Oportunidades de Negócios

 
  Data Inclusão: 06/07/2001
Autor: Jornal do Commércio

O sonho da fábrica de colchões

Atividade exige investimento inicial de R$ 60 mil e tem alto risco

Uma noite tranqüila de sono é tudo o que se quer após um dia de trabalho. De olho nessa necessidade vital para o ser humano, fabricar colchões pode ser boa alternativa para quem dispõe de, pelo menos, R$ 60 mil. A maior dificuldade é garantir a matéria-prima, cotada em dólar e de difícil produção. Mas quem atua no ramo garante estar satisfeito.

O Instituto Nacional de Estudos do Repouso (Iner) desenvolve, há 17 anos, testes físicos laboratoriais em milhares de colchões fabricados no País. O objetivo da entidade é aprovar marcas que possam ser certificadas com o selo de qualidade Pró-Espuma. Atualmente, há 300 fabricantes e cerca de 26 empresas associadas ao Iner.

15 milhões de peças

- Os 26 associados movimentam 70% da produção de colchões no Brasil. No ano passado, chegamos à marca de 15 milhões de peças fabricadas, sendo que a matéria-prima mais utilizada é a espuma, responsável por 90% da produção - afirma o diretor-executivo do Iner, Antônio Carmo Gomes da Silva.

Os 10% restantes correspondem às peças feitas à base de molas e tecidos. "O fechamento do colchão manufaturado é feito com o auxílio de máquinas de costura. É uma industrialização que depende de mão-de-obra especializada", esclarece Ízio Bonder, diretor-superintendente da Fábrica de Colchões Sonolove, que está localizada no município de Nova Iguaçu e atinge uma produção média diária de 1 mil unidades.

A área mínima necessária para montar uma fábrica de colchões é de 500 metros quadrados e é preciso cerca de dez funcionários para garantir a produção. O faturamento bruto mensal de um iniciante pode chegar aos R$ 30 mil.

Para quem não tem produção própria de matéria-prima, os principais fornecedores são indústrias de espumas, empresas de armação de molas, fábricas de tecidos, indústrias químicas e fabricantes de maquinários especializados. Alguns preferem importar o produto, mas os custos são mais elevados.

Produzir a espuma é a opção para quem não quer depender de fornecedores. Mas não basta boa vontade. A fabricação exige manuseio de produtos químicos e é arriscada. A base da fabricação é o poliuretano, que tem na indústria Dow Química um dos maiores fornecedores do mercado.
Proprietário da Fábrica de Colchões Ideal, de Belo Horizonte, Alberto Schichman alerta que o manuseio incorreto dos produtos químicos pode ser nocivo à saúde. E não é só isso. Existe, ainda, o risco de incêndios.

Perigo de incêndio

- Se o funcionário, por um descuido, fizer uma mistura errada, a fábrica pode pegar fogo. Quando se produz o bloco de espuma, é preciso dar um descanso de 12 horas para esfriar. A reação dos produtos químicos libera calor e atinge a temperatura média de 150 graus Celsius. Mesmo no processo de esfriamento, o interior do bloco ainda reage à mistura provocada. É aí que está o risco, pois o calor da reação interna é capaz de provocar incêndios, já que um bloco sempre está em contato com os demais. Por isso, todo cuidado é pouco - explica Schichman.

Riscos financeiros, porém, são inerentes a qualquer negócio, de acordo com o diretor-executivo do Iner. Para os fabricantes, o principal problema é mesmo o preço da matéria-prima, cotada em dólar.
- As principais dificuldades do mercado, além da concorrência desleal, são os preços elevados da matéria-prima, que são cotadas em dólar, e a alta tributação. Para investir no setor o empresário precisa ter convicção de qual nicho de mercado quer atingir, pois existe muita competitividade. É preciso focar todas as atenções neste nicho para conseguir bons resultados - assinala Bonder, da Sonoleve.

Nada que tire o ânimo de Schichman, proprietário da Ideal, de Belo Horizonte. "O mercado de colchões é muito bom para quem sabe trabalhar. A empresa, antes de mais nada, deve manter o diferencial do seu produto e preservar o atendimento ao cliente", ensina.

SERVIÇO

Fábrica de Colchões Ideal, 0xx-31-834-3141, 0xx-31-412-7171 ou www.ideal.com.br
Fábrica de Colchões Sonoleve, 2696-2000 ou www.sonoleve.com.br
Instituto Nacional de Estudos do Repouso (INER), 0xx-11-5561-5282

RAIO X

>> Investimento inicial: R$ 60 mil
>> Área mínima: 500 metros quadrados
>> Número de funcionários: no mínimo dez
>> Faturamento bruto mensal: R$ 30 mil
>> Risco do investimento: alto, segundo o diretor-executivo do Iner, Antônio Carmo Gomes da Silva, em função da matéria-prima importada.

Autor(a): Flávia Arbache

Fonte: Jornal do Comércio


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