Oportunidades de Negócios

 
  Data Inclusão: 13/02/2004
Autor: Diário do Comércio & Indústria

Reciclagem de vidro se consolida na indústria

São 1,2 mil fornecedores, que faturam R$ 65 milhões em 2003, ou 14% mais que em 2003.

A maior fiscalização às indústrias nas questões ligadas ao meio ambiente, aliada a possibilidade de utilizar um material até 60% mais barato está impulsionando o crescimento das empresas que realizam a reciclagem do vidro. O segmento movimentou, no ano passado, R$ 65 milhões, totalizando uma produção de 380 mil toneladas.

O montante representou, conforme a Associação Técnica Brasileira das Indústrias Automáticas de Vidro (Abividro), crescimento de 14% sobre 2003. Para este ano, a estimativa da associação é de alta de 10%.

"Esse crescimento ocorre porque as indústrias estão cada vez mais se preocupando com o meio ambiente, já que seus clientes exigem esse tipo de postura" , afirma Lucien Belmonte, superintendente da Abividro.

Outro ponto ressaltado é o fato de um vidro reciclado ter a mesma qualidade daquele produzido com matéria-prima virgem. "O vidro é o único material que tem ciclo de vida infinito. Com isso, o produto reciclado se torna atrativo, já que não há diferença entre uma garrafa produzida com cacos e outra a produzida com matéria-prima virgem", diz.

Outro atrativo é que há economia no processo de produção. "Há redução de gastos relativos à água e também ao processo de queima da areia", revela.

A Ecogreen é um exemplo dessa tendência. "A demanda pelo vidro reciclado tem crescido nos últimos anos. Somente em 2003, tivemos um aumento de 30% na coleta, o que representou um incremento de 5% no faturamento", conta o diretor José Antonio Kenkekaina. Para 2004, a projeção é aumentar em 50% a coleta. A Ecogreen é responsável pela arrecadação do material, limpeza e separação por cor. Após esse processo, o caco é distribuído para as indústrias.

A produção mensal da empresa foi de 150 toneladas em 2003, sendo que há dois anos eram de apenas 20 toneladas.

"Estamos crescendo porque a sociedade pressiona as indústrias a trabalharem com o material reciclado". diz Kenkekaina.

Há diferentes tipos de vidros, que são classificados por meio de sua cor. Branco, verde, âmbar (marrom) e misto são os tipos que tem preços diferentes.

A Ecogreen cobra R$ 170 pela tonelada do vidro branco, R$ 105 pelo verde, R$ 120 pelo âmbar e R$ 70 o misto. O faturamento da empresa, em 2003, foi de R$ 1,8 milhão.

A Reciclamac também aposta em um ano positivo. "2003 foi um ano estável, porém em 2004 apostamos na retomada e devemos ter um aumento de 20% nos negócios", afirma Daniel Neri, sócio-proprietário da Reciclamac.

De acordo com Néri, a indústria vidreira deverá buscar mais o material reciclado. "Até porque o produto é 60% mais barato do que o desenvolvido com matéria-prima virgem".

A Reciclamac, que está no ramo há quatro anos, produz cerca de 1 mil toneladas de vidro por mês, sendo que há dois anos produzia apenas 360 toneladas.

O trabalho desenvolvido pela empresa é de moer e separar o vidro. "Ele saí pronto para a indústria utilizar", conta.

O preço cobrado pela tonelada é de R$ 130. De acordo com o proprietário, o investimento inicial para montar esse negócio é de R$ 75 mil, relativos a máquinas e aluguel.

Já o diretor da Reciclate, Nivaldo do Espírito Santo, diz que o seu investimento inicial foi de R$ 150 mil, relativo a máquinas, espaço e caminhão para fazer o transporte.

A Reciclate coleta e faz a tonelada do vidro branco, R$ 105 pelo verde, R$ 120 pelo âmbar e R$ 70 o misto. O faturamento da empresa, em 2003, foi de R$ 1,8 milhão.

Com faturamento de R$ 504 mil em 2004, a Reciclate espera aumentar em até 50% o volume de vendas. O preço da tonelada do vidro branco da empresa é de R$ 180, já o vidro misto é R$ 125.

RECICLANDO PÁRA-BRISAS

O vidro de pára-brisas é pouco utilizado por essas empresas de reciclagem e, normalmente, tem como destino os aterros. Isso acontece porque há um plástico, o PVB, embutido no meio do vidro, o que dificulta a reciclagem

A empresa 100% Vidro decidiu explorar esse mercado. "O vidro do pára-brisa era inutilizado, por isso optei por tê-lo como matéria-prima", conta a diretora-comercial Cléo Marba.

Com isso, a empresa que existe há um ano e meio já produz 50 toneladas por mês e espera dobrar sua capacidade ainda em 2004.

"Há uma grande demanda da indústria pelo vidro reciclado. Hoje produzimos 50 toneladas, mas se fosse 500 toneladas, também venderíamos tudo".

A empresa cobra R$ 130 pela tonelada do vidro, que é destinado especialmente para embalagens.


COOPERATIVAS FAZEM A COLETA

As pequenas empresas são o principal foco do mercado de reciclagem de vidros. Atualmente existem 1,2 mil empresas que atuam nessa área, sendo que, desse total, mil são pequenas. Há também cerca de 11 cooperativas pequenas que fazem a coleta. É o caso da Cooperativa Central de Triagem Tiête, com 35 associados.

Atualmente, a empresa comercializa cerca de 10 toneladas de vidro por mês. "Esperamos aumentar em até 50% a coleta ainda neste ano", afIrma Alessandro dos Santos, coordenador da cooperativa.

Esse crescimento deverá significar um incremento de até 20% no faturamento da cooperativa este ano. De acordo com o coordenador, a cooperativa comercializa a tonelada do vidro branco por R$ 180, enquanto o vidro misto, que é o mais barato, por R$ 120. A cooperativa trabalha também com os vidros verde e âmbar.

Fonte: DCI


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