Oportunidades de Negócios

 
  Data Inclusão: 18/03/2004
Autor: Jornal do Commércio

Pizzas congeladas conquistam pela praticidade

Qualidade do produto e distribuição são as principais preocupações

Descendente de família italiana, Cláudio Leal costumava vender pizzas recheadas para os vizinhos na cidade de Vassouras, no Estado do Rio. O que era apenas um hobby transformou-se em empreendimento: uma pequena fábrica de discos de pizza congelada. O empresário garante que não se arrepende e, em coro com consultores voltados para pequenas e médias empresas, aponta boas perspectivas para o mercado. O investimento inicial é de R$ 50 mil.

A produção pode começar em casa, mas exige o mínimo de equipamento e especialização técnica. O empresário deve preocupar-se com a qualidade não apenas na fabricação, mas também durante o transporte até o cliente. A distribuição e o dimensionamento da produção são outros dois pontos que merecem atenção dos empreendedores, segundo empresários do setor.

No caso de Leal, um curso no Sebrae trouxe a capacitação necessária. “Era bancário e com as privatizações, procurei fazer algo que me realizasse profissionalmente. Hoje penso em expandir ainda mais o negócio”, diz ele, proprietário das Massas Bergamo, que recebeu o prêmio Sesi de Qualidade no Trabalho, pelo investimento feito no dia-a-dia de seus funcionários.

O caminho trilhado por Ayrton Fattorelli à frente da Supernova Indústria de Alimentos foi o mesmo. Músico com dificuldades para encontrar emprego em sua área resolveu fabricar massas congeladas para pizza, focaccia (tipo de pão italiano) e enroladinhos. “Começamos fornecendo para comerciantes da feira hippie de Copacabana, depois lanchonetes e residências”. Com dois anos de mercado e nove funcionários, a empresa atende hotéis, restaurantes e minimercados, com produção de cerca de 5 mil unidades por semana. “Sempre visamos a produção em escala”, acrescenta Fattorelli.

Outro a se dedicar à atividade foi Gilles Leteuze, proprietário da Casa das Massas. Há sete anos na venda de massas para pizza, gnocci, lasanha, canelone e espagueti, a empresa conta com uma pequena fábrica em Bonsucesso, na Zona Norte do Rio, e uma loja em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. “Vendemos cerca de 30 mil discos por mês, para restaurantes e pizzarias”, diz.

Para a Massas Bergamo, o crescimento do negócio é comprovado pela região atendida pela empresa. Com uma produção média de 10 mil pacotes de disco de pizza por mês, Leal faz entregas em supermercados de Angra dos Reis, Barra do Piraí, Barra Mansa, Governador Portela, Itatiaia, entre outras cidades do Sul fluminense.

Conforme a produção cresce, o conselho do consultor do Sebrae/RJ, Carlos Veríssimo, é ter planejamento para escoar a produção. “O empreendedor deve definir para quais locais pretende vender e como fará para atingir esses mercados”, alerta. Outro ponto importante é a qualidade do produto. Para Fattorelli, da Supernova Indústria de Alimentos, a dica é atender as exigências da Vigilância Santária. “É necessário ter infra-estrutura para manter a qualidade do produto”, ressalta.

A estrutura à qual ele se refere envolve a compra de fornos, cilindros de massa para pães, máquina divisora (que corta a massa em pedaços iguais), batedeiras e formas. É preciso investir ainda na compra de freezers e câmaras frias para manter a massa resfriada. “Essa preocupação serve para derrubar o mito de que alimentos congelados não são de boa qualidade”, informa Fattorelli.

Leal, da Massas Bergamo, lembra do cuidado na entrega dos produtos, o que o levou a comprar um carro para a distribuição. “É preciso apostar na qualidade. Por exigência dos supermercadistas, precisei instalar um sistema de refrigeração no carro para distribuição, orçado em R$ 10 mil”, acrescenta. Além da compra de equipamentos, é importante investir em embalagens padronizadas. “Ela deve ter um desenho atraente, algo que fortaleça a qualidade do produto. Além disso, o padrão da embalagem facilita o reconhecimento pelo cliente”.

Para o consultor do Sebrae/RJ, Carlos Veríssimo, o risco do negócio varia entre médio e baixo. Ele alerta, no entanto, sobre o valor do investimento inicial. “Apesar do alto valor, o risco não é elevado por atender uma necessidade básica, a alimentação, e por ser prática para o consumidor”, explica.

Raio x

FABRICAÇÃO DE MASSAS
CONGELADAS PARA PIZZA Investimento inicial: R$ 50 mil (sem contar o ponto comercial e automóvel) Equipamentos: fornos, cilindros de massa para pães, máquina divisora, batedeiras e formas, além de automóvel com refrigeração. Funcionários: 3 Área: acima de 80 metros quadrados Faturamento: não divulga. Produção: 10 mil pacotes por mês (cada embalagem possui dois discos de pizza) Risco: médio a baixo, segundo Carlos Veríssimo, consultor do Sebrae/RJ. Ele diz que investir no ramo da alimentação costuma render bom retorno financeiro a partir do segundo ano do negócio. Fonte: empresas

Fonte: Jornal do Comércio


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