Santa Catarina terá restrição de plantio de soja a partir de 29 de dezembro
Veja como a restrição de plantio de soja impactará os agricultores do estado!
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O Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) proibiu o plantio de soja em Santa Catarina após 29 de dezembro. Essa medida é parte do Programa Nacional de Controle da Ferrugem Asiática da Soja, que busca controlar o fungo Phakopsora pachyrhizi causador da ferrugem asiática.
O objetivo é criar um vazio sanitário de pelo menos 90 dias, durante os quais não se pode semear ou manter plantas vivas de soja no campo. Isso visa conter a disseminação da ferrugem asiática, uma praga prejudicial à cultura da soja. No entanto, uma petição foi criada, reunido produtores rurais, que pedem que o prazo seja revisto.
Leia completo na íntegra e veja mais informações sobre como as restrições afetam os agricultores, além de novidades sobre o calendário de semeadura!
O Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) proíbe o plantio de soja no estado de Santa Catarina após o dia 29 de dezembro. Esse prazo foi definido em julho pelo órgão federal e a Cidasc (Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina) confirmou a medida.
Essa determinação surgiu com a Portaria n. 306, publicada pelo MAPA em maio de 2021, instaurando o Programa Nacional de Controle da Ferrugem Asiática da Soja. No entanto, desde então, o programa sofreu algumas alterações com a Portaria n. 388, de 31 de agosto de 2021 e a Portaria n. 865 de 2 de agosto de 2023.
A ação visa estabelecer um vazio sanitário como forma de controle do fungo causador da ferrugem-asiática da soja – Phakopsora pachyrhizi (PNCFS), o qual é definido como o período estabelecido e contínuo, de pelo menos 90 dias, em que não se pode semear nem manter plantas vivas de soja no campo.
Como consequência, os agricultores acabam sofrendo algumas restrições. Segundo o MAPA, o “calendário de semeadura” é adotado como medida fitossanitária complementar ao período de vazio sanitário. Para Santa Catarina, esse período de restrição inicia em 29 de dezembro com a intenção de minimizar ao máximo a disseminação da ferrugem-asiática da soja, reconhecida como uma das pragas mais prejudiciais ao plantio da semente.
O fungo causador da ferrugem-asiática pode comprometer de maneira significativa o crescimento saudável das plantas, o enchimento dos grãos, provocar amarelecimento das folhas e até a queda prematura delas.
A consequência direta disso é a diminuição da produtividade na lavoura afetada, acarretando aumento de despesas para o produtor, que precisa investir em medidas de controle da doença.
A iniciativa presente no Programa Nacional de Controle da Ferrugem Asiática da Soja antecipa a racionalização da quantidade de aplicações de fungicidas, além de minimizar as chances de surgimento de resistência por parte do fungo em relação às substâncias químicas empregadas para seu combate.
O MAPA adotou mudanças na nova safra, baseando-se nos dados do Consórcio Antiferrugem, que apontaram aumento significativo da ferrugem-asiática da soja na safra 2022/23 relacionado às chuvas, conforme a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária).
A medida fitossanitária crucial para o controle da doença envolve a eliminação da planta hospedeira durante o vazio sanitário, reduzindo a presença de esporos do fungo na safra seguinte. Isso retarda os focos de ferrugem, permitindo aos agricultores adiar tratamentos e diminuir o uso de fungicidas. A persistência da doença causa prejuízos expressivos no Brasil. Até o momento, estima-se 3,8 bilhões de dólares em perdas de grãos, além de 36 bilhões de dólares em custos de controle, segundo a Embrapa. Em Santa Catarina, o plantio da soja deve começar após 21 de setembro e seguir até 29 de dezembro.
O Ministério da Agricultura e Pecuária planeja rever o calendário, podendo ajustar o cronograma de semeadura da soja em Santa Catarina. As informações são da prefeitura de Canoinhas, onde a prefeita, Juliana Maciel, reuniu assinaturas para entregar uma petição regional em Brasília. A moção cobra alterações no prazo da semeadura da soja para a safra 2023/2024.
O documento justifica que a proibição do plantio de soja após 29/12 em Santa Catarina, poderia prejudicar os pequenos agricultores, pois o calendário inviabilizaria a chamada “safrinha” desses trabalhadores.
A mobilização regional contou com produtores rurais, representantes dos municípios e a cadeia produtiva para pressionar a alteração desta portaria. Com isso, o MAPA concordou em revisar a portaria especificamente para o estado, e um novo cronograma mais flexível, de até 140 dias, é aguardado em breve. A moção também foi enviada aos deputados e senadores via Amplanorte (Associação dos Municipios do Planalto Norte).
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