Oportunidades de Negócios

 
  Data Inclusão: 11/12/2001
Autor: Estado de São Paulo

Quando o delivery faz a diferença

SERVIÇO PODE SER MAIS UM ATRATIVO DO NEGÓCIO

Fazer compras pelo telefone ou pela Internet já faz parte do dia-a-dia da maioria dos consumidores, principalmente os de grandes capitais. O sistema de entrega em domicílio também conhecido como delivery é uma necessidade em muitos tipos de negócios, mas também pode ser um diferencial diante de tanta concorrência.

"Algumas atividades já incorporaram esse tipo de serviço, mas ainda há outras que usam o delivery como um atrativo a mais para seus clientes", afirma Wlamir Bello, consultor de Marketing da Unidade de Orientação Empresarial do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Estado de São Paulo (Sebrae-SP).

Segundo ele, antes de optar por oferecer os serviços de entrega em domicílio, o empresário deve levar em conta alguns fatores. "É preciso avaliar a necessidade das entregas para o negócio, a localização do ponto comercial e se o empresário irá conseguir cumprir um prazo de entrega pré-determinado", diz.

"Uma das vantagens do delivery é que ele oferece a chance de saber um pouco mais sobre os clientes. Suas preferências e necessidades", afirma Bello. Ele destaca ainda que para começar um sistema de delivery é preciso ser informatizado. "O sistema permite controlar as saídas e entregas, além do estoque." As pequenas empresas costumam optar pela contratação de motoboys, já que adquirir a própria frota é, muitas vezes, inviável.


Atendimento - Para o presidente da Associação Brasileira de Movimentação e Logística (ABML), Pedro Moreira, um dos pontos mais importantes do delivery é o atendimento ao cliente. "É preciso ter um bom serviço de telemarketing e ter sempre os produtos disponíveis para a entrega", afirma.

Ele destaca que dependendo da quantidade de entregas, o empresário pode optar por fazer parceria com operadores logísticos, que além do transporte, cuidam da gestão do estoque. "Dependendo da caracterização do produto a ser entregue, como é o caso dos alimentos, é preciso buscar um parceiro especializado, para não ter problemas com a entrega ao consumidor final", diz.

Segundo Leonardo Caixeta de Castro Maia, consultor do Instituto Brasileiro de Logística (Ibralog), uma boa alternativa para o empresário se dar bem é usar de tecnologia para traçar mapas com o raio de abrangência das entregas.

"Há mapas digitalizados e roteirizadores que facilitam a escolha das áreas a serem atendidas. Traçar um raio de 30 minutos, por exemplo, é um tempo razoável para as entregas", diz.

No caso de o empresário optar por contratar operadores logísticos, o presidente da ABML avisa que é importante fazer uma análise do parceiro a ser escolhido. "Há uma proliferação grande nesse setor e muitos não são capacitados para o serviço. Não é recomendado avaliar só o preço para escolher, é preciso saber se a empresa tem uma estrutura adequada para fazer as entregas", diz Moreira. Segundo ele, o setor de movimentação e logística tem potencial para movimentar US$ 3,5 bilhões ao ano. "Mas ainda é responsável por apenas 10% desse valor."

Sebrae, 0800-780 202. ABML, (0--11) 5082-3972. Ibralog, (0--31) 3213-1542.


EMPRESÁRIOS APOSTAM EM DELIVERY POUCO COMUM

Abusar da criatividade e apostar em serviços diferenciados é uma das alternativas para ter sucesso no sistema de delivery. Muitos empresários já perceberam isso e hoje prestam um serviço a mais para seus clientes.

Algumas alternativas vão desde a entrega conjunta de pizza e filme, costureira em domicílio, livros com entrega gratuita e até acampamento-delivery.

A união dos serviços de locadora e pizzaria originaram o Cine-Pizza, no bairro de Perdizes, em São Paulo. Adriana Millan Aguiar, o irmão e um amigo são sócios do negócio há cinco anos e hoje contam com 14 funcionários, sendo que três são motoqueiros para as entregas, além de um que faz os serviços a pé, nas proximidades do local.

Segundo Adriana, a maioria das entregas ainda é formada por pedidos de pizza, sendo que 20% dos cadastrados na locadora costumam usar o delivery.

"Mas no fim de semana a entrega conjunta chega a 50% do serviço. Grande parte das pessoas pega o filme na locadora e depois liga para irmos buscar", afirma.

Corte e costura - Há 20 anos, a costureira Herondina Joana da Silva, que sempre atendeu suas clientes em casa, resolveu montar uma loja para oferecer o serviço em um ponto fixo. Seu filho, Erovan Tadeu da Silva Carmo assumiu a administração dos negócios e hoje a família é dona de sete lojas na cidade e já tem uma franqueada da marca Herô Costureiras.

"Minha mãe começou a carreira como costureira em domicílio, por isso, há três anos resolvemos investir no sistema de delivery e hoje ele representa 40% de nosso faturamento", diz Carmo. A empresa vai buscar e depois devolve as peças na casa do cliente. "A única exigência é que sejam pelo menos dez peças, já que não cobramos taxa de entrega."

Leitura - A psicóloga Vera Lúcia Nascimento sempre gostou de livros e trabalhou grande parte de sua vida com vendas. Há quatro anos, ela uniu as duas vocações e criou a Livro Magia, uma locadora de livros delivery. Com o sucesso de suas entregas ela montou, este ano, uma locadora no bairro do Campo Belo, em São Paulo. "Agora, além das entregas temos um espaço físico para a locadora, que antes era na minha casa", afirma.

Vera está satisfeita com o negócio, mas avisa que o sistema de delivery não é tão simples assim. "É preciso avaliar bem a possibilidade de fazer entregas, pois os gastos com motoboys são altos."

Em casa - Em razão dos insistentes pedidos dos pais para ficarem "de olho" em seus filhos, Yara Monzoni, dona do Acampamento Radical, desenvolveu um pacote de diversões para levar o acampamento para a casa dos clientes. "Fazemos festa de aniversário e acampamentos em fazendas, condomínio ou em casas com espaço suficiente", afirma. Segundo ela, a procura tem sido alta e a maior aliada desse tipo de serviço é a propaganda boca a boca. "Um conta para o outro e assim vai, é o melhor tipo de divulgação", conta.

Autor(a): Gabriela Gemignani

Fonte: Estado de São Paulo


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