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Comércio

Fim dos cookies de terceiros: o que isso significa?

Saiba o impacto do fim dos cookies de terceiros para os negócios e quais ações devem ser tomadas nesse novo cenário

Uma das tendências para esse ano, apontadas no Caderno de Tendências 2023 produzido pelo Sebrae/SC, indica o fim do compartilhamento de cookies de terceiros. Depois de alguns navegadores como o Firefox e o Safari pararem de compartilhar esses dados, recentemente, foi a vez do Google declarar que não dará mais suporte para esse tipo de compartilhamento a partir do segundo semestre de 2024.

Os cookies são pequenos arquivos criados pelos sites com informações de navegação do usuário, como login de acesso, localização, entre outros. Com o fim dos cookies de terceiros, já podemos prever que será necessário repensar a maneira de conseguir dados dos usuários para ações de marketing e publicidade.

Leia na íntegra o que diz o especialista Yuri Kaminski e entenda o impacto dessa ação para os empreendedores!

Uma das tendências para esse ano, apontadas no Caderno de Tendências 2023 produzido pelo Sebrae/SC, indica o fim do compartilhamento de cookies de terceiros. Depois de alguns navegadores como o Firefox e o Safari pararem de compartilhar esses dados, recentemente, foi a vez do Google, que administra o navegador Chrome, declarar que não dará mais suporte para esse tipo de compartilhamento a partir do segundo semestre de 2024. O Chrome é o navegador mais popular entre os usuários e é usado pelo sistema Android em aparelhos celulares.

Nos aplicativos oferecidos no sistema IOS da Apple, o usuário dá permissão sobre quais informações quer compartilhar, só que o Android tem um alcance muito maior. Então, já podemos prever que é necessário haver mudanças na maneira de conseguir dados dos usuários para ações de marketing e publicidade.

Mas, afinal, o que são os cookies de terceiros?

Os cookies são pequenos arquivos criados pelos sites com informações de navegação do usuário, como login de acesso, localização, entre outros. Eles podem ser primários ou de terceiros. Os cookies primários são criados pelos sites acessados pelos usuários. Já os cookies de terceiros são aqueles desenvolvidos por outros sites que aparecem na página em forma de anúncios ou imagens. Por exemplo, se o usuário pesquisa um tênis em um determinado site, e depois acessa um portal de notícias, ele vai ver nos anúncios o tênis que ele estava de olho anteriormente. Talvez ele receba um e-mail no dia seguinte para lembrá-lo de que o tênis ainda está disponível na loja. E, alguns dias depois, talvez, ele receba um cupom de desconto ou frete grátis para finalizar a compra. Com o fim do compartilhamento de dados de terceiros, isso não irá mais acontecer.

Proteção de dados

A Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD), Lei n. 13.709/2018, foi promulgada com o objetivo de proteger os direitos fundamentais de privacidade e liberdade de cada pessoa. A lei abrange o tratamento de dados pessoais, tanto em meio físico ou digital, feito por pessoa física ou jurídica de direito público ou privado. “É extremamente importante para as plataformas de mídia terem acesso a esses cookies. Com a LGPD, os sites pedem autorização para o cliente para poder utilizar seus dados arquivados nos cookies de navegação”, diz Yuri Kaminski, CEO e fundador da Saga e OneDash.

De que maneira isso afeta os empreendedores?

Segundo Yuri, “o impacto pode ser devastador se o empreendedor não se preparar para isso. Não será possível mais ter inteligência de campanha, porque não será possível mais utilizar os cookies de terceiros”. Para ele, as grandes empresas podem até nem ser tão afetadas, porque têm orçamento para direcionar para pesquisas de marketing e comportamento que antes eram direcionadas para as mídias off-line tradicionais e mudaram o foco para o on-line.

E agora? Qual o próximo passo?

Yuri sugere algumas ações para que o empreendedor consiga se adaptar e se destacar da concorrência nesse novo cenário sem os cookies de terceiros.

  • Uso de ferramentas A primeira é utilizar outras ferramentas que as plataformas tradicionais já oferecem, via API. "O empreendedor armazena informações dos seus clientes, das pessoas que navegam no seu site e via API, um canal de comunicação apartado, envia para as plataformas tradicionais como Google e Meta. A complexidade disso é a programação, então, é bom chamar um profissional que entenda do assunto", explica.

  • Uso de banco de dados próprio Outra alternativa é que o empreendedor armazene e crie seu próprio banco de dados, sem depender das plataformas citadas anteriormente.

  • Criação da própria audiência Uma das maneiras é gerar conteúdo de qualidade em blog, newsletter ou no perfil da empresa nas mídias sociais.

  • Investimento em conteúdo "Quando você tem a sua audiência, pessoas que assinam a newsletter, que já passaram seus endereços de e-mail e telefone, ali são first party data, dados primários da sua empresa”, diz Yuri.

  • Coleta de dados Além dos dados cedidos pelo cliente, é importante também coletar dados em todos os pontos de interação com a sua empresa na internet, desde as centrais de atendimento até os sites de reclamação. Dessa forma, o empreendedor consegue segmentar os clientes de modo mais eficiente, prever o retorno ao seu canal de venda e melhorar os canais de comunicação entre eles.


Para saber mais estratégias e sair na frente da sua concorrência, ouça o episódio do podcast Fala, Especialista, com Yuri Kaminski, agora mesmo!


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