Oportunidades de Negócios

 
  Data Inclusão: 06/07/2009
Autor: Programa PEGN

Shitake conquista mesa dos brasileiros

Há três décadas, o Shitake foi trazido para o país pelas mãos dos imigrantes japoneses. Hoje ele é usado em várias receitas e conquista cada vez mais espaço na mesa do brasileiro.

O shitake chegou ao Brasil há 30 anos com a culinária japonesa. O mercado é promissor, porque outras cozinhas tradicionais começam a usar o cogumelo como ingrediente. O shitake está nos pastéis chineses, nas esfiras árabes e até nas pizzas italianas.

A produção mensal de 700 quilos de shitake garante o conforto que o empresário Francisco Roberto Soriani sempre buscou: vida no campo, longe da correria de São Paulo, mas com lucro garantido. Hoje não há produto agrícola mais rentável do que o cogumelo japonês.

"Você tem a produção de um alimento rico em vitaminas, sais minerais e ainda ele traz o benefício de um bom padrão de vida. Eu não troco por nada", afirmou o empresário Francisco Soriani.

O empresário investiu R$ 250 mil para começar o cultivo em um sítio em Juquitiba, no interior de São Paulo. O dinheiro foi usado na construção de galpões e na compra do maquinário.

"Ele só está sendo consumido nos grandes centros, São Paulo, Rio de Janeiro, e muito pouco em Belo Horizonte e em Curitiba. Tem muito campo ainda para crescer", acredita o empresário Francisco Soriani.

O cogumelo nasce em blocos de serragem. É um processo diferente do tradicional, feito em toras de madeira.

"Você tem uma velocidade na produção muito maior. Você produz um bloco e, em coisa de 90 ou 100 dias, ele já está dando produção de cogumelo. Enquanto na madeira, quando você trabalha na castanheira asiática, você precisa esperar 11 meses para conseguir a primeira produção. Então, você consegue três produções no mesmo tempo com o bloco axênico", explica o empresário Francisco Soriani.

A serragem é misturada com água e nutrientes, como farelos de arroz e farinha de osso. Tudo é prensado em sacos plásticos. Os blocos axênicos são levados para a autoclave, uma enorme panela de pressão, que estereliza a mistura, mata as bactérias e os fungos.

"A gente abre a porta do autoclave já dentro de um laboratório, onde tem uma pureza do ar total. Nesse momento, a gente vai inocular a semente do shitake", aponta o empresário.

Os blocos vão para a incubadora. As janelas são vedadas para impedir a entrada de luz e a temperatura é controlada. Depois de três meses, já em um outro galpão, os blocos levam um choque térmico. A água está sempre com seis graus abaixo da temperatura ambiente. Os blocos são colocados nas estantes e aí é só esperar.

"Em um prazo que varia de 10 a 12 dias, ele vai dar toda a produção para aquele choque térmico que você tomou. A gente faz a colheita, faz as bandejas, e o bloco fica descansando, como que recuperando forças. Depois de mais uns dez dias, ele entra num novo choque térmico e volta a fazer o ciclo", explica Francisco Soriani.

Todo o shitake produzido por Francisco Roberto Soriani é distribuído por Kaol Nagasawa.

"Ele pode triplicar a produção que eu consigo vender. Até mais", garante o distribuidor Kaol Nagasawa.

Uma pastelaria da Liberdade, o bairro oriental de São Paulo, vende 300 pastéis de shitake por semana.

"Elas adoram esse pastel, falam que é muito leve, que não pesa no estômago. É muito gostoso", diz Jóbson Massayoshi Ohno, dono da pastelaria.

"É diferente do tradicional, mas é bem gostoso, é bem saboroso", comenta o cliente Cláudio Retuci.

O distribuidor percorre o comércio da Liberdade fazendo entregas. Tem oito clientes fixos que compram todos os cogumelos.

"Vende tudo, não sobra nada, e está em falta ainda",conta Hsu Chien Hua, dono de um mercado.

É por isso que o cultivo de shitake vai aumentar.

"Hoje a gente está com uma produção de 700 quilos por mês. Ainda esse ano a gente chega nos mil, de acordo com os parceiros. Depois, no ano que vem, a gente vai crescendo de acordo com a necessidade do mercado", prevê o empresário Francisco Soriani.

CONTATOS DAS EMPRESAS MOSTRADAS NA REPORTAGEM

Sítio Cachoeira das Senhorias
Tel.: (11) 4681-4316
Rua Amélia Correia Fonte Guimarães, 55 CEP: 06950-000 Caixa Postal 24 - Juquitiba/SP

Casa Bueno
Tel.: (11) 3277-8901
Rua Galvão Bueno, 48 - Liberdade CEP:01506-000 - São Paulo/SP

Pastel Yoka
Tel.: (11) 3207-1795
Rua dos Estudantes, 37 - Liberdade CEP: 01505-001- São Paulo/SP

Aoyama Vila Boim
Tel.: (11) 3666-2087
Pça Vila Boim, 63 CEP:04533-014 - São Paulo/SP

Pizzaria Veridiana
Tel.: (11) 3120-5050
Rua D. Veridiana, 661 CEP: 01238-010 ¿ São Paulo/SP

*Os textos aqui apresentados são extraídos das fontes citadas em cada matéria, cabendo as fontes apresentadas o crédito pelas mesmas.

Fonte: Programa PEGN


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