Oportunidades de Negócios

 
  Data Inclusão: 06/11/2000
Autor: Sebrae

Venda de água de coco, negócio líquido e certo

Ramo é um dos que registram maior expansão no Rio.

Nem só de praia vive o mercado da água de coco, que há muito caiu no gosto popular. Na maioria das lanchonetes do Centro e da Zona Sul, o produto tem venda certa. Antonio Tadeu, da Frutícula dos Andradas, no Centro, está animado com as vendas. Em apenas um mês no estabelecimento, ele atribui ao coco resultados mais que satisfatórios.

Além de comercializar o produto diretamente no balcão, a Frutícula é responsável pela distribuição para 80% do comércio do Centro, especialmente lanchonetes. "Em pleno inverno, vendemos 500 cocos por dia. No verão, este número chega a 2 mil. Isto garante um faturamento médio mensal de R$ 80 mil. Nosso carregamento é proveniente do Nordeste, que nos abastece duas vezes por semana", informou Tadeu, que pretende, em 2001, abrir uma franquia de coco engarrafado.

A exploração do coco tem gerado resultados animadores para os empresários que investem neste segmento, onde a maioria consegue retorno do investimento em menos de um ano. A Nutricoco, no Estado há apenas três anos, já pode usar e abusar do selo internacional de qualidade.

A empresa recebeu recentemente o Prêmio Qualidade América do Sul 2000, conferido pela Associação Brasileira de Incentivo à Qualidade aos que mais se destacaram no padrão de serviços e produtos oferecidos à população. Equipamentos

- Usamos a máquina de tração para extrair a água e outra para envazamento. Assim, atendemos hoje a 250 estabelecimentos no Grande Rio. A garrafinha plástica demorou um pouco para conquistar a confiança da população, que já entende ser esta a forma mais higiênica e prática de beber água de coco - afirmou José Alexandre de Moraes, proprietário da fábrica, situada em São Cristóvão.

A Nutricoco distribui o produto em academias, bares, lanchonetes, restaurantes, spas, hospitais, alguns barraqueiros e praias, único local onde a venda perde para o coco in natura.

Nem tudo, porém, é doce neste comércio. Maria Lélia Lisboa Belo, diretora da empresa paraense Coco Express, denuncia a existência de fraude no ramo. Segundo ela, a única empresa que detém a patente para usar o equipamento - criado por um carioca que reside em Curitiba - de refrigeração e de extração da água de coco é a Coco Express.

- Todas as empresas, sem exceção, que vendem o coco desta forma, com este maquinário, não têm autorização legal para comercializar o produto. Os equipamentos são, literalmente, copiados e surgem no mercado com outros nomes. Desta forma, muitas pessoas, inocentemente, investem no negócio - disse.

- Na hora do licenciamento, contudo, vão esbarrar no registro da patente e não poderão continuar usando a nossa tecnologia - esclarece Lélia, que aponta um prejuízo anual de US$ 350 mil por conta da irregularidade, que gerou inúmeros processos na Justiça, que deu ganho de causa à empresa na ação movida contra a Coco Brasil, em Petrópolis.

Licenciamentos

De acordo com Lélia, a Coco Express - criada há 10 anos e há três anos e meio autorizando o uso da marca - tem 1.800 licenciamentos em todo o País e deve conquistar mais mil até o fim do ano. A empresa recebeu o Troféu Top Comercial da Associação Comercial do Paraná, por ser a empresa que deu melhor retorno ao mercado daquele Estado.

- A Coco Express já conquistou o mercado externo. Estamos exportando para o México, Venezuela e República Dominicana - ressalta Lélia, que recebe diariamente 20 a 30 pedidos de uso da marca e patente, numa demostração de que, apesar da questão judicial, este ainda é um ótimo investimento.

Serviço:

Coco Express (Rio) - 269-9760 e 592-9174
e-mail: cocoexpressrio@uol.com.br
site www.cocoexpress.com.br

Nutricoco: Rua Amazonas, 180, São Cristóvão.
Site:www.nutricoco.com.br

RAIO X

• Investimento inicial: R$ 4 mil (inclui carrinho completo, com uniforme, caixas de copo e acessórios) e R$ 6.500 a R$ 13 mil para quiosques de 4 até 8 metros quadrados. O valor é financiado em 4 vezes e inclui o licenciamento de uso da marca e da patente.

• Exigência: o parceiro tem que cumprir as cotas bimestrais da empresa, que consistem em pagar o equivalente ao consumo de 2 mil copos.

• Auditagem: O comerciante fica sujeito à auditagem da empresa nos pontos de venda. A medida visa a manter a qualidade da marca, que não cobra taxa de publicidade ou qualquer outra.

Fonte: Sebrae


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