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Comércio

Dropshipping: alternativa em meio à pandemia do novo coronavírus

Especialista explica o uso desta modalidade de e-commerce como oportunidade de negócio

Embora o comércio físico tenha sido fortemente afetado pelas medidas de isolamento social provocadas pela Covid-19, as vendas por meio do e-commerce têm se mantido aquecidas. Nos três primeiros meses deste ano, a quantidade de itens comercializados na modalidade foi 32,6% maior que o 1º trimestre de 2019, acumulando o total de 49,8 milhões pedidos. É nesse cenário que o dropshipping apresenta-se como uma oportunidade de negócio.

De acordo com Douglas Souza, especialista em dropshipping, esta é uma forma para se destacar dos outros modelos de e-commerce existentes no mercado como o marketplace e cross docking.

Confira neste Fala, Especialista!

Parcerias sólidas e benéficas para o negócio

Trabalhar com dropshipping nacional ou internacional?

Produtos comercializados

Alternativas para a alta do dólar

Embora o comércio físico tenha sido fortemente afetado pelas medidas de isolamento social provocadas pela Covid-19, as vendas por meio do e-commerce têm se mantido aquecidas. Nos três primeiros meses deste ano, a quantidade de itens comercializados na modalidade foi 32,6% maior que o 1º trimestre de 2019, acumulando o total de 49,8 milhões pedidos. É nesse cenário que o dropshipping apresenta-se como uma oportunidade de negócio.

O dropshipping é um modelo de negócio de e-commerce que funciona como um intermediário entre a empresa fornecedora e o cliente, sem manter estoque próprio – apresenta-se como uma oportunidade de negócio. O baixo custo é uma das características mais atrativas do dropshipping: não existe despesa com infraestrutura física nem com logística para a entrega dos produtos. Outra vantagem é que essa prática pode ser exercida em regime de home office e comercializar produtos de todos os segmentos do mercado.

De acordo com Douglas Souza, especialista em dropshipping, para se destacar dos outros modelos de e-commerce existentes no mercado como o marketplace e cross docking e ser um bom empresário de dropshipping, ele aconselha:

“Sempre buscar a originalidade, nunca se basear em outros e-commerce e não criar somente um site de vendas, e sim uma marca que vai ficar gravada na mente das pessoas que compram, isso é um diferencial que poucos têm”.

Parcerias sólidas e benéficas para o negócio

Um elemento-chave para se ter sucesso no dropshipping é a escolha correta dos fornecedores, nacionais ou internacionais. Um falha na qualificação de quem irá estocar e fornecer os produtos acarretará prejuízos financeiros e muita dor de cabeça. E possível, entretanto, precaver-se e encontrar um parceiro confiável para o negócio.

“Há alguns tópicos que são extremamente importantes ao analisar um fornecedor para poder trabalhar, eles são: quantidade de pedidos, percentual de avaliação dentro do site e também os depoimentos dos clientes. Esses fatores são cruciais na hora de selecionar um fornecedor. Depois disso, é o processo de começar a fazer os primeiros pedidos com esse fornecedor e com o tempo ir estreitando o relacionamento por meio de uma comunicação mais próxima, usando reuniões online, WhatsApp ou até mesmo uma visita presencial”, aponta Douglas Souza.

Trabalhar com dropshipping nacional ou internacional?

Geralmente, o comerciante opta pelo dropshipping internacional, como o chinês AliExpress, em que existem variados produtos para revenda com valores bem abaixo dos cobrados dentro do mercado brasileiro. No entanto, o empreendedor pode se deparar com alguns impasses, como a demora no tempo de envio, extravio de produto e altas taxas alfandegárias.

Por conta desses fatores, o dropshipping nacional pode acabar sendo mais vantajoso. É possível criar parcerias com empresas e transformá-las em agentes dropshippers, ou seja, os fornecedores de mercadorias. Isso elimina os problemas causados pela distância e altas taxas internacionais, principalmente em períodos de subida do preço do dólar.

Produtos comercializados

Todos os tipos de produtos podem ser comercializados no modelo dropshipping, mas aqueles de segmentos e tendências que ainda são pouco explorados são mais favoráveis. Douglas Souza indica que um setor que nunca sai de moda é o de produtos femininos, principalmente aqueles que ajudam as mulheres com problemas mais comuns do dia a dia. De acordo com o empresário, esse é o nicho que mais se destaca neste tipo de comércio.

Alternativas para a alta do dólar

Por ser uma modalidade que ainda está conquistando seu espaço no mercado, o dropshipping desperta muitas dúvidas. Confira algumas questões respondidas pelo especialista Douglas Souza:

  • O dólar alto é necessariamente um ponto negativo para quem trabalha no modelo de dropshipping? De que formas ele impacta os negócios voltados à importação (tanto positivamente quanto negativamente)?
    Não posso negar que a alta do dólar atrapalha, sim, o negócio de dropshipping, mas atrapalha de uma forma que afeta nossa margem de lucro em cima de cada produto, por isso sempre há saídas quanto a isso: sempre acompanhar o dólar e também adaptar essa alta na sua margem. Às vezes, conseguimos trabalhar mesmo com o dólar alto, com uma margem de lucro ainda muito boa, entre 25% à 65% com o valor do dólar atualmente.
  • Quais as alternativas para quem trabalha com dropshipping e está tendo dificuldades devido à alta constante do dólar? Como esse empreendedor pode continuar trabalhando?
    Se mesmo assim o empreendedor não consegue se adaptar a alta do dólar, recomendo que faça o dropshipping nacional, que são os produtos que já estão no Brasil diretamente com os fornecedores. Funciona da mesma forma que o dropshipping internacional, só que em vez do produto vir de fora do Brasil, ele já está no Brasil e poderá ser enviado rapidamente para o cliente e também não vai ter o problema com a alta do dólar.
  • O dropshipping é recomendável para alguém que vai iniciar seu negócio mesmo neste momento de incertezas e com o dólar caro? Por quê?
    Somente para quem tem um caixa para investir. Acredito que todo negócio precisa de investimentos, pode ser o mais simples, mas sempre vai precisar de um caixa inicial. Gosto de recomendar o dropshipping nesse momento para quem tem um determinado caixa pra investir e quer montar um negócio que seja de médio a longo prazo. Nesse momento também é necessário adquirir o máximo de conhecimento antes de montar sua operação de dropshipping.
  • De forma geral, quais as suas recomendações durante esse período de crise?
    Não coloque a culpa na crise, ela sempre esteve ai e sempre vai existir em variados momentos, as pessoas colocam a culpa em tudo para começar em algo, menos nelas mesmas. Minha recomendação é que por tudo que estamos fazendo não deixe de começar, mas comece pelo Dropshipping Nacional pois vai ser um processo mais simples e você vai adquirir experiência pra quando essa crise acabar, você poderá focar também no Dropshipping Internacional.


Para saber mais sobre o dropshipping, acesse o nosso Relatório de Inteligência Negócios na crise | Dropshipping: e-commerce sem estoque próprio.

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