Falta de fertilizantes pode atrasar plantio em Santa Catarina
Parte das cargas do insumo estão aguardando a liberação no porto de São Francisco do Sul.
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Desde o começo do mês de julho, três navios com 39 mil toneladas da matéria-prima ainda aguardam vaga para atracar no porto de São Francisco do Sul. O tempo normal de espera de um navio entre a sua chegada no porto e atracação para descarga nos últimos anos opera de 3 a 5 dias. A partir de abril e maio deste ano, esse tempo tem sido de 15 a 20 dias, o que afeta a chegada dos insumos para a Fecoagro. Como consequência, a entrega dos fertilizantes atrasa para os agricultores o que pode gerar perdas devido ao não cumprimento do calendário da agricultura no estado.
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Brasil bate recorde de importação de fertilizantes
Aumento do custo da atividade no campo
Desde o começo do mês de julho, três navios com 39 mil toneladas da matéria-prima ainda aguardam vaga para atracar no porto de São Francisco do Sul. De acordo com a Federação de Cooperativas Agrícolas de Santa Catarina (Fecoagro), isso está acontecendo porque a direção do porto priorizou o descarregamento de outros produtos, como o aço.
A gerente-geral da indústria de fertilizantes da Fecoagro, Elisete Squena, explica que o tempo normal de espera de um navio entre a sua chegada no porto e a atracação para descarga nos últimos anos opera de 3 a 5 dias. A partir de abril e maio deste ano, esse tempo tem sido de 15 a 20 dias, o que afeta a chegada dos insumos para a Fecoagro. Como consequência, a entrega dos fertilizantes atrasa para os agricultores, o que pode gerar perdas devido ao não cumprimento do calendário da agricultura no estado.
Atualmente a Fecoagro atende 70 mil famílias que fazem parte do sistema cooperativo catarinense e as principais culturas que elas cultivam são hortifruti e grãos da safra de verão, principalmente milho, soja, arroz e feijão. O desabastecimento dos insumos causa um efeito em cadeia, pois a pecuária catarinense também pode ser afetada uma vez que haja prejuízos na safra.
Brasil bate recorde de importação de fertilizantes
Os primeiros cinco meses de 2021 apresentaram o maior volume importado de fertilizantes pelo Brasil desde 2011, com movimentação de mais de 13 milhões de toneladas. Os dados são do Boletim Logístico, publicado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
Com os preços bastante remuneradores no mercado internacional e doméstico, os produtores aproveitaram a relação de troca favorável de alguns produtos agrícolas, recorrendo a operações de compras antecipadas a fim de garantir o futuro das atividades.
Mato Grosso, Paraná, Rio Grande do Sul e Goiás foram responsáveis por importar 8,8 milhões de toneladas. O volume significa 67% do total. Cabe ressaltar que a Bahia praticamente dobrou o volume de importação de fertilizantes no primeiro semestre, indicando um maior investimento por parte dos produtores em suas lavouras, resultado também dos preços favoráveis das principais commodities.
Devido ao crescimento do agronegócio, aumenta a demanda por fertilizantes. A Fecoagro vem alertando as autoridades portuárias sobre essa crescente chegada do insumo e a necessidade de rápida liberação portuária.
Aumento do custo da atividade no campo
Outro ponto de atenção que afeta os produtores rurais é o aumento nos custos da atividade devido a uma soma de fatores. As principais causas são:
A disparada dos fretes marítimos ao redor do mundo atinge o bolso do agricultor, o que afetará também todos os consumidores;
Portos sobrecarregados e a escassez de contêineres ao longo das principais rotas, causando atrasos e perdas de negócios para exportadores e importadores.
Confira uma reportagem do Agrolink que explica detalhadamente essas causas.
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Fontes: Globo Rural, 18 de julho de 2021; Fecoagro, 16 de julho de 2021; Fecoagro, 20 de julho de 2021; Agrolink, 20 de julho de 2021.