Oportunidades de Negócios

 
  Data Inclusão: 22/03/2004
Autor: Jornal do Commércio

O poder do público feminino

Lojas de roupas e de cosmético e clínica de estética estão entre às opções para atender às mulheres

Elas compram quando estão tristes, alegres, adoram passear no shopping center e estar por dentro das últimas novidades. Além das compras pessoais e para a família, ainda são influenciadoras no momento em que os homens precisam adquirir um bem ou serviço. Pesquisa divulgada pelo Credicard, mostra que as mulheres detinham 46% dos cartões em 2003, o que significou compras de R$ 26,3 bilhões, principalmente em roupas, joalherias, cabeleireiros e farmácias.

Investir nestes ramos é, portanto, promessa de bom retorno para quem quer trabalhar com o público feminino. Entre as oportunidades de negócio estão lojas de roupas, cosméticos, bijuterias e acessórios, assim como salão de beleza, clínica de estética e cirurgia plástica. São empreendimentos com aporte inicial entre R$ 30 mil e R$ 600 mil que aproveitam o gosto das mulheres pelas compras.

Professor de marketing da Universidade de São Paulo (USP), Marcos Cortez Campomar afirma que as mulheres tendem a ser mais racionais na compra de produtos básicos e mais impulsivas na compra de supérfluos, como roupas, calçados e cosméticos. A variedade de produtos oferecidos, principalmente em vestuário e perfumaria, facilita essa tendência ao consumo, segundo Campomar. “A escolha fica mais interessante”, explica o professor da USP.

Apostando nessa característica, Cibele Martins abriu uma loja de moda feminina multimarcas há três anos. A loja, que leva seu nome, tem tíquete médio de R$ 1 mil. “A mulher é mais consumista do que o homem. Vai às compras em ocasiões especiais e costuma levar mais peças do que os homens”, analisa Cibele, que se prepara para abrir a segunda loja, em Ipanema.

Para investir no segmento multimarcas é fundamental, segundo a empresária, estudar o público-alvo. A partir desses traços, será definido o tipo de roupas em exposição. Segundo Cibele, o investimento inicial em estoque é de aproximadamente R$ 100 mil. Fornecedores permitem pagamento parcelado e dão desconto para pagamentos à vista. O empreendedor precisa de um espaço médio de 30 metros quadrados, além de equipe treinada e cuidado com o ambiente.

Segundo José Augusto Domingues, diretor da Sense Envirosell, empresa de pesquisa especializada em comportamento do consumidor, entre os principais traços femininos no processo de compra estão a intuição e uso dos sentidos. “Por isso as lojas devem estimular a visão, o olfato, o tato, a audição e, investir no atendimento. A mulher troca muitas informações, o que aumenta a influência do vendedor. Daí a importância do treinamento”, completa Domingues.

Outro ponto importante para quem pretende atender o público feminino é atentar para preocupação das mulheres com a vaidade. Um ponto a favor do mercado de bijuterias e acessórios. “Dificilmente, uma mulher sai de casa sem brincos ou colar. Como o poder aquisitivo está cada vez mais baixo, as jóias saem de cena, abrindo espaço para bijuterias”, diz o consultor do Sebrae/RJ, Carlos Veríssimo.

Em constante expansão, a rede Braccialetto, do ramo, espera abrir mais 20 quiosques até o final do ano, totalizando 70 por todo o País. O investimento em uma unidade varia de R$ 60 mil a R$ 98 mil, incluindo taxa de franquia, estoque inicial e instalações. Os royalties cobrados são de 12% sobre o valor das compras e o faturamento médio mensal varia entre R$ 30 mil e R$ 38 mil.

São seis unidades no Rio, quatro próprias – que devem passar para o franchising –, e duas franquias. Segundo Miguel Ettore, diretor de expansão, é interessante que os franqueados tenham experiência em varejo. A principal praça de atuação da rede são os malls. “Como a compra de jóias a acessórios é feita por impulso, é preciso estar em locais com grande fluxo de pessoas”, explica Ettore.

Há um ano com a franquia da Braccialetto no Barra Shopping, Marco Ramalho, diz ser preciso investir na qualidade do atendimento. “Mulher gosta de atenção, principalmente no momento de escolher um acessório. Como nosso público é 85% feminino, é fundamental bom atendimento e cuidado com a disposição dos produtos”, comenta.

Cosméticos estão em alta


Mesmo em épocas de crise econômica, a venda de cosméticos não pára de crescer. Pesquisa da ACNielsen mostra que, nos últimos dez anos, a queda do poder aquisitivo do trabalhador foi de 20% e o setor que teve melhor desempenho no varejo foi o de higiene e beleza. Cresceu quase 50% acima da média dos outros produtos. “Com a abertura econômica, o número de produtos aumentou e, junto, as publicações sobre beleza. As mulheres têm várias opções e estão cada vez mais informadas”, diz Paula Pereira, sócia da Shampoo Cosméticos.

Atualmente com três unidades, o grupo começou com uma loja de artigos para cabeleireiros profissionais, 20 anos atrás. Hoje, são lojas de cosméticos que vendem produtos para consumo diário de 14 marcas diferentes, sendo a maioria internacional. O investimento varia de acordo com o número de marcas vendidas.

Segundo Paula, o pedido inicial de compras para uma marca é de R$ 60 mil. “É preciso seguir as exigências dos fornecedores. As prateleiras devem estar arrumadas para manter o padrão global. Não pode faltar produto”, explica. A entrega é feita na medida que os produtos acabam.

Uma recomendação de José Augusto Domingues, da Sense Envirosell, é ter uma consultora de beleza. “Mulheres compram soluções. É o que a consultora deve apresentar”, diz. Construir uma relação de confiança com a cliente, gera fidelidade. Funcionários também devem saber sobre o produto em detalhes.

Também voltados para o cuidado com a imagem estão salões de beleza. Mais incrementados, oferecem desde manicure até shiatsu. “Com bons profissionais, qualquer técnica nova é aprendida rapidamente”, diz Wanda da Silva Malaquias, sócia do salão Wanda K, no Botafogo Praia Shopping. Com 28 tipos de serviços, Wanda diz que o investimento é alto, mas que o retorno compensa. Em uma área de 380 metros quadrados, a cabeleireira investiu R$ 600 mil e tem faturamento mensal de R$ 40 mil.

O sucesso é tanto que no próximo dia 25 vai inaugurar novo salão em São Gonçalo, com investimento de R$ 380 mil. Para começar com menos serviços, o investimento, segundo dados do Sebrae/RJ, é de R$ 25 mil e área mínima, 20 metros quadrados. Higiene é cuidado básico, sendo fundamental estufas para esterilização.

Cirurgia plástica e tratamento estético têm boa demanda


A preocupação com a aparência chega ao tratamento estético e até cirúrgico. O número de clínicas de estética é grande, mas ainda há mercado. É essencial, porém, conhecimento sobre o assunto. “Quando surgem novos produtos e técnicas, pesquisamos a eficácia”, diz Ricardo Cavalcanti, sócio da Clínica Vitée.

Cirurgião plástico há 20 anos, Cavalcanti ampliou as especialidades de seu pequeno consultório. Hoje a Vitée, com três anos, oferece serviços de nutrologia, medicina desportiva, cosmetologia, dermatologia e fisioterapia estética e funcional.

Os serviços ocupam uma casa de 600 metros quadrados, com 15 funcionários diretos. Cavalcanti estima o investimento em R$ 600 mil para a parte de cirurgia e R$ 240 mil para atendimento estético básico, sem aparelhos a laser que custam, em média, US$ 120 mil.

Sobre o fato de ser um homem atendendo mulheres, Cavalcanti não vê empecilho. Denise Sechin, franqueadora da Modelle Center, rede de clínicas de estética e cirurgia plástica de Recife, prefere mulheres no ramo. “Dificilmente uma mulher mostra defeitos para um homem”, observa. Com seis unidades, a rede vai expandir.

O investimento inicial é de R$ 150 mil. Com uma franquia da Modelle em Pernambuco, Silvia Santos está satisfeita. “Os preços aqui são mais baixos que nas outras capitais, mas temos um bom faturamento”, diz.

RAIO X

LOJA DE COSMÉTICOS

Investimento inicial: a partir de R$ 60 mil Faturamento médio mensal: não fornece Número de funcionários: quatro ou cinco Área: a partir de 60 metros quadrados Risco: baixo, segundo o consultor Joaquim Fagundes, da Fagundes Associados, devido à grande demanda.

LOJA DE MODA FEMININA

Investimento inicial: R$ 100 mil Faturamento médio mensal: não fornece Número de funcionários: três ou quatro Área: a partir de 30 metros quadrados Risco: médio, segundo consultor Joaquim Fagundes, da Fagundes Associados, devido à alta concorrência e à revitalização de pólos de confecções.

SALÃO DE BELEZA

Investimento inicial: de R$ 30 mil a R$ 300 mil Faturamento médio mensal: pode chegar a R$ 40 mil Número de funcionários: de 10 a 30 Área: entre 20 e 370 metros quadrados Risco: baixo a médio, dependendo do investimento, da localização e da qualidade do serviço oferecido, na avaliação do consultor Joaquim Fagundes.

CLÍNICA DE ESTÉTICA

Investimento inicial: R$ 240 mil (estética); R$ 600 mil (cirurgia) Faturamento médio mensal: não fornece Número de funcionários: entre 10 e 15 Área: a partir de 250 metros quadrados Risco: médio, na avaliação do consultor Carlos Veríssimo, do Sebrae, devido ao alto valor de investimento e do público seleto.

MODELLE CENTER

Negócio: clínica de estética e cirurgia plástica Investimento inicial: R$ 150 mil (instalação, equipamentos) Taxa de franquia: a partir de R$ 50 mil (ainda em estudo) Taxa de royalties e publicidade: total de10% sobre faturamento bruto Faturamento médio mensal: não fornece Margem de lucro sugerida: não fornece Número de funcionários: 10 Área: 250 metros quadrados Risco: médio a baixo, segundo Carlos Veríssimo, pelo fato de ser um franquia, com estudo prévio da estrutura.

BRACCIALETTO

Negócio: acessórios e bijuterias Investimento inicial: R$ 60 mil a R$ 98 mil Taxa de franquia: R$ 25 mil Taxa de royalties: 12% sobre o valor da compra Taxa de publicidade: não tem Faturamento médio mensal: R$ 30 mil a R$ 38 mil Margem de lucro sugerida: 20% a 25% Número de funcionários: 5 Área: 6 metros quadrados Risco: baixo para médio, na avaliação do consultor Alain Guetta, da Guetta Franchising. De acordo com o consultor, o sucesso do negócio vai depender fundamentalmente da escolha do ponto.


SERVIÇO

Braccialetto, 0xx-81-33273037 Cibele Martins, 2559-9696 Clínica Vitée, 2492-1107 Modelle Center, 0xx-81-3445-3037 Shampoo Cosméticos, 2507-0172 Wanda K, 2559-9779


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Fonte: Jornal do Comércio

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