Oportunidades de Negócios

 
  Data Inclusão: 17/03/2008
Autor: MARCELLO MIRANDA

Criação de ovelhas ganha força em SC

Em Campo Alegre, clima ameno favorece expansão da atividade

Até pouco tempo desconhecida ao paladar da maioria dos catarinenses, a carne de ovelha começa a ganhar espaço nas churrasqueiras. E com a ovinocultura, Campo Alegre, no Planalto Norte do Estado, abre novos mercados.

A importação de sêmen para inseminação artificial garante qualidade e saúde do animal. Com a expansão do número de criadores, outros setores também são beneficiados. A lã é aproveitada na confecção de cobertas e roupas artesanais.

A rápida expansão das propriedades onde as ovelhas são criadas deve-se, principalmente, ao clima ameno de Campo Alegre. Apesar de estar cercada por municípios industrializados, a cidade consegue manter a vocação agropecuária.

A altitude em torno de 870 metros acima do nível do mar é outro fator que beneficia a ovinocultura. Segundo Wolfran Bahr, do núcleo de criadores, Campo Alegre está na mesma altitude da Nova Zelândia, país da qual é importado o sêmen usado no rebanho local.

Por enquanto, o principal mercado consumidor da carne de ovelha criada na cidade são os vizinhos Joinville e São Bento do Sul. A realização da Festa Estadual da Ovelha, que ocorre anualmente em março e chega a 10ª edição, é uma das maneiras encontradas para divulgar a iguaria pelo Estado e sul pelo do Paraná. Este ano a cidade recebeu o título de Capital Estadual da Ovelha.

Além da carne, a tosquia dos animais rende cerca de 12 toneladas de lã por ano em Campo Alegre. Parte desse montante segue para o Rio Grande do Sul. Em média, cada ovelha abatida rende 20 quilos de carne e dois quilos de lã. De acordo com Bahr, na cidade existem cerca de 50 produtores, responsáveis pela criação de 8 mil cabeças.

Economia cresceu cerca de 200% em seis anos

Graças às técnicas de melhoramento genético, diz ele, as ovelhas apresentam peso e tamanho suficientes para o abate em até 90 dias. Caso o trabalho de transferência de embriões e inseminação artificial não fosse realizado, o mesmo animal demoraria até oito meses para atingir as condições mínimas.

- Trabalhamos, basicamente, para garantir o avanço no crescimento - afirma Bahr.

Algumas propriedades já começaram a se adequar para iniciar a criação de ovelhas orgânicas. Para isso, a área do pasto precisa estar livre de defensivos e outros produtos químicos. Esse é um processo mais lento e deve demorar em torno de cinco anos para a primeira cabanha receber certificação.

Por conta da expansão do setor e de outras ações com o homem do campo, nos últimos seis anos, o movimento econômico de Campo Alegre aumentou cerca de 200%. Além do surgimento de novos ovinocultores, a prefeitura investiu na conscientização dos agricultores quanto à importância da emissão da nota fiscal. Segundo a secretária Administração, Eleonora Bahr, logo nos primeiros meses houve incremento na receita municipal.

Lã impulsiona a produção de artesanato

A lã produzida no município de Campo Alegre de forma artesanal é destaque.

Peças de vestuário e decoração já contam com unidades de processamento da lã, o que representa a possibilidade de tingimento natural à base de ervas, sementes e cascas.

Criada há 20 anos, a Fundação Educacional de Campo Alegre (Fecampo) é um dos principais pontos-de-venda. Três funcionárias trabalham no centro e são as responsáveis pelo preparo da lã e a fabricação dos cobertores e casacos.

É da venda do artesanato que a instituição consegue recursos para se manter e garantir a continuidade dos cursos, todos gratuitos.

*Os textos aqui apresentados são extraídos das fontes citadas em cada matéria, cabendo as fontes apresentadas o crédito pelas mesmas.

Fonte: Diário Catarinense


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