ESG nos pequenos negócios: o que está em alta
Confira quais são os tópicos mais valorizados pelo mercado e que fazem parte desta temática que deve fazer parte da vida das micro e pequenas empresas.
Está quase na hora!
Ir para Meu EspaçoConfira quais são os tópicos mais valorizados pelo mercado e que fazem parte desta temática que deve fazer parte da vida das micro e pequenas empresas.
A pauta ESG está cada vez mais presente na vida dos empreendedores, não importa a área de atuação ou o porte da empresa. A sigla, relacionada com as temáticas ambientais, sociais e de governança, a cada ano é mais relevante para quem investe em empresas, para cadeias produtivas e para consumidores.
O impacto do ESG nos pequenos negócios pode ser percebido nos resultados da pesquisa Melhores para o Brasil, da empresa de inteligência de dados Humanizada, que avaliou 300 companhias de diferentes portes e revelou que as MPEs apresentam um desempenho 46% melhor que as grandes empresas nesta pauta. “O mercado está cobrando cada vez mais das empresas, incluindo os micro e pequenos negócios, para que eles adotem a agenda ESG”, destaca Graziela Maciel, diretora-executiva da Mude-me Moda Sustentável, consultora na aplicação da agenda ESG e convidada do podcast Fala, Especialista.
Confira no podcast como preparar o seu negócio e investir na pauta ESG!
A pauta ESG está cada vez mais presente na vida dos empreendedores, não importa a área de atuação ou o porte da empresa. A sigla, relacionada com as temáticas ambientais, sociais e de governança, a cada ano é mais relevante para quem investe em empresas, para cadeias produtivas e para consumidores. Segundo o relatório ESG Radar 2023, produzido pela empresa de consultoria e serviços digitais Infosys, os investimentos globais das empresas na pauta ESG devem somar US$ 53 trilhões (cerca de R$ 275,6 trilhões) até 2025.
Tema fundamental para médias e grandes empresas que buscam por investidores ou que estão listadas na Bolsa de Valores, a pauta ESG também interessa para micro e pequenas empresas. Muitos pequenos negócios já despertaram para isso. Tanto que a pesquisa Melhores para o Brasil, da empresa de inteligência de dados Humanizada, que avaliou 300 companhias de diferentes portes, revelou que as MPEs apresentam um desempenho 46% melhor que as grandes empresas nesta pauta. “O mercado está cobrando cada vez mais das empresas, incluindo os micro e pequenos negócios, para que eles adotem a agenda ESG”, destaca Graziela Maciel, diretora-executiva da Mude-me Moda Sustentável, consultora na aplicação da agenda ESG e convidada do podcast Fala, Especialista.
De acordo com Graziela, três fatores explicam a evidência que a temática ESG está ganhando a cada ano que passa:
o crescente interesse dos investidores por empresas que tenham uma abordagem sólida e sustentável;
o estabelecimento de novas normas e regulamentos para ajudar a promover as práticas ESG por parte de órgãos reguladores e governos; e
a mudança do perfil dos consumidores, cada vez mais informados e conscientes.
Todo esse cenário traz impactos para as micro e pequenas empresas. “O universo dos pequenos negócios conversa diretamente com esse mercado, uma vez que muitos fazem parte da cadeia produtiva ou até da rede de fornecedores dessas empresas (que são alvo dos investidores)”, observa a especialista. Sem contar que os pequenos negócios estão suscetíveis às mudanças de normas e regulamentos e às escolhas dos consumidores.
Como as temáticas ambientais, sociais e de governança fazem parte da realidade de todas as empresas, muitas vezes, um pequeno negócio pode ter boas práticas nessa área e nem se dar conta disso. O primeiro passo, portanto, para quem quer investir nessa área, é olhar para o que a empresa já está fazendo. “ESG é gestão. Então, sugiro olhar para dentro da empresa e para dentro dos processos”, pondera Graziela.
Entre outros pontos que o empreendedor deve analisar, estão questões como redução de custos, combate ao desperdício, diminuição do uso da matéria-prima, relacionamento com os colaboradores, com os fornecedores e os parceiros do negócio. Durante o Fala, Especialista, Graziela dá diversos exemplos de boas práticas envolvendo estas questões. Depois de fazer um diagnóstico do que já é feito, o passo seguinte é fazer um planejamento para avançar nas demais temáticas que envolvem a sigla.
e progressiva, nos três pilares da pauta ESG. Um erro bastante comum é o de investir apenas em uma temática, como a ambiental ou a social, porque isso não funciona. “É preciso trabalhar os três pilares. Ok começar por um, ok começar por aquele que está mais acessível para eu fazer dentro da minha empresa, mas não dá para ficar só nisso”, enfatiza.
Segundo Graziela, a temática da sigla mais visada atualmente envolve a sustentabilidade ambiental. “Estamos vivendo uma crise climática sem precedentes, uma crise ambiental muito forte, então, a parte ambiental é a que merece mais atenção. E aí eu saliento dois pontos: matéria-prima, o uso de recursos naturais, então dá para investir em pesquisa e em fornecedores que possuem matéria-prima orgânica ou que tenham uma responsabilidade ambiental; e o outro pilar é a gestão de resíduos, o que eu faço com o resíduo, com o lixo que eu gero”, enfatiza. A segunda temática mais visada pelo mercado, atualmente, está relacionada com a responsabilidade social da empresa.
Melhorar as ações do pequeno negócio envolvendo a temática ESG não significa, necessariamente, investimento financeiro. “Às vezes, é só um olhar diferente, uma mudança de mentalidade e eu já começo o movimento. Então, sugiro olhar para cada aspecto da agenda, letra por letra. Dentro do E, por exemplo, verificar se a legislação ambiental está sendo atendida e onde é possível economizar os recursos com água e energia. Eu tenho condições de investir em fontes de energia renováveis? Eu tenho condições de criar dentro da minha empresa um reservatório para reaproveitar água para regar plantas ou lavar as partes internas da minha empresa?”, questiona. Esses exemplos, segundo Graziela, representam um pequeno investimento inicial, mas trazem um impacto muito positivo para a empresa, inclusive com redução de custos.
No podcast, a especialista traz diversas dicas e exemplos práticos de como um pequeno negócio pode investir em ESG. Dê o play e confira!