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Indústria

Nova norma busca padronizar centimetragem de roupas femininas

A NBR 16933 tem o objetivo de respeitar e incluir os diferentes tipos de corpos e tornar mais simples encontrar uma peça de vestuário a partir de seu tamanho real.

Desde 2012 sem medidas oficiais para o vestuário feminino, o mercado brasileiro tem agora uma nova referência de centimetragem: a NBR 16933, aprovada pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). Com ela, a ideia é padronizar as medidas das peças femininas em todo o país e, assim, indicar as dimensões em centímetros para os principais biotipos das mulheres brasileiras.

O estabelecimento de uma nova regra era aguardado por empresas e confecções brasileiras. Na prática, a NBR 16933 institui que a centimetragem deve constar na etiqueta das roupas. Desse modo, mesmo que uma peça seja número 44 para uma marca e 50 para outra, a consumidora poderá saber exatamente o tamanho com base na descrição da etiqueta, que deve ser feita em centímetros.

Confira mais na notícia completa:

Quais os biotipos mais frequentes no Brasil

Que benefícios a nova norma traz para as consumidoras

Como se preparar para a NBR 16933

Desde 2012 sem medidas oficiais para o vestuário feminino, o mercado brasileiro tem agora uma nova referência de centimetragem: a NBR 16933, aprovada pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). Com ela, a ideia é padronizar as medidas das peças femininas em todo o país e, assim, indicar as dimensões em centímetros para os principais biotipos das mulheres brasileiras.

O estabelecimento de uma nova regra era aguardado por empresas e confecções brasileiras. Na prática, a NBR 16933 institui que a centimetragem deve constar na etiqueta das roupas. Desse modo, mesmo que uma peça seja número 44 para uma marca e 50 para outra, a consumidora poderá saber exatamente o tamanho com base na descrição da etiqueta, que deve ser feita em centímetros.

Durante os últimos nove anos, as empresas criaram referências próprias para o tamanho das peças de vestuário feminino, pois em 2012 a norma anterior (NBR 13377, criada em 1995) foi revogada. Já as peças infantis têm, desde 2009, medidas normatizadas pela NBR 15800, enquanto as roupas masculinas têm como referência a NBR 16060, lançada em 2012.

A expectativa da ABNT é que as próximas coleção já tragam etiquetas adaptadas à nova norma. Mesmo não sendo obrigatória, a NBR 16933 pode beneficiar as empresas que a adotarem, especialmente pelo potencial de atender melhor às necessidades das consumidoras.

Biotipos mais comuns: retângulo e colher

Para chegar a um consenso sobre as medidas, o Comitê Brasileiro de Têxteis e do Vestuário usou como referência a pesquisa "Size BR", realizada entre os anos 2006 e 2015 pelo SENAI CETIQT, além de ouvir especialistas do Senac, modelistas e empresas do ramo. Assim, foram escolhidos os biotipos “retângulo” e “colher” para referenciar as medidas da norma.

A NBR 16933 estabelece as dimensões das peças de roupa em centímetros levando em consideração o perímetro da cabeça, pescoço, ombros, busto, cintura, quadril, costas, coxa, joelho, panturrilha e tornozelo.

E, diferentemente do que diz o imaginário popular, a maior parte das mulheres brasileiras não possuem o corpo em formato de “violão”, e sim retangular. Mais especificamente, 76% das brasileiras são compatíveis com o biotipo retângulo – ou seja, têm a circunferência do tórax e do quadril similares, com uma linha de cintura pouco marcada. O outro biotipo usado como referência foi o de "colher": quando o quadril é maior que o tórax e sua lateral é bem marcada e arredondada, mais parecido com o famoso corpo "violão", embora esse biotipo represente apenas 8% das consumidoras no país.

Outros biotipos identificados na pesquisa do SENAI CETIQT são:

  • o triângulo, quando o quadril é bem maior que o tórax, sem uma cintura marcada. Ele equivale a 8% da população feminina;

  • o triângulo invertido, quando a circunferência do tórax é maior que a do quadril e a mulher não tem uma cintura marcada. É o biotipo de 5% das mulheres.

  • a ampulheta, quando a mulher aparenta ser proporcional no tórax e no quadril e tem uma cintura bem marcada. Esse biotipo representa 3% das consumidoras no Brasil.

Mais inclusão e praticidade para as clientes

Embora a diversidade seja um tema cada vez mais presente no dia a dia das empresas, englobando iniciativas para tornar o mundo da moda mais inclusivo, a medida das peças ainda é um elemento que pode gerar constrangimento para alguns clientes.

É comum que consumidoras plus size e com baixa estatura, por exemplo, sofram com olhares e comentários desagradáveis ao pedirem por uma peça GG ou 34. Com a NBR 16933, a ideia é que, gradualmente, a numeração deixe de ser a referência principal sobre o tamanho da peça, dando lugar à centimetragem e ajudando também a levar praticidade à busca por roupas mais próximas das medidas reais das clientes.

Como se preparar para a NBR 16933

Na indústria, é importante ficar atento às novas recomendações e adaptar as etiquetas ao modelo proposto pela NBR 16933, que determina a medida das peças de vestuário em centímetros. É preciso avaliar se são necessárias mudanças nas dimensões das etiquetas para adequar as novas informações, bem como adaptar a própria forma como as informações são descritas, que está no cerne da nova norma.

Já no comércio, será preciso fomentar ações que auxiliem as consumidoras a conhecer suas medidas, facilitando o processo de compra. Nas lojas físicas, espelhos medidores ou medição por foto são algumas das alternativas para o novo cenário, além da disponibilização de fita métrica. No e-commerce, o provador virtual e a tabela de medidas das peças são indispensáveis para orientar as clientes.



Fontes: Ana Bardella. ABNT propõe nova norma para os tamanhos de roupa: o que muda nas lojas? UOL. 2021. Roupa da brasileira terá que respeitar biotipos 'retângulo' e 'colher'. Folha de S. Paulo. 2021.

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