Para aumentar a renda, a professora Marli Yuri fazia sabonetes em casa nas horas vagas. Mas não era fácil derreter a matéria-prima do sabonete no fogão. Ela levava horas para fazer isso e perdia clientes.
¿Eu tinha que usar a panela derreter pouca base usando a panela e demorava muito porque a panela é pequena e tem que preencher de pouco em pouco. Até preencher todas as forminhas demorava porque tinha que picar a base, colocar na panela, depois colocar na forminha, voltar novamente, derreter mais um pouco e colocar na forminha. Demorava muito¿, lembra Marli.
Há um ano, ela investiu R$ 1,5 mil numa máquina de fazer sabonetes. Comprou também matéria-prima e fez estoque. Agora, ao invés de panelas, é a máquina que derrete a base do sabonete. No final, a empresária só precisa colocar o produto na fôrma. A vida dela melhorou muito.
"Eu consigo produzir muito mais rápido e faço todas as minhas encomendas com maior facilidade. Agora consigo derreter de três a quatro quilos e rende muito mais do que antes", comemora Marli.
A empresária compra cada fôrma a R$ 0,50 e são mais de 200 modelos. A dica é misturar essências de cores ao produto. Assim, o sabonete fica com um toque especial e agrada os clientes. Marli comprou a máquina de fazer sabonetes na fábrica do empresário Amaury Moreira, que inventou o equipamento há dois anos, baseado no processo artesanal de fabricação do produto.
"Era uma panela em banho-maria e em cima dessa panela desenvolvi uma caixa onde coloco a água. Ela aquece através de resistência, como uma marmita", explica Amaury.
O modelo mais barato custa R$ 990 e faz cinco litros de sabonete a cada três horas. O empresário vende 20 máquinas por mês. O equipamento já vem com um kit: massa de sabonete, forminhas, essências e manual. O objetivo é oferecer oportunidade para quem deseja começar um negócio próprio.
"A pessoa monta uma fabriquinha de sabonete artesanal e, amanhã, deve estar crescendo e comprando máquinas industriais", argumenta Amaury.
Graças ao equipamento, a empresária faz em média 250 sabonetes por semana. Em datas comemorativas, como o Dia dos Namorados e Natal, as vendas dobram. Depois que conseguiu aumentar a produção, Marli deu um passo à frente: investiu R$ 10 mil e transformou a garagem da casa dela numa loja para vender os sabonetes. O resultado é um faturamento quatro vezes maior.
A empresária também vende outros produtos como bolsas, óculos, velas e brinquedos. De acordo com Marli, não basta fabricar. É preciso saber vender para aumentar os lucros. Ela agrega valor ao produto, fazendo cestas com sabonetes e enfeitando com ursos de pelúcia ou sais de banho. E uma dica: com R$ 5 é possível montar uma cesta depois vender por R$ 25. A cliente Angélica Maekawa sempre vai à loja para comprar sabonetes. Para ela, é um presente que agrada todo mundo.
"Eu vim comprar para a minha mãe e para uma amiga minha. É uma coisa que a gente usa sempre e fica legal como presente", elogia Angélica.
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