Oportunidades de Negócios

 
  Data Inclusão: 28/03/2005
Autor: Estado de São Paulo

Tecido inteligente: o futuro já chegou

Nas lojas, já há roupas que não retêm a transpiração, combatem celulite, hidratam a pele e são capazes de filtrar os raios solares.

Tecidos tão inteligentes que podem monitorar pacientes cardíacos, tão fortes que podem mover prédios e tão sofisticados que podem camuflar soldados em terrenos mutáveis. Assim é pensada a moda do futuro, com panos que se tornam cada vez mais tecnológicos. Cientistas e pesquisadores criam e inventam, mas raramente nós vemos um lançamento no mercado que realmente caiba no dia-adia das pessoas.
Em Londres, a Philips Design - um laboratório de idéias da Philips Eletrônicos -, além de elaborar protótipos que nunca foram além do experimento, conseguiu levar às lojas a jaqueta ICD+, em parceria com a fabricante mais famosa de jeans, Levi´s Strauss. Lançada no começo de 2000, a ICD+ foi chamada de a primeira jaqueta eletrônica, e era equipada com telefone celular e um dispositivo para to- car músicas em MP3. Os fones de ouvido ficavam embutidos no capuz, e o microfone no colarinho.
Agora, convenhamos: o que há de tecnologia nisso tudo? A invenção não passa de uma jaqueta com um aparelho embutido por dentro da costura. Ou seja, em vez de você colocar o MP3 num bolso e o celular no outro, ele vem embutidos pela bagatela de US$ 1 mil.
O.k. Os inventores da jaqueta dizem que ela era só o começo de uma nova era e que eles já estão trabalhando numa jaqueta que tenha fios tecnológicos e exerça a função do aparelho eletrônico. Aí sim estaremos falando em tecidos e roupas inteligentes...

PARA USAR
Com o pé no chão, temos os tecidos de tecnologia inteligente que são realmente usáveis. Hoje, para conhecer o que muda a cara da roupa é preciso acompanhar, além das tendências, os avanços têxteis. 'Os tecidos são as falas da moda.
Muitas vezes eles determinam e guiam uma coleção', diz o estilista mineiro Ronaldo Fraga.
As inovações estouraram na metade dos anos 90. Um dos primeiros a fazer uso da tecnologia foi Carlos Miele, em 95, com a linha de jeans PET para a M. Officer. As peças eram desenvolvidas a partir de garrafas plásticas descartáveis que, recicladas e transformadas em fios pela Rhodia-ster, foram misturadas ao algodão e deram origem ao jeans.
O casamento entre fios sintéticos e a moda gerou inúmeras vantagens. As roupas ficaram mais confortáveis, macias, não retêm a transpiração, protegem a pele de raios solares, hidratam (há sutiã que solta pequenas moléculas de hidratantes na pele da mulher), e ainda podem ser bactericidas (tecidos usados em maiôs e lingeries).
Basicamente, esses fios e tecidos são desenvolvidos por três empresas: a Rhodia, com a Amni, a DuPont, e a Invista com Lycra.
Quem faz mais uso dessa tecnologia são os atletas. Este público exigente busca soluções inteligentes para reduzir tempo e ganhar mais mobilidade em competições e treinamentos.
A fim de atender a essa clientela, a Speedo lançou ano passado uma nova geração do tecido Fast Skin, usado nos macacões dos nadadores. O tecido, que imita pele de tubarão, promete comprimir o corpo do atleta para diminuir as vibrações dos músculos e reduzir perda de energia. O macacão com 100% do tecido ajuda a reduzir 4% do atrito do corpo na água.
Embora tenha sido pensado para profissionais, o Fast Skin II estará à venda para esportistas de final de semana por R$ 1.000.
A Track&Field também lançou um tecido exclusivo, o Thermodry, feito a partir de fibras sintéticas que auxiliam o desempenho do atleta. Sua construção permite que a transpiração do corpo passe rapidamente para fora do tecido, mantendo o corpo seco.
Para completar, a Track & Field associou a esse tecido o acabamento Antimicrobial, que inibe a proliferação de fungos responsáveis por odores, manchas, alterações de cor ou desbotamento.
O tecido, que pode ser usado em camisetas, tops, shorts e muitas outras peças, também incorpora o UV Protection, evitando as radiações UVA e UVB.
Outra marca esportiva que trabalha nessa área é a Body for Sure. Um dos tecidos que eles usam tem microcápsulas hidratantes e anticelulíticas que combatem o aspecto casca de laranja da pele. Este tecido é usado na fabricação de shorts e tops que ficam em contato direto com o corpo e são ativados pelo calor da pele, quando fazemos exercícios físicos.
Outros tecidos oferecem proteção UVA e UVB; recebem um acabamento especial facilitando a absorção e seguinte evaporação do suor; oferecem secagem rápida e há até fibras que deixam a pele respirar durante a atividade física.
A estilista Emannuelle Junqueira faz vestidos de festa e utiliza tecidos tecnológicos para dar um efeito diferente. Ela usa, por exemplo, tafetá cristal, que foi desenvolvido para atletas e causa um efeito ótico nos vestidos.
PASSARELA HI-TECH
É comum ver nas passarelas parisienses o que se tornará a próxima tendência no mundo da moda.
Um desfile apresentado por um representante da Agência Espacial Européia mostrou as últimas inovações tecnológicas em termos de tecidos e roupas, em 2001.
O desfile, que fez parte do projeto 'I wear the future' (Eu visto o futuro), da União Européia, mostrou aos consumidores como as descobertas tecnológicas podem ser usadas pela indústria da moda.
Os modelos apresentados parecem os mesmos vistos em revistas de moda ou usados por muitas pessoas nas ruas. Mas suas funções e propriedades são coisa de filme de ficção científica.
Entre as roupas, está uma camisa com memória desenvolvida com tecnologia da Agência Espacial Européia. Ela pode ser esticada como um elástico e voltará sempre à sua forma original. Para tanto, basta passar o secador de cabelos sobre a camisa. As suas mangas também podem ser programadas para ficarem curtas se a temperatura subir. A camisa inteligente foi criada pela empresa de moda italiana Corpo Nove.
A agência espacial desenvolveu ainda novos uniformes para os técnicos da McLaren que trabalham nos boxes da Fórmula 1, onde as temperaturas são normalmente muito elevadas. Há também um casaco recheado com Aerogel, um gel que protege o usuário de situações ambientais extremas, como temperaturas abaixo de 50 C.
Quem migrou para moda hi-tech há dez anos foi a estilista italiana Alexandra Fede que começou sua carreira na alta-costura.
O seu JoyDress, ou 'vestido da alegria', que recebeu um prêmio de engenharia da moda da Comissão Européia, incorpora ao tecido finas superfícies flexíveis que recebem impulsos de um pequeno controle externo. Os impulsos massageiam o corpo e estimulam a circulação sanguínea.
O modelo 'menos stress' é feito com fibras naturais, como seda, algodão ou lã com invisíveis fibras de carbono na trama que protegem dos campos magnéticos, como os dos telefones celulares, ou também das cargas eletrostáticas.
Por enquanto, diz a estilista, essas roupas são apenas protótipos.
Mas segundo ela o interesse da indústria do vestuário por coleções com inovações tecnológicas aumenta a cada dia. E assim se faz o caminho do futuro da moda.


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Fonte: Estado de São Paulo

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