Oportunidades de Negócios

 
  Data Inclusão: 16/05/2003
Autor: Diário do Comércio & Indústria

Padaria descobre o mercado institucional

As padarias estão descobrindo um novo nicho de mercado ao fornecer sua produção de pães e confeitaria a outros estabelecimentos comerciais, como hotéis, restaurantes e hospitais, aumentando em até 20% seu faturamento mensal. Trata-se de uma saída inteligente para fazer frente aos supermercados, que nos últimos anos “tiraram” muitos clientes do segmento ao intensificar as vendas de produtos de panificação.

A Galeria dos Pães , instalada na região dos Jardins, em São Paulo, já fornece a sua linha de 2.500 itens a 150 empresas, entre as quais restaurantes, hospitais, clubes sociais e hotéis. De acordo com o gerente geral, Renato Rinaldi, esse mercado já representa 20% do faturamento mensal da casa. “Mas esse índice deve dobrar ainda este ano”, prevê.

Rinaldi diz que agora se inicia o período de eventos, ocasião em que os pedidos crescem. “A partir do mês de abril, os hotéis começaram a receber mais hóspedes e os restaurantes e clubes mais clientes”, explica.

Para atender à demanda geral de consumidores, a padaria utiliza 600 sacos de farinha por mês e mantém em seu quadro 280 funcionários, além de trabalhar com seis veículos para efetuar as entregas.

“A logística é justamente o nosso maior problema. Teríamos que ter um departamento exclusivo nessa área, mas isso significaria um aumento de custo”, pondera Rinaldi sobre a inviabilidade, no momento, de maiores investimentos neste setor.

A comercialização de produtos próprios da Galeria dos Pães a outros estabelecimentos é uma prática herdada da primeira padaria da empresa, a Dengosa , localizada no bairro de Cerqueira César, também na capital paulista, que continua a prestar o mesmo serviço.

A Galeria não só inovou em abastecer outros centros de consumo, mas também ao implantar em seu salão de vendas de 80 metros quadrados o conceito de conveniência, oferecendo ao público refeições, serviço de lanchonete, variedades de rótulos de vinho, além de uma linha de 7 mil frios, nacionais e importados.

Em uma proporção menor, a City House , no Parque Continental, zona oeste da capital paulista, também resolveu partir para o fornecimento externo e já projeta crescer nessa área 1000% até novembro. O estabelecimento abastece hotéis, bufês e restaurantes.

O negócio também representa 20% do faturamento mensal de R$ 100 mil da City House . Por enquanto, os clientes têm de retirar os produtos no local, mas o proprietário Rubens Casselhas vai investir este ano R$ 30 mil para implantar o serviço de logística. “Vou contratar mais uma funcionária encarregada de fidelizar o cliente, e comprar um carro e uma moto para fazerem as entregas”, afirma Casselhas, que oferece à clientela 800 itens de confeitaria.

O comerciante abriu a padaria há 24 anos, mas há nove anos, devido à concorrência pesada das grandes redes de supermercados no ramo da panificação, percebeu que o auto-serviço seria a melhor maneira de manter o seu consumidor e conquistar outros.

Na opinião de Casselhas, o fornecimento de produtos próprios a outras vertentes comerciais, é uma das maneiras de as padarias continuarem “brigando” por uma fatia de mercado, pois, para ele, trata-se de um serviço em franca expansão. O fornecimento apenas de pães tem sido uma das alternativas às panificadoras de menor porte de aumentar a receita. Os estabelecimentos menores têm como clientes bares e lanchonetes, como faz a Casa Virgínia , na Vila Carrão, zona leste de São Paulo. Sem condições de produzir em grande escala, a panificadora fornece em torno 20 mil unidades por mês, entre pão francês e pão de leite.

Tradicional na zona leste, a Casa Virgínia funciona há 53 anos e tem 54 funcionários. “O nosso principal problema, hoje, são os grandes supermercados, que conseguem produzir o pãozinho de 50 gramas por um menor preço”, avalia o gerente Aristides Reimão. Com o fornecimento ao pequeno varejo, a Casa Vírgínia têm conseguido elevar o seu faturamento mensal entre 8% e 9%. “Quem compra pãozinho para revender só tem a comemorar”, diz Laurindo Nunes, proprietário de uma minimercearia na zona sul paulista.


AS VANTAGENS DO SISTEMA

Os estabelecimentos que optam por comprar a produção das padarias o fazem devido à praticidade e qualidade do serviço. Segundo Glaucia Simonassi Lippel, gerente de produtos da rede de restaurantes América, outra vantagem é a rapidez na entrega.

Glaucia utiliza a pronta-entrega porque precisa do material para o café da manhã servido diariamente na unidade do América localizada em Moema, zona sul de São Paulo.

Essa unidade fica no piso térreo do Flat Moema , atendendo tanto aos hóspedes quanto ao público em geral. O restaurante recebe as mercadorias todos os dias da Galeria dos Pães , um total de 10 itens, entre minipães e bolos.

A Galeria dos Pães também fornece produtos ao restaurante Chácara Santa Cecília , em Pinheiros, na capital paulista. A sócia-proprietária, Sílvia Novaes, diz que não tem espaço físico para produzir os artigos e gosta da qualidade dos alimentos. Ela compra toda a linha de pães da padaria, entre os quais 40 baguetes por dia.

Fonte: DCI


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