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Diversidade racial: sua empresa está preparada?

Se o seu negócio ainda não desenvolveu um programa de diversidade, confira a entrevista e saiba a importância de dar esse passo. Ouça detalhes no podcast.

Entre maio e junho de 2020, protestos contra o racismo foram realizados em diversos países do globo. No Brasil, o estopim foi a morte do menino João Pedro, de 14 anos, em uma operação policial em São Gonçalo, no Rio de Janeiro, em 18 de maio. Dias depois, George Floyd, um homem negro, foi morto por um policial branco em Minneapolis, nos Estados Unidos. Apesar de emblemáticos, esses casos não estão isolados, não são recentes e encontram-se no extremo de um quadro de discriminação racial que atinge a população negra também no ambiente corporativo.

Muitas empresas se manifestaram nas redes sociais, mas nem todas tiveram uma boa recepção do público. A consultora especialista em equidade de raça, inclusão e diversidade, Luanny Faustino, da CKZ Diversidade - empresa focada em tornar o ambiente corporativo mais diverso e inclusivo -, explica que as manifestações recentes ampliaram o debate sobre o racismo ser um problema estrutural. Além disso, o debate mostrou às empresas que a neutralidade pode ser prejudicial à imagem da marca.


“Nos erros de marketing que temos visto devido à ascensão das redes sociais, provavelmente não havia uma pessoa negra no time dizendo “isso não conversa comigo”. Para sanar isso, você precisa ter representantes dos pilares da diversidade na sua cadeia”, explica a especialista.


Confira o podcast com a entrevista completa da consultora especialista em equidade de raça Luanny Faustino.

  • Descubra quais ações tomar para garantir uma diversidade efetiva - tanto na comunicação da empresa quanto no ambiente corporativo.

Leia também o artigo completo e saiba mais sobre como:

  • repensar a desigualdade no mercado de trabalho
  • ir além do conteúdo das redes sociais
  • adotar uma comunicação mais empática à diversidade



Entre maio e junho de 2020, protestos contra o racismo foram realizados em diversos países do globo. No Brasil, o estopim foi a morte do menino João Pedro, de 14 anos, em uma operação policial em São Gonçalo, no Rio de Janeiro, em 18 de maio. Dias depois, George Floyd, um homem negro, foi morto por um policial branco em Minneapolis, nos Estados Unidos. Apesar de emblemáticos, esses casos não estão isolados, não são recentes e encontram-se no extremo de um quadro de discriminação racial que atinge a população negra também no ambiente corporativo.

Frente a tantos protestos, muitas empresas se manifestaram nas redes sociais, mas nem todas tiveram uma boa recepção do público. A consultora especialista em equidade de raça, inclusão e diversidade, Luanny Faustino, da CKZ Diversidade - empresa focada em tornar o ambiente corporativo mais diverso e inclusivo -, explica que as manifestações recentes ampliaram o debate sobre o racismo ser um problema estrutural. Além disso, o debate mostrou às empresas que a neutralidade pode ser prejudicial à imagem da marca. “As empresas não podem esquecer que suas marcas são feitas de pessoas e por pessoas. Elas precisam representar seus consumidores, que são multiculturais e multirraciais”, diz a especialista. 

Repensando a desigualdade no mercado de trabalho

Embora a base de clientes seja multirracial, uma pesquisa do IBGE indica que apenas 29,9% dos cargos gerenciais das empresas brasileiras foram ocupados por pessoas negras ou pardas em 2018 (conforme o gráfico abaixo). Ao mesmo tempo, é crescente o volume de profissionais negros que ingressam no ensino superior e se qualificam para vagas de gestão.

Para que essa disparidade seja combatida, quem faz o recrutamento de novos colaboradores precisa ficar atento a fatores como os vieses inconscientes, a cultura de inclusão da empresa e os critérios dos processos de seleção. “Vieses inconscientes são conjuntos de preconceitos incorporados em nosso dia a dia, construídos baseados em estereótipos e crenças que aprendemos erroneamente nos cursos de nossas vidas”, explica Luanny.

A especialista acrescenta que mais do que cor e tipo de cabelo, o debate racial diz respeito a uma série de elementos culturais que devem ser respeitados no ambiente corporativo. Em uma cultura inclusiva, colaboradores sentem-se à vontade para expressar sua identidade cultural.

Indo além do conteúdo das redes sociais

Os posts nas redes sociais são importantes ferramentas de mobilização em tempos de distanciamento social, mas são insuficientes para que haja uma redução efetiva das desigualdades raciais. De acordo com Luanny, o posicionamento publicitário deve acompanhar as atitudes cotidianas das marcas, o que pode ser realizado por meio da implementação de ações afirmativas com base em um planejamento sólido, com metas a serem alcançadas para mudar a realidade interna da empresa.

Entre as ações que podem ser adotadas estão a contratação de profissionais negros, a concessão de voz ativa a colaboradores negros, bem como a ampliação sobre debate do racismo no ambiente de trabalho. “As empresas precisam se comprometer publicamente e, paralelamente, agir em conformidade, fugindo assim de discursos vazios”, destaca a consultora da CKZ Diversidade.

Comunicação mais empática

Além de mais rentáveis, empresas que buscam as melhores práticas para promover a diversidade racial tendem a ser menos questionadas nas redes sociais. Ainda assim, é sempre importante produzir conteúdo de forma inclusiva, com a participação de profissionais negros no processo de concepção dos materiais que serão publicados (ou LGBTIs, asiáticos, portadores de deficiência, nos casos em que o conteúdo abordar esses públicos, respectivamente). 

“Nos erros de marketing que temos visto devido à ascensão das redes sociais, provavelmente não havia uma pessoa negra no time dizendo “isso não conversa comigo”Para sanar isso, você precisa ter representantes dos pilares da diversidade na sua cadeia”, finaliza Luanny.

No podcast, a especialista convidada dá mais dicas para sua empresa montar uma estratégia de diversidade bem-sucedida, buscando ser mais inclusiva e diversa. Confira agora mesmo!



  Fontes: Desigualdades Sociais por Cor ou Raça no Brasil. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. 2019.


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