Oportunidades de Negócios

 
  Data Inclusão: 18/10/2007
Autor: Sebrae

Produzir cogumelos exige tecnologia

Produtor explica que, armazenado em câmaras frias, composto leva mais de quatro meses para frutificar

A Cogumelos Yuri, de Sorocaba (SP), produz cerca de 150 toneladas de composto por mês e vende principalmente para a Região Sudeste

O preço do cogumelo nas lojas e feiras especializadas está muito caro? Pois saiba que a tecnologia usada na produção dessa iguaria trazida do Japão é muito sofisticada. A não ser que você more perto de uma região de cogumelos selvagens e corra o risco de consumir algum venenoso, para obter um cogumelo shitake é preciso esperar meses.

Iwao Akamatsu, produtor do composto responsável pela criação do cogumelo, está participando esta semana da 5ª Biofach América Latina, a maior feira de orgânicos do País. Ele trouxe do Japão a tecnologia de produção dos compostos, uma mistura de serragem de madeira com nutrientes.

Esse composto é colocado em sacos de polietileno e vai para um autoclave (aparelho utilizado para esterilizar artigos através do calor úmido sob pressão). Lá fica por quatro horas. Depois é preciso um ambiente totalmente asséptico onde o fungo é inoculado (enxertado).

O material, ainda dentro do saco, fica em uma câmara fria por quatro meses, com oxigenação, iluminação e temperatura totalmente controladas. Depois é levado para uma outra câmara, ainda mais fria (cerca de 12 graus), onde acontece a frutificação. Depois os cogumelos são colhidos.

Segundo Akamatsu, cada composto dá em média 600 gramas de cogumelo e produz apenas por cinco meses, devendo ser descartado. "É preciso que o produtor compre lotes semanais de composto para fazer a substituição e conseguir atender à demanda".

O produtor explica também que o caminhão de serragem chega a custar R$ 1,5 mil. Atualmente a empresa de Akamatsu, a Cogumelos Yuri, de Sorocaba (SP), produz cerca de 150 toneladas de composto por mês e vende principalmente para a Região Sudeste. "O cogumelo pode dar em qualquer região, mas o pessoal do Nordeste ainda não se interessou", disse. De acordo com ele, os pequenos produtores não têm interesse em produzir o composto porque a tecnologia empregada acaba encarecendo ainda mais os custos de produção.

Na 5ª Biofach América Latina, que termina nesta quinta-feira (18), Akamatsu participa juntamente com a Associação dos Produtores de Cogumelos Orgânicos da região de Sorocaba no estande de 200 metros quadrados do Sebrae.

Além da Associação, estão presentes 25 grupos de produtores de orgânicos de 12 Estados: Santa Catarina, Paraná, Ceará, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia, Sergipe, Rondônia, Mato Grosso e Espírito Santo. O Sebrae no Rio de Janeiro e o Sebrae no Mato Grosso estão com estandes separados na feira.

No espaço do Sebrae o visitante poderá ver hortaliças, frutas (in natura e desidratadas), geléias, sucos, arroz, conservas, vinho, mel, chá, derivados de leite, café, flores, castanha-do-Brasil, guaraná e cachaça entre outros.

Para Francisco do Espírito Santo, da Associação, hoje a maior dificuldade do setor é a logística de distribuição. O preço do frete acaba encarecendo ainda mais o produto. "É preciso um grande volume para pagar os custos do frete. Para o pequeno produtor é muito difícil". A Associação congrega 12 produtores que, conjuntamente, produzem mais de 7 mil quilos de cogumelos por mês. O maior mercado é São Paulo, que representa 70% das vendas.

Serviço:
Agência Sebrae de Notícias - (61) 3348-7494 e 2107-9359
Iwao Akamatsu - (15) 222-6544

Fonte: Sebrae


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