Alta do combustível aumenta busca por bicicletas
Além da influência dos anos de pandemia, a compra e o aluguel de bicicletas crescem por conta da alta no preço do combustível e das tarifas do transporte público.
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Ir para Meu EspaçoAlém da influência dos anos de pandemia, a compra e o aluguel de bicicletas crescem por conta da alta no preço do combustível e das tarifas do transporte público.
A busca por bicicletas tem crescido nos últimos anos, principalmente após o início da pandemia há dois anos, quando as pessoas começaram a olhar para as bicicletas como alternativa à aglomeração dos transportes públicos, também como forma de contornar os hábitos sedentários, ou até mesmo pelo lazer.
As recentes altas no preço dos combustíveis surgiram como mais um motivo para quem já pensava em aderir ao pedal, principalmente para os proprietários de automóveis, mas também para parcela dos remanescentes usuários de transportes públicos que viram subir o preço da tarifa de embarque.
Leia a notícia completa e conheça as oportunidades no setor de bicicletas.
Seja pela compra ou pelo uso compartilhado, a busca por bicicletas tem crescido, e isso se vê principalmente nas grandes cidades.
O fenômeno não é de agora, essa tendência vem desde o início da pandemia há dois anos, quando as pessoas começaram a olhar para as bicicletas como alternativa à aglomeração dos transportes públicos, também como forma de contornar os hábitos sedentários, ou até mesmo pelo lazer. No entanto, as recentes altas no preço dos combustíveis surgiram como mais um motivo para quem já pensava em aderir ao pedal, principalmente para os proprietários de automóveis, mas também para parcela dos remanescentes usuários de transportes públicos que viram subir o preço da tarifa de embarque.
Em grandes cidades como São Paulo e Rio de Janeiro, o preço dos combustíveis chegou a aumentar 28% e 33%, respectivamente, no período de um ano; a média nacional foi de 28%. Diante desse cenário, uma pesquisa da CNI revela que 30% da população declara a pretensão de reduzir o uso de combustíveis, 20% cogitam abandonar o uso.
O setor de bicicletas vê oportunidade
Frente ao peso dos preços do transporte, seja particular ou público, as bikes ganham mais adeptos. Na cidade do Rio de Janeiro, as viagens em bicicletas compartilhadas cresceram 26% em fevereiro deste ano, em comparação ao mesmo mês do ano anterior; já na cidade de São Paulo esse modal cresceu 68%, comparando os meses de março. Considerado como consumo consciente por envolver o compartilhamento, esse modelo de transporte já está em diversas grandes cidades como Porto Alegre, Brasília e Recife.
Mas não é só o aluguel que cresce, as vendas de bicicletas também estão em alta. Apesar de em 2021 haver recuo de 2% nas vendas em relação ao ano anterior, o cenário ainda é positivo tendo em vista que em 2020 as vendas de bicicletas bateram recorde e foram 50% maiores que em 2019 pré-pandemia. Em 2021 foram 5,8 milhões de unidades vendidas, contra 6 milhões em 2020 e 4 milhões em 2019.
As bicicletas elétricas (ou e-bikes), por sua vez, cresceram 27,3% em 2021, com 40.891 unidades vendidas, um recorde para a categoria. Para este ano o setor prevê uma alta de 22%. O momento é uma oportunidade para o setor, e as marcas apostam em investimentos para o crescimento das e-bikes no Brasil – que já vem ocorrendo em outros países do mundo como Alemanha, Holanda, França e China, onde as e-bikes podem chegar até 50% do segmento.
Com o carro na garagem, as bicicletas tradicionais ou elétricas estão sendo cada vez mais usadas, seja para ir ao trabalho ou para trajetos mais curtos como a ida ao mercado. Esse movimento pode também favorecer a venda de acessórios e equipamentos, venda de peças, conserto e manutenção de bicicletas, entre outros.
Os gargalos desse modelo de transporte
Apesar do crescimento, o uso de bicicletas encontra alguns obstáculos, um deles sendo a infraestrutura das ciclovias urbanas. De acordo com a pesquisa, 52% responderam que a bicicleta faria mais parte de suas vidas se houvesse mais e melhores ciclovias em suas cidades. No Rio, por exemplo, a malha cicloviária é basicamente a mesma desde 2016.
No caso das bicicletas elétricas, o preço também é um problema, que subiu por conta da alta dos custos e do frete. Apesar de mais rentáveis (cerca de R$ 1 por carga completa do motor), a média do valor de mercado é de R$ 7 mil reais.
Outra dificuldade do setor é a arraigada cultura do uso do transporte particular no Brasil, que se mantém forte mesmo com a alta dos combustíveis. Além disso, a grande distância entre trabalho e casa nas metrópoles brasileiras inviabiliza o uso de bicicletas para muitas pessoas, embora continue viável para aqueles que a utilizam por hobby.
Em Santa Catarina, contudo, um incentivo às bicicletas vira lei
O estado catarinense institui a Política de Incentivo ao Cicloturismo, que tem por proposta estimular o uso de bicicleta e o turismo ecológico. A lei Nº 18.384, de 7 de junho de 2022, busca viabilizar a criação de rotas de cicloturismo por meio de parcerias entre o estado e os municípios, e tem por justificativa a melhoria da saúde e bem-estar pelo lazer e atividade física, além da valorização da cultura e dos atrativos turísticos catarinenses e o fomento da economia dos municípios.
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Fontes: Brasil: venda de bicicletas cresce 54% durante a pandemia. Green. 2021. Letícia Ozório. 30% pretendem reduzir consumo de combustíveis. LinkedIn News. 2022. Camilla Alcântara. Com disparada da gasolina e crise no transporte público, venda de bicicletas elétricas bate recorde. O Globo. 2022. Venda de bicicletas no Brasil registra recuo, mas mercado mantém otimismo. MTB Brasília. 2022. Vitor Abdala. Uso de bicicletas compartilhadas cresce no RJ e SP neste ano. Agência Brasil. 2022.