Oportunidades de Negócios

 
  Data Inclusão: 18/08/2004
Autor: Diário do Comércio & Indústria

Plantação de pinus funciona como poupança para agricultor

Ao mesmo tempo em que causa sérias preocupações à indústria moveleira, a escassez de madeira apresenta-se como uma boa oportunidade para o pequeno e médio produtor rural da Região Sul do País. A falta do produto no mercado eleva seu preço e faz com que grandes consumidores — como a indústria de papel e as madeireiras — implementem programas de reflorestamento de pínus voltados aos pequenos, o chamado fomento florestal.

O retorno do negócio é demorado, mas garantido, segundo o diretor executivo da Associação Catarinense dos Reflorestadores , Marcílio Caron Neto. As árvores demoram entre 14 e 20 anos para maturar, mas após o décimo ano já começam a gerar receita.

A plantação pode render cerca de R$ 50 mil por hectare aos pequenos, ao longo de 20 anos, se manejada corretamente. “Se o produtor rural utilizar mão-de-obra própria, gasta entre R$ 350 e R$ 400 para plantar um hectare”, afirma Caron.
A vantagem para o pequeno proprietário rural é utilizar uma área normalmente imprópria para outras culturas, segundo o diretor da Associação Catarinense dos Reflorestadores. Há uma série de empresas com programas de fomento florestal, geralmente nas proximidades de suas fábricas. Entre elas estão Aracruz (no Espírito Santo), Cenibra (Minas Gerais), Berneck Aglomerados (Paraná), Rigesa (Santa Catarina), Imaribo (Santa Catarina) e Klabin (Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul). A Klabin investiu este ano R$ 176 mil em 2,2 milhões de mudas distribuídas aos pequenos produtores, apenas em Santa Catarina. Os proprietários agrícolas interessados são escolhidos e cadastrados pelas prefeituras da região e pela Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri). No terceiro e quarto anos após o plantio, os produtores são instruídos a realizar o desgalho das árvores, e no oitavo ano aprendem como fazer o desbaste, quando podem começar a vender parte da madeira. Os meses de plantio são junho e julho.

“A Klabin recomenda que o pequeno produtor plante o pínus em até 35% da área que possui, para manter outras fontes de renda”, diz Mendes.

“Funciona como uma poupança verde para ele.” Ele afirma que o objetivo da empresa com o programa é manter a disponibilidade de madeira e o preço.

A Klabin de Santa Catarina compra anualmente 300 mil toneladas no mercado.

Fonte: DCI


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