Oportunidades de Negócios

 
  Data Inclusão: 20/04/2007
Autor: Diário do Comércio

Lojas de conveniência ampliam presença no mercado

O crescimento físico do segmento de lojas de conveniência hoje é garantido por marcas individuais, não mais por grandes franquias. A nova formatação desse mercado é notada há pelo menos três anos, mas parece ter se consolidado em 2006. Ao longo desse processo, verificou-se que, enquanto o segmento todo (lojas individuais e de franquias) veio crescendo a uma taxa média anual superior a 15% em número de estabelecimentos, as lojas franqueadas cresceram apenas entre 3% a 5% ao ano, segundo a Associação Brasileira de Franchising (ABF).

Em 2006, das cerca de 5 mil lojas de conveniência que funcionavam no País, instaladas principalmente dentro de postos de combustíveis, apenas 1.870 pertenciam a alguma franquia. Essa movimentação do mercado surpreende especialistas em varejo, uma vez que o formato de franquia sempre puxou o segmento de conveniência no mundo inteiro. Mesmo no caso brasileiro, foi só a partir de 1994, quando a lei de franquia foi instituída, que as lojas de conveniência tiveram impulso, saltando de 140 estabelecimentos para os números atuais.

A distorção do mercado brasileiro, que viu nos últimos anos as lojas individuais desbancarem as franqueadas, é vista pelo especialista em varejo da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Juracy Parente, como resultado da necessidade de os lojistas terem maior flexibilidade para adequar as lojas à região onde estão instaladas. "O segmento de conveniência no Brasil passa por um momento de ajuste de formato. Ele está tentando incluir mais produtos básicos para atrair um público mais popular, inclusive moradores da vizinhança. Essa flexibilidade não existe nas franquias", diz Parente.

O custo de administração de uma franquia também é maior. Para manter uma loja de conveniência da marca BR Mania, da Petrobras, é preciso descontar 4% do faturamento bruto para pagar taxa de royalties mais 2% para taxa de publicidade. No caso da AM PM Mini Market, dos postos Ipiranga, são 6% para royalties e 1% para publicidade. "Como franqueado, existe a vantagem de ter a loja toda montada pela rede, com equipamentos de ponta. Mas o custo operacional é maior", diz o proprietário de postos de combustíveis, Carlos Rafael Xavier da Silva.

As lojas de conveniência devem ter faturado cerca de R$ 2 bilhões em 2006, segundo estimativa do Sindicom. Em 2005, o segmento havia faturado R$ 1,3 bilhão. "O ganho de renda da população e o crescimento do setor auto automotivo impulsionam esse varejo", diz Ricardo Camargo, diretor-executivo da ABF.

Fonte: Diário do Comércio


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