Está quase na hora!

Faltam 05 minutos para o seu agendamento. Prepare-se!

Ir para Meu Espaço
Carrinho
Seus carrinho está vazio!
;) Escolher produtos
Indústria

Custos mais altos colocam setor de construção civil em alerta

Com o maior patamar desde 2003, o Índice Nacional do Custo da Construção (INCC) está em crescimento e o setor pode ter recuo em novos empreendimentos.

A alta nos custos da construção civil está preocupando empreendedores do setor. O Índice Nacional do Custo da Construção (INCC) vem registrando uma série de altas. Entre os meses de maio de 2020 e de 2021, o indicador alcançou um crescimento superior a 15%, considerado o maior para o período desde novembro de 2003, de acordo com estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Para o presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), José Carlos Martins, a situação é grave e pode frear novos empreendimentos.

Confira o material completo e saiba mais sobre:

Por que o aço é um dos principais vilões do momento

Como os preços afetam imóveis vendidos na planta

Como seguirá o mercado em 2021

A alta nos custos da construção civil está preocupando empreendedores do setor. O Índice Nacional do Custo da Construção (INCC) vem registrando uma série de altas. Entre os meses de maio de 2020 e de 2021, o indicador alcançou um crescimento superior a 15%, considerado o maior para o período desde novembro de 2003, de acordo com estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV). 

Para o presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), José Carlos Martins, a situação é grave e pode frear novos empreendimentos. Isso porque os preços internacionais dos insumos, como aço e cobre, estão acima do normal, e o Brasil tem travas que dificultam a importação, com altos tributos e barreiras técnicas. "Fica difícil até de saber se esses preços praticados são verdadeiros ou não", disse o executivo em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo. 

Apesar da aceleração da construção civil no ano passado, a alta no preço pode causar redução das atividades, com queda de lançamentos e ofertas de imóveis, além de comprometer contratos já firmados. 

É importante lembrar que o setor vinha batendo recordes de venda em um bom momento que pode ser interrompido por conta do valor dos insumos: no primeiro trimestre de 2021, 57,1% das companhias do setor apontaram falta ou alto custo de insumos como principal problema enfrentado nos negócios.

Aço é um dos principais vilões do momento 

Segundo o estudo da FGV, os preços do segmento subiram 38,66% nos últimos 12 meses (maio/2020 a maio/2021), com o aço sendo um dos principais responsáveis pelo cenário. Em reais, o aço subiu mais de 72,6% em 12 meses, até maio, e a tonelada do material já supera os R$ 5 mil no Brasil.

Entre as razões para a disparada no preço do aço está a retomada em países que conseguiram controlar a pandemia, como China e Estados Unidos, que anunciaram um pacote trilionário de obras de infraestrutura, aumentando a demanda e os preços pelo insumo. Como consequência, existe a possibilidade de que empreendimentos de maior valor sejam privilegiados em detrimento de projetos voltados a consumidores de menor renda. 

Como medida para reduzir o impacto do aumento de custos, lideranças do setor estão sugerindo ao governo federal a redução da alíquota de importação do aço, que poderia passar dos atuais 12% para 1%. 

Preços em alta afetam imóveis vendidos em planta

Entre as empresas mais afetadas estão aquelas que comercializam os imóveis na planta. Em 2020, a modalidade estava em alta e muitas unidades foram vendidas com preço fixado nos financiamentos contratados. 

Agora, as empresas precisam construir esses imóveis com custo mais elevado em relação ao que foi contratado inicialmente. “Se o custo aumenta, o empresário precisa absorver na margem. A incerteza continua grande e um imóvel não é um produto para entregar amanhã – são dois ou três anos para construir”, explica o presidente da CBIC. 

Apesar dos preços altos, mercado deve seguir aquecido em 2021

Mesmo que os preços dos imóveis vendidos na planta passem por uma elevação, o mercado deve seguir aquecido neste ano. Isso porque a alta demanda é o que tem feito os insumos ficarem mais disputados e, consequentemente, os preços mais altos.

Um fenômeno similar ocorreu no início da década passada, quando chegou a faltar insumos básicos para a construção civil, levando os preços dos imóveis a dispararem. O que ocorre agora é parecido, com empresas tendo dificuldade para encontrar aço desde o segundo semestre de 2020. 

Imóveis usados podem ser impactados frente aos valores mais altos

A alta nos preços de empreendimentos novos pode “contaminar” as unidades usadas, aumentando o valor desse tipo de imóvel. Isso acontece porque quando o preço do produto novo está mais alto, parte da demanda se volta para suas versões usadas, que encarecem, como também é observado no mercado automotivo. Ainda assim, a perspectiva é de bons negócios entre os usados. 

De acordo com o Painel do Mercado Imobiliário, desenvolvido pela plataforma Kenlo, houve um crescimento de 90% no volume de negócios do mercado de imóveis usados (venda e aluguel) no primeiro trimestre do ano, frente ao mesmo período de 2020. Entre os motivos do bom desempenho estão justamente os preços atrativos, que, em geral, têm se mantido inferiores aos praticados em 2014 – situação que pode se alterar caso a alta nos imóveis novos “contamine”, de fato, os usados.  



Texto adaptado das fontes: Eduardo Rodrigues, Fabrício de Castro e Heloisa Scognamiglio. Alta de insumos da construção civil pode frear novos empreendimentos. UOL. 2021. Joana Cunha. Construção civil diz que nova alta de custo é desesperadora. Folha de S. Paulo. 2021. Sonia Racy. Mercado de imóveis usados cresce 90% no primeiro trimestre em comparação com 2020. Estadão. 2021. Construção civil diz que nova alta de custo é desesperadora. Folha de S. Paulo. 2021. Inflação na construção civil é a maior em 28 anos, aponta levantamento da FGV. CNN Brasil. 2021. 

Pergunte ao Observatório