Oportunidades de Negócios

 
  Data Inclusão: 23/07/2006
Autor: Gabriela Godoi

Academias de ginástica: segmentação é a realidade

Academias de ginástica investem em públicos distintos para sobreviver no mercado

A qualidade de vida e a preocupação com a saúde têm sido questões constantes entre os brasileiros. Com isso, o setor de fitness e academias de ginástica têm apresentado crescimento nos últimos anos. Reunidos até amanhã no Rio de Janeiro, durante III Congresso Brasileiro das Academias, realizado pela Associação Brasileira de Academias (Acad), profissionais do setor estão discutindo e conhecendo as novidades em equipamentos e gestão de negócios. Hugo Rubinsztajn, professor e proprietário de duas academias no Rio, acredita que o primeiro passo para quem deseja atuar no setor é escolher com que público-alvo deseja trabalhar.

Segundo Rubinsztajn, existe mercado para diversos públicos. "É possível abrir uma academia com preço médio de R$ 60, como é possível abrir uma com mensalidades de R$ 270. Entender o perfil do público-alvo é importante", diz. O evento também é uma oportunidade para potenciais empresários que querem entrar no setor. O investimento inicial em uma academia de ginástica gira em torno de R$ 100 mil.

"O Centro, onde tenho uma academia, a Exercity, reúne pessoas que querem rapidez no atendimento, aulas na hora do almoço e no final da tarde. Já as academias de bairro, como a Fórmula da Água, que tenho em Copacabana, são freqüentadas por quem quer ir além da qualidade de vida. As pessoas querem socializar. Meus alunos no Bairro Peixoto dizem que a academia fez com que as pessoas passassem a se cumprimentar na rua, e formar grupos para sair à noite", analisa o empreendedor, que também dá consultorias para instalação de academias em condomínios e clubes.

A organização do evento espera receber até amanhã, encerramento do encontro e da feira de produtos e serviços Rio Sports Show, cerca de 800 pessoas nos seminários e 5 mil pessoas na feira, que estará aberta ao público, mediante inscrição no local. A entrada na feira é gratuita, mas para participar dos seminários, os interessados devem investir R$ 165 (não sócio) ou R$ 110 (sócios da Acad), também no local.

Mercados de Minas Gerais e São Paulo exigem ações diferenciadas

Outros mercados, como Minas Gerais e São Paulo, demandam atenção diferenciada. O custo da academia, por exemplo, deve ser mais baixo, explica o professor. Mesmo em bairros de classe média de Belo Horizonte, como a Pampulha, as pessoas não aceitam pagar caro pela academia, pois não existe a cultura de malhação que tem no Rio. "Academias grandes no Rio investiram nestas regiões e não estão recebendo o mesmo retorno", completa Rubinsztajn. Ricardo Abreu, presidente da Acad e do congresso, destaca a necessidade de ter um diferencial que atraia o público. "Não pode ser igual aos outros. Buscar um nicho é o ideal, como terceira idade, bebês e atendimento expresso. Mas precisa ter um diferencial com qualidade", lembra. A compra de equipamentos também pode variar. Pode-se comprar aparelhos usados e recauchutados. "Para abrir uma pequena academia, é preciso pensar em no mínimo 200 metros quadrados, com investimento inicial de R$ 100 mil. O faturamento é muito relativo, depende da mensalidade cobrada, que pode variar de R$ 60 a 270", afirma Rubinsztajn. Há 12 anos no mercado operando uma rede de três academias na Tijuca e Barra da Tijuca, Agnaldo Roberto da By Fit, não está tão otimista. Segundo o empresário, a forte concorrência, muitas vezes predatória, prejudica na disputa pelos alunos. "Temos pretensão de crescer, mesmo com o mercado difícil. O setor tem muita exposição, principalmente por estarmos localizados no Rio de Janeiro,uma cidade que cultua o corpo. O número de academias tem crescido em proporção diferente ao crescimento do público. Há uma disparidade de preços. Algumas academias reduzem muito seu preço ao abrir, mas no futuro ficam sem capacidade de rendimento, fechando as portas", analisa Roberto. Mas, além das reformas, o empresário está investindo diversas áreas de suas academias para atender melhor ao público. Serviços diferenciados, como vans que levam os clientes pela Tijuca, uma rádio dentro da academia, que muda a programação de acordo com as faixas etárias predominantes no horário, conquistam os clientes. "Outro ponto é investir na qualidade da equipe. Damos ênfase a isto. Se antes a saída de um bom professor poderia significar o fim de uma academia, hoje nós qualificamos nossos professores por igual. A saída de um bom professor não prejudica tanto, pois o substituto será tão bom quanto", enfatiza Roberto. É preciso trabalhar a sazonalidade da academia, afirma o proprietário da By Fit. "Em agosto, termina a nossa baixa temporada, que se inicia com o Inverno e as férias do meio do ano, e este ano foi agravada com a Copa do Mundo, em junho. Nós mobilizamos os alunos para assistir os jogos aqui, oferecemos bolsas de três meses, pizzas, mas a freqüência foi caindo com a evolução da seleção. Do ponto de vista empresarial, estava torcendo pela eliminação do Brasil", completa.


Feiras e seminários ajudam na qualificação

A participação em feiras é importante, segundo os empreendedores, pois além de se atualizar com as novidades do setor, é possível encontrar equipamentos novos, com preços mais em conta. Equipamentos que custam R$ 5 mil, saem a R$ 3 mil na feira. "Costumo freqüentar três feiras por ano em abril, o congresso Fitness Brasil Internacional em Santos (SP), em julho, o congresso da Acad e a Rio Sports Show; em setembro, a International Health, Racquet and Sportsclub Association (IHRSA), a maior feira de fitness na América Latina, realizada em São Paulo. Recomendo que as pessoas se programem para visitar as três feiras, e assim realizarem suas aquisições ao longo do ano", diz Rubinsztajn. Ricardo Abreu, da Acad, complementa. "Feiras e congressos são ótima oportunidade de se atualizar, pois é possível conhecer as novidades do setor. Grandes nomes da área dão palestras. Os lançamentos são trazidos para a feira, assim como as novas tendências do mercado. Equipamentos estão surgindo, mas alguns podem ser somente moda", analisa. A Associação Brasileira de Academias, esclarece seu presidente, está focada em auxiliar no desenvolvimento dos empreendimentos. Fornecendo informações sobre o mercado, dando consultoria nas áreas jurídica, trabalhista e tributária, obstáculos encontrados na atuação das academias. "Um exemplo é a atuação da Acad e dos conselhos profissionais (de Educação Física e Fisioterapia) para reduzir o número de estagiários atuando nas academias. Atualmente, são 7 mil academias regularizadas e outras 7 mil irregulares, em todo Brasil, sendo a grande maioria de pequeno e médio porte. Estamos também batalhando pela aprovação do Super Simples, que enquadraria a maioria das pequenas e microempresas, facilitando a sobrevivência financeira das mesmas", conta Abreu.


Rio Sports Show deve movimentar R$ 12 milhões

O Rio Sports Show 2006, evento que reúne profissionais da área de negócios de saúde, esporte e qualidade de vida acontece até amanhã na Marina da Glória, no Rio de Janeiro. A organização da feira esportiva espera que o volume de negócios ultrapasse a marca de R$ 12 milhões. De acordo Ana Paula Leal, diretora geral do evento, o crescimento pode chegar a 20% com relação ao ano passado. No entanto, avalia que por ser um ano eleitoral e de gastos com a Copa do Mundo, este número fique em torno de 15%. A expectativa é que mais de 5 mil pessoas compareçam aos três dias de feira.

"A oitava edição do Rio Sports Show não está focada somente em proprietários de academia. Este ano buscamos novas opções e nichos de mercado para poder atender melhor aos clientes. A novidade será um espaço reservado aos condomínios que cada vez mais têm academias em suas instalações", diz Ana Paula.

Acompanhando a tendência dos empreendimentos imobiliários que têm montado nas áreas de lazer academias de ginástica com equipamentos do nível das academias convencionais, a organização do evento terá este ano um espaço dedicado a condomínios. Um estande com um consultor será montado para atender exclusivamente a administradores, construtoras e síndicos. A intenção é chamar a atenção dos investidores para o mercado de negócios que a área apresenta.

Para Marcelo Lima, gerente de marketing da Welness, de equipamentos esportivos, a expectativa para a feira é de que muitos negócios sejam fechados. O estande da empresa terá cerca de 80 metros quadrados e vai oferecer para o público aulas gratuitas de spinning. O Rio Sports Show 2006 traz o que há de mais moderno em equipamentos de musculação e fisioterapia, acessórios para atividades aquáticas, softwares de controles de acesso, pisos esportivos, serviços e suplementos alimentares.

Raio X
Academia de ginástica
Investimento inicial: R$ 100 mil
Margem de lucro sugerida: 20%
Número de funcionários: 10
Área: 200 metros quadrados

Risco: médio, pois a concorrência é grande. "Demanda existe, mas é preciso observar bem o diferencial possível de ser explorado", afirma a consultora Thais Helena de Lima Nunes.

SERVIÇO
Acad, 0xx-21-2493-0101 ou
www.acadbrasil.com.br
By Fit, 0xx-21-2567-0240 ou www.byfit.com.br
Exercity, 0xx-21-2516-5006 ou
www.exercity.com.br
Fórmula da água, 0xx-21- 3816-5252

Fonte: Jornal do Commércio


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