Oportunidades de Negócios

 
  Data Inclusão: 20/07/2009
Autor: Diário da Manhã

Crise emplaca profissões inusitadas

Diante de exigências do mercado altamente competitivo, funções que parecem estranhas oferecem renda invejável

Altas taxas de desemprego, mercado competitivo e exigência de formação e especialização. Esse panorama está fazendo profissionais desistirem de procurar empregos tradicionais ou de acordo com a sua formação. O negócio é partir para profissões inusitadas, mas que acabam resultando em ótimo retorno financeiro. Organizador de casa, tanatopraxista e personal trainer de carreiras estão entre as novas e promissoras funções que estão ganhando o mercado, e por mais incrível que pareça, até desbancando diplomados.

Mas a escolha da profissão deve ser consciente. Informações sobre as diferentes carreiras e conhecer o mercado de trabalho são os primeiros passos para acertar a escolha profissional, destaca Paulo Eustáquio de Magalhães Júnior. Ele é coach, uma espécie de personal trainer de carreiras ou de psicólogo só para a vida profissional.

O especialista lembra que a concorrência do mercado de trabalho leva as pessoas a criarem novos nichos diferentes dos tradicionais. Conforme ele, profissões insólitas, carreiras com perfis inovadores, com apelos específicos para determinados setores da economia estão em alta, quando o profissional demonstra capacidade, talento e força de vontade. O especialista ensina que há muitos outros segmentos nos quais a carência de mão-de-obra é grande. Porém, não é só a demanda que conta. Mais importante que o emprego é a capacidade, vontade e talento profissional. "É preciso aliar capacidade, vontade e talento, enfim gostar do que faz", orienta Paulo.

Ele reforça que, assim como em qualquer escolha, o candidato a uma profissão deve pesquisar todas as informações possíveis sobre a graduação desejada. Se possível, também é interessante conversar com profissionais já graduados.

Profissional ganha até R$ 1,5 mil a hora

Tanatopraxista

A tanatopraxia - uma técnica de conservação de corpos padrão nos Estados Unidos e que chegou ao Brasil na década de 90 ¿ é o meio de vida de Fernanda Rossato, 34. Ela queria ser médica, mas o casamento cedo, os filhos e a situação financeira contribuiram para esquecer esse plano. Como precisava trabalhar e gostava de anatomia, escolheu ser tanatopraxista. "Como não pude trabalhar para salvar os vivos, escolhi dar uma melhor aparência aos mortos e um corforto aos familiares", conta.

A profissão exige curso técnico. Nos EUA ganha-se em média US$ 150 por hora para realizar o serviço. Por aqui, os preços variam entre R$ 400 e R$ 1,5 mil a hora, dependendo do estado do corpo, diz a tanatopraxista. Dona da clínica em que trabalha, Fernanda realiza cerca de 15 tanatopraxia por mês no valor médio de R$ 1 mil, o que dá uma renda bruta de R$ 15 mil. Ela observa que tem ajudantes que ganham em média R$ 2,2 mil mensais.

O trabalho da tanatopraxista envolve conservação, reconstituição e maquiagem dos cadáveres. Para dar melhor aparência aos mortos, Fernanda utiliza apetrechos de salão de beleza, como escova de cabelo, secador, esmalte, base para as unhas e kit de maquiagem. Por ser uma técnica relativamente nova, ela acredita que tem um mercado para ser explorado. Fernanda é do Paraná e há três anos está em Goiânia.

Faturamento de até R$ 7 mil por mês

Organizadora de casas

Romildes Martins de Castro fatura de R$ 4 a R$ 7 mil por mês para arrumar a casa das pessoas. O valor da diária da organizadora de casas ou "home organizer" é calculado de acordo com o serviço a ser executado, sendo que o preço médio gira em torno de R$ 350. Ela organiza no máximo uma casa por semana. "Não me comprometo com mais de uma porque muitas vezes eu fecho um pacote para fazer determinada organização e, quando a dona da casa vê o trabalho pronto, pede para que faça também em outros cômodos que não estavam previstos anteriormente", diz.

Outro serviço da especialista em arrumação é a mudança. Ela cobra por pacote, que gira em torno de R$ 1,5 mil. Neste caso, ela conta com a ajuda de um assistente, enquanto ela organiza e coloca tudo no lugar.

A profissional mostra que, com dedicação e seriedade, é possível transformar em um bom negócio o dom de arrumar armários e espaços. Ela ainda ministra cursos, auxiliando quem quer empreender neste mercado e recentemente publicou um livro com dicas básicas para quem quer atuar como organizador de ambientes. O livro de 40 páginas traz fotos e o passo a passo para a arrumação completa de uma casa, além de dicas de como se relacionar com os clientes e até sugestão de uniforme para trabalhar.

Editoras repassam 10% a 30% das vendas indicadas

Consultora de Livros

Juliana de Oliveira, 26, ganha dinheiro indicando publicações mais adequadas às necessidades dos interessados. Ela é uma consultora de livros. A profissional pesquisa, lê, analisa, escolhe e indica para professores, estudantes e leitores em geral as publicações para as finalidades específicas de cada um. São livros paradidáticos, didáticos, literário e até de autoajuda. A consulta, por enquanto é grátis, mas é um trabalho difícil, porque ela desenvolve indicações de acordo com a necessidade profissional e até mesmo emocional dos clientes. Juliana recebe das editoras de livros, que repassam de 10% a 30% do valor comercializado pelos clientes indicados por ela.

Sua renda média é de R$ 2 mil, valor bem acima da média de quem tem o ensino médio e dos R$ 460, que ganhava quando tinha emprego fixo. Por issso, Juliana, desde 2006, decidiu investir em uma nova carreira profissional, que ela mesma denomina de "consultora de livros". Hoje, a consultora de livros não precisa bater ponto. Faz seu próprio horário. Por outro lado, ela conta que, às vezes, trabalha de domingo a domingo, especialmente no período de volta às aulas.

Personal trainer de carreiras alheias

Coach

Formado em Ciência da Computação, Paulo Eustáquio, 34, fez especialização em administração de empresas. A carreira ia bem, mas seu desejo era atuar na área de desenvolvimento de carreiras, uma área cada vez mais em evidência no mercado. "Tem de partir para uma visão comportamental". E foi assim que ele se especializou em ajudar as pessoas a decolar seus negócios. O coach, ou psicológo de carreira, presta serviços para pessoas de diversos segmentos. São empresários e profissionais liberais, como médicos, dentistas e outros.

Durante um período médio de um ano, ele acompanha as ações do profissional, dá orientações e passa atividades. Como um psicológo, ele identifica as dificuldades profissionais, entre elas, a insegurança na hora de tomar decisões, saber onde investir, ou que caminho seguir e, por fim, a descoberta de que é preciso conhecer e se relacionar bem com a equipe de trabalho e criar ferramentas para monitorar o resultado.

Um tratamento de um ano sai em média por R$ 8,5 mil a R$ 10 mil por pessoa. Ele tem uma carteira de 180 contratos por ano e uma renda anual de R$ 100 mil. Mas é claro que ele tem uma equipe que ajuda na assessoria. Além disso, Paulo é facilitador da Empretec, um programa desenvolvido pela Organização das Nações Unidas (ONU) visando o fortalecimento das características empreendedoras.

*Os textos aqui apresentados são extraídos das fontes citadas em cada matéria, cabendo as fontes apresentadas o crédito pelas mesmas.

Fonte: Agência Sebrae de Notícias


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