Oportunidades de Negócios

 
  Data Inclusão: 11/06/2003
Autor: Diário do Comércio & Indústria

Roupa blindada vai ao varejo

Agora já é possível um civil desfilar pela cidade com roupas dissimuladas à prova de balas. Ontem foi inaugurado o showroom da Jenade Export BR , no bairro de Santa Cecília, região central de São Paulo. No local, é possível comprar — sob encomenda — peças como coletes e jaquetas à prova de balas.

De acordo com o empresário, Harry Perlmann, essas roupas são necessárias para enfrentar a violência gerada nos últimos anos no País. Segundo ele, no começo — há cerca de dez meses — eram vendidas aproximadamente sete peças por mês. Depois que a marca começou a ser vinculada na mídia, esse número pulou para 42.

Edvaldo Batista, gerente de vendas, observa que a maioria dos clientes são executivos, juízes, empresários, promotores de Justiça e profissionais liberais como médicos, engenheiros e advogados, que têm medo de seqüestros, atentados e assaltos. Na opinião dele, o colete à prova de balas, que custa a partir de R$ 1.200, está se tornando uma peça fundamental no vestuário. Ao todo são mais de 30 modelos.

Na opinião de Perlmann, uma roupa dissimulada tornou-se uma necessidade hoje em dia. “O que adianta ter carro blindado se a pessoa corre o risco de levar um tiro quando sair dele?”, indaga.

Perlmann explica que fabrica coletes à prova de balas e que têm atraído consumidores não policiais, porque não se parecem em nada com os convencionais. “Mas isso não quer dizer que os policiais não comprem os seus próprios, já que muitos trabalham também como seguranças”, observa Batista.

A empresa conta com uma equipe de 20 pessoas, incluindo estilistas que desenvolvem modelos exclusivos para a marca, diz o empresário. A loja trabalha com 30 modelos diferentes.

Perlmann afirma que um dos maiores atrativos do colete é o peso. Enquanto os convencionais estão em torno de quatro quilos, os dissimulados chegam no máximo a 1,6 quilo. “Eles são fabricados com tecnologia de ponta desenvolvida em Israel e têm o mesmo poder de impacto dos outros”, observa. O gerente de vendas observa que o trauma (profundidade atingida pelo impacto da bala ao colete) é menor que o permitido por lei. A tecnologia usada é a Export Erez (tecnologia e miolo balístico).

Aquisição

Para se obter uma roupa dissimulada na Jenade, é preciso o cliente marcar horário previamente, fornecendo alguns dados pessoais que são checados antes do agendamento. Qualquer pessoa pode comprar roupa blindada, mas para tê-la é preciso obter um registro da roupa junto à Policia Federal. De acordo com Batista, isso demora cerca de 4 dias. Mas isso só será concedido caso o interessado não tenha pendências policiais ou criminais.

Além das roupas dissimuladas, a empresa também comercializa produtos de segurança como o antigrampo, que, segundo o gerente de vendas, é de fácil instalação, além de ser mais eficiente, por R$ 1.500. Há também no showroom um radiorrelógio, que, além de suas funções normais, capta imagens em alta definição do ambiente — já que há uma microcâmera dentro, por R$ 2.200. E, expandindo a segurança para o carro, a Jenade oferece um kit — que inclui DVD, tela e câmera — para ser instalada no automóvel por R$ 4 mil. A loja parcela os produtos.

História

De acordo com Perlmann, a idéia de vender esses produtos no País surgiu depois de uma visita à França há mais de três anos. “Eu presenciei um assalto, e em seguida o ladrão atirou na vítima, fugindo. Quando fomos ajudá-lo descobri que ele era civil e estava vestindo uma roupa dissimulada”, lembra. Mas para sua idéia se tornar realidade o empresário esperou cerca de três anos até obter permissão do Exército brasileiro.

Fonte: DCI


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