros de cachorro-quente a situação é inversa. Segundo a gerente do Senac Bistrô Johannastift, Klara Kock, na empresa sobre rodas esta etapa é facilitada pelo fato de permitir o movimento contrário, levar a loja até o cliente.

Mas isso só não basta. Para ter um bom retorno financeiro, os empreendedores precisam atender aos padrões de qualidade.

- Apesar de ser um negócio informal, os clientes querem ver um padrão mínimo de estética, limpeza e uniformização - indica o economista.


Fonte: Jornal de Santa Catarina


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