Oportunidades de Negócios

 
  Data Inclusão: 08/03/2004
Autor: Jornal do Commércio

Público infantil garante ganhos de gente grande

Creche, loja de brinquedo, móveis, calçados e escola de futebol entre opções que atendem crianças

Pequenos, mas exigentes. As crianças do século XXI sabem o que querem e não hesitam em convencer os pais a abrir a carteira para satisfazer seus desejos. Sorte dos empreendedores que optam por trabalhar com esse nicho em franco crescimento. Com investimento inicial que varia de R$ 23 mil a R$ 200 mil, o empresário pode abrir negócios como creche, loja de brinquedos e eletrônicos, móveis infantis, calçados e até uma escolinha de futebol.

As oportunidades são muitas, mas quando o assunto é criança, uma das principais preocupações dos pais é a educação. Proprietária da Bem Me Quer Casa Escola, em Niterói, Angela Bastos ressalta a necessidade de ser da área de educação para abrir um estabelecimento do tipo. “As pessoas precisam gostar de lidar com crianças. É um ramo que exige paixão”, destaca.

A empresária acrescenta que os funcionários têm que ser habilitados para as funções e que o espaço precisa da autorização da Secretaria de Educação do Município para funcionar. “A infra-estrutura necessária é enorme e o custo, alto. A creche funciona como uma instituição educacional. Para dar atendimento adequado às crianças, é necessário contar com profissionais qualificados”, alerta.

A Bem Me Quer conta com 22 funcionários, entre eles prestadores de serviços, como nutricionista, pediatra, pedagogo, psicólogo, psicomotricista, professor de educação física e de música. Além disso, a creche tem parcerias para oferecer aulas de capoeira, inglês e informática. “O número de funcionários é o mesmo para 30 ou 80 crianças”, lembra a educadora, que atende do berçário à alfabetização.

Angela estima que o investimento inicial para abrir uma creche fique em torno de R$ 200 mil, para instalações, compra de material didático e brinquedos. A área ideal é de 300 metros quadrados. “O importante é saber usar o espaço”, acrescenta. A empresária avalia o faturamento médio mensal em R$ 20 mil e margem de lucro de 10%. O negócio exige capital de giro de R$ 15 mil.

De olho nos itens de consumo, o empreendedor pode ganhar com a venda de calçados. Neste caso, o desafio é agradar aos pais, aos filhos e até aos avós. Segundo Ana Cecília Fay-Keller, proprietária da Bad Kids, o segredo está em comercializar as marcas e os modelos certos, que agradem adultos e crianças.

– É impossível não oferecer marcas líderes, como Ortopé e Bibi. As mães procuram por elas. O empresário tem que saber escolher os modelos e as cores. Não dá para ganhar no preço porque grandes magazines como Leader, Renner e Lojas Americanas são imbatíveis. Ou seja, é preciso investir em sapatos mais caros e de melhor qualidade, mesmo sendo das mesmas marcas – ensina Ana Cecília.

Outra forma de se diferenciar da concorrência e fidelizar a concorrida clientela é investir em atendimento e decoração, dois pontos que têm muito apelo junto a mães e crianças. “São necessários, pelo menos, cinco funcionários, além de um caixa, um estoquista e o gerente. As mães escolhem o produto com calma, por isso a venda é demorada”, comenta Ana Cecília.

A empresário completa afirmando ser importante que o vendedor conheça todos os detalhes do produto para responder as dúvidas das mães. “Decoração com motivos infantis chama a atenção de adultos e crianças, que insistem para entrar na loja”, explica. O investimento inicial em uma loja de calçados infantis varia de R$ 50 mil a R$ 100 mil. O faturamento médio mensal vai de R$ 20 mil a R$ 40 mil.

A decoração do quarto da criança, aliás, é um item com o qual os pais não hesitam em gastar dinheiro. Fundada em 1971, a rede de franquias Babylândia é opção para os empresários que desejam entrar no segmento de móveis infantis.

A rede, com 15 lojas próprias e 10 franqueadas, demanda investimento inicial de R$ 148 mil, incluindo a taxa de franquia de R$ 28 mil para cada unidade. O percentual das taxas de royalties e publicidade é o mesmo: 5% sobre o faturamento bruto. São necessários cinco funcionários e área de 80 metros quadrados.

Gerente de unidade da marca no Leblon, Stael Rodrigues aposta nas novidades como um dos diferenciais da Babylândia e do segmento em geral. “Berços e cômodas são os mais vendidos, mas camas, bicamas e bancadas também são procurados”, conta. Para tornar-se franqueado, é necessário experiência no segmento e dedicação exclusiva. A empresa treina o franqueado, antes da inauguração, dando noções de Marketing, Recursos Humanos, operação e vendas.



raio x
Creche e escola
(berçário à alfabetização)

Investimento inicial: R$ 200 mil (instalações, compra material didático e brinquedos)

Faturamento médio mensal: R$ 20 mil

Margem de lucro sugerida: 10%

Número de funcionários: 22

Área: 400 metros quadrados (250 metros quadrados de área construída)

Risco: médio, pela necessidade de um bom espaço e funcionários qualificados



Loja de brinquedos e
entretenimento (eletrônicos)

Investimento inicial: R$ 100 mil (instalação e estoque)

Faturamento médio mensal: R$ 30 mil a R$ 40 mil

Margem de lucro sugerida: 8% a 12%

Número de funcionários: 4

Área: 50 metros quadrados

Risco: médio, pelo valor do investimento inicial

Loja de calçados infantis

Investimento inicial: R$ 50 mil a R$ 100 mil (instalação e estoque)

Faturamento médio mensal: R$ 20 mil a R$ 40 mil

Margem de lucro sugerida: 10%

Número de funcionários: 8

Área: 40 metros quadrados

Risco: médio a alto, pela necessidade de estoque e bom ponto comercial



Escolinha Fla

Negócio: escola de futebol do Flamengo

Investimento inicial: R$ 23 mil (taxa de franquia, uniformes e aluguel do campo)

Taxa de franquia: R$ 12 mil

Taxa de royalties: 10% sobre o faturamento bruto Taxa de publicidade: 3% sobre o faturamento bruto Faturamento médio mensal: R$ 6 mil Margem de lucro sugerida: 50% Número de funcionários: 2 a 3 Área: 250 metros quadrados Risco: baixo, pelo valor do investimento
Babylândia Negócio: móveis infantis Investimento inicial: R$ 148 mil (taxa de franquia e instalação) Taxa de franquia: R$ 28 mil Taxa de royalties: 5% Taxa de publicidade: 5% Faturamento médio mensal: R$ 65 mil Margem de lucro sugerida: 15% a 18% Número de funcionários: 5 Área: 80 metros quadrados Risco: médio a alto, pois o investimento inicial é alto e há necessidade de produzir produtos diferenciados Fonte do risco: Haroldo Caser, consultor do Sebrae/RJ

Lazer está entre os mercados
mais concorridos


Um dos negócios com maior apelo junto à criançada é a loja de brinquedos e eletrônicos. Segundo Júlio Ezagui, proprietário da Video Game Center, os empresários que entrarem nesse ramo devem apostar em produtos diferenciados. “Como não é possível competir com as grandes redes, é preciso oferecer as mercadorias mais difíceis de encontrar no mercado. A Casa e Vídeo, Lojas Americanas e Leader trabalham com os produtos mais vendidos”, explica.

Outra estratégia é formar clientela fiel, principalmente entre os que procuram presentes de aniversário para crianças. Normalmente, esse público, de classe média a alta, quer produtos com embalagem, boa apresentação e facilidade na troca. “A pessoa a ser presenteada se sente valorizada desta forma. É um nicho para atuar no ramo de brinquedos”, avalia Ezagui.

É preciso estar atento também às novidades, que viram febre entre as criança. “Quatro consumidores procurando um produto pode significar expectativa de demanda de 40. O empresário precisa ter a percepção para tentar formar estoque rapidamente”, aconselha Ezagui.

A variedade nas formas de pagamento também é fundamental. Segundo o empresário, 80% das vendas são pagas por cartão de crédito. “O ideal é aceitar todos os cartões. Cerca de 4% do faturamento vai para despesas com cartão”, conta.

Ezagui diz que o ponto pode ser tanto na rua quanto de shopping. “O importante é ficar atento à concorrência. É um mercado bairrista. As pessoas compram presentes próximo a sua casa”, relaciona. Ezagui estima que o investimento inicial em uma loja do ramo seja de R$ 100 mil, para área de 50 metros quadrados. O retorno é previsto entre 18 e 24 meses, com faturamento médio mensal de R$ 30 mil a R$ 40 mil e à margem de lucro líquida de 8% a 12%.

Menino e futebol é outro binômio que costuma dar certo. Uma opção é a franquia da Escolinha Fla, escola de futebol do Flamengo, para alunos de 4 a 16 anos .

José Martins, diretor da Time, uma das empresas responsáveis pela Escolinha,diz que a meta do projeto é chegar a 100 unidades em três anos, com 20 mil alunos matriculados. “Somente professores de Educação Física ou ex-jogadores de futebol podem administrar”, explica Martins, jogador do Flamengo nos anos 80. O faturamento estimado chega a R$ 6 mil mensais. O investimento inicial é de R$ 23 mil, com a taxa de franquia é de R$ 12 mil.

SERVIÇO Babylândia, 0xx-11-4191-4211 Bad Kids, 2431-9281 Bem Me Quer Casa Escola, 2714-5857 Escolinha Fla, 2259-0506 Sebrae/RJ, 0800-78-2020 Video Game Center, 2567-1818

Fonte: Jornal do Comércio


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