Como realizar o recrutamento da empresa e preencher vagas
Especialista dá dicas de como micro e pequenas empresas podem fazer o recrutamento de candidatos e preencher as vagas que ficaram em aberto desde o ano passado.
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Muitos empreendedores aproveitam quando um novo ano se inicia para rever planos, estratégias, fechar questões que ficaram em aberto e realizar novos recrutamentos de candidatos. Em Santa Catarina – estado que lidera, ao lado de Mato Grosso, o ranking com o menor número de pessoas desocupadas, ou seja, sem emprego –, o desafio de completar as equipes é maior. O efeito prático é que muitas empresas fecharam 2022 com vagas abertas. Já outros negócios projetaram ou estão projetando o ano e verificando que precisam abrir novas vagas. Como acertar nessa busca?
É preciso ter em mente que a empresa precisa de uma equipe forte, capacitada e comprometida para continuar crescendo e se fortalecendo no mercado. Para isso, é necessário traçar um perfil para o candidato ideal, pois ao saber o que se está buscando, será mais fácil definir uma estratégia de recrutamento e seleção.
Se você tem dúvidas ou dificuldades nessa área, confira a entrevista completa com a consultora Claudia Petrus, neste mais novo episódio do podcast Fala, Especialista!
Muitos empreendedores aproveitam quando um novo ano se inicia para rever planos, estratégias e fechar questões que ficaram em aberto. Em Santa Catarina, estado que lidera, ao lado de Mato Grosso, o ranking com o menor número de pessoas desocupadas, ou seja, sem emprego, o desafio de completar as equipes é maior. O efeito prático é que muitas empresas fecharam 2022 com vagas abertas. Outros negócios projetaram ou estão projetando o ano e verificando que precisam abrir novas vagas. Como acertar nessa busca?
“A principal dica seria lembrar os empreendedores que a empresa deles só vai crescer e realmente se fortalecer se eles formarem uma equipe forte, capacitada, com o perfil adequado para as diversas atividades”, observa Claudia Petrus, consultora e professora convidada para o podcast Fala, Especialista! Ter isso em mente é o primeiro passo para acertar na busca dos novos colaboradores. Isso porque o processo é trabalhoso e só vai dar certo se todos estiverem comprometidos – inclusive na fase pós-contratação, como explica Claudia no podcast.
Na avaliação da especialista, o início do ano favorece a reflexão. “O momento é bom para fazer uma retrospectiva sobre o que deu certo no ano passado, o que foi difícil, o que não deu certo, que movimentos a concorrência fez, quais diferenciais o empreendedor tem, quais os diferenciais da concorrência. Com base nessa análise, o empreendedor deve traçar a estrutura que ele vai precisar para 2023, quais as posições, cargos e atividades que ele vai precisar”, aconselha.
Essa reflexão vale para as vagas remanescentes do ano anterior. Aqueles postos de trabalho ainda são importantes? Qual é o perfil mais indicado para cada vaga? “Desenhe um perfil em termos de conhecimentos, habilidades, atitudes. A partir daí, fica muito mais fácil definir uma estratégia de recrutamento e seleção porque o empreendedor sabe o que está buscando. Então, pense no que o seu negócio precisa, onde você está perdendo oportunidade, onde o cliente não está satisfeito, onde você não está conseguindo atender as demandas que chegam”, orienta.
Em um cenário em que 3,8% dos catarinenses estão desocupados, segundo dados do terceiro trimestre de 2022 divulgados pelo IBGE, as empresas muitas vezes têm que ampliar o foco de procura por candidatos. Depois de rever a necessidade de contratações e de traçar o perfil ideal para contratar, os passos seguintes envolvem a divulgação da vaga e a busca dos aspirantes aos cargos. Dependendo da função, pode optar-se pelo home office. Uma das vantagens desse modelo é a possibilidade de contratar pessoas qualificadas em qualquer parte do Brasil ou até em outros países.
“A questão do home office é uma realidade. Então, hoje, muitas empresas que resistem ao home office, estão perdendo candidatos. Eu já ouvi de candidatos o seguinte: ‘Claudia, eu trabalho em home office, funciona super bem, a minha produtividade é muito melhor. Se essa empresa quer presencial, eu acho que eles têm (algum) problema, eles não estão com os processos suficientemente organizados, eles não têm ferramentas de gestão e métrica para acompanhamento’. Então essa é uma questão para ser analisada com bastante cuidado. Será que precisa mesmo ser presencial? Hoje resistir ao home office é difícil”, opina. Essa realidade é vivida, em especial, por empresas que trabalham de forma mais tecnológica, explica Claudia.
Muitas empresas, além de ampliar a busca de candidatos em outras regiões do país, seja para trabalhar em home office ou para estimular a migração deles oferecendo estrutura ou recursos de apoio à moradia, abrem mão de dois requisitos importantes: experiência na função ou qualificação para a vaga. Nesses casos, ao contratar pessoas inexperientes ou sem a qualificação ideal, como acelerar o desenvolvimento desses profissionais para que tragam resultado?
“Começa por um processo de integração bem-feito. Importante explicar o negócio, falar do cliente, contar a história da empresa, deixar claro o que se espera daquela pessoa. Daí a descrição de cargo, que é uma ferramenta bem importante”, orienta. Para a especialista, é importante montar um plano de treinamento junto a um plano de entregas. Conforme o colaborador vai avançando no aprendizado, ele também vai apresentando resultados. Claudia considera interessante o exemplo das empresas que adotam a figura do padrinho de um novo colaborador, alguém que acompanha de perto o desenvolvimento da pessoa e que pode apoiá-la de uma forma mais próxima. Outra dica é levar o colaborador para visitar um cliente ou fornecedor, porque essa imersão acelera o processo de integração e aprendizado.
Confira, no podcast, outras dicas da especialista sobre o tema provimento. Dê o play!
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