Inovação é caminho para retomada na Construção Civil
Existem duas grandes frentes que vêm sendo impactadas pelas inovações geradas nas startups do setor. Saiba mais!
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O terceiro trimestre de 2019 trouxe boas notícias para o setor da Construção Civil, que cresceu 4,4% na comparação com o mesmo período do ano anterior, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Para 2020, o crescimento esperado era ainda maior, mas a crise iniciada pela pandemia do covid-19 (coronavírus) pode alterar essa perspectiva. Nesse cenário, uma das saídas é inovar e buscar novas formas de realizar antigos processos.
A orientação é de Bruno Loreto, manager partner da Terracotta Ventures, empresa focada em apoiar startups e empresas do setor de Construção e do mercado imobiliário a desenvolverem negócios de base tecnológica. O especialista lembra que o setor sofreu uma de suas piores crises nos últimos cinco anos e precisará se reinventar para cumprir a retomada e conter os efeitos da nova fase de instabilidade gerada pelo coronavírus.
Confira neste Fala, Especialista!
Oportunidades geradas pelas construtechs e proptechs
Santa Catarina: segundo estado em construtechs
Relação custo-benefício: vale a pena investir?
O terceiro trimestre de 2019 trouxe boas notícias para o setor da Construção Civil, que cresceu 4,4% na comparação com o mesmo período do ano anterior, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Para 2020, o crescimento esperado era ainda maior, mas a crise iniciada pela pandemia do covid-19 (coronavírus) pode alterar essa perspectiva. Nesse cenário, uma das saídas é inovar e buscar novas formas de realizar antigos processos.
A orientação é de Bruno Loreto, manager partner da Terracotta Ventures, empresa focada em apoiar startups e empresas do setor de Construção e do mercado imobiliário a desenvolverem negócios de base tecnológica. O especialista lembra que o setor sofreu uma de suas piores crises nos últimos cinco anos e precisará se reinventar para cumprir a retomada e conter os efeitos da nova fase de instabilidade gerada pelo coronavírus.
“O importante é entender que no momento de crise há necessidade de se reinventar, apostar em formas diferentes de fazer as coisas é um caminho essencial”, afirma Loreto. Entre os caminhos apresentados pelo empresário estão as parcerias com construtechs e proptechs - startups dos segmentos de construção e imobiliário que desenvolvem soluções para a redução de custos do negócio -, que inovem em modelos de negócios e, desse modo, proporcionem oportunidades de obter diferenciais competitivos.
Oportunidades geradas pelas construtechs e proptechs
Existem duas grandes frentes que vêm sendo impactadas pelas inovações geradas nas startups do setor, uma focada nos negócios imobiliários e outra direcionada ao ambiente de obras. No caso da primeira, o objetivo da tecnologia é aprimorar a experiência de usuários que estão diante de momento decisivos, como a compra, venda ou locação de um imóvel. Já no segundo grupo, a meta é atacar a baixa produtividade.
Para Loreto, é muito difícil melhorar índices de eficiência, principalmente porque o setor trabalha há anos da mesma forma, reproduzindo métodos antigos. Nesse sentido, a implementação de toda tecnologia que resultar em maior produtividade é uma aliada. “Tudo o que puder ser implementado de tecnologia e novas práticas para melhorar a produtividade (no canteiro de obra) é bem-vindo. Do outro lado temos o mercado imobiliário, com uma jornada que é muito ineficiente, uma experiência do cliente extremamente negativa”, afirma Loreto. “Essa jornada é nossa aposta para esse nicho de mercado” completa o especialista.
Santa Catarina: segundo estado em construtechs
Um estudo ainda inédito da Terracotta Ventures identificou que Santa Catarina é um dos estados com maior número de construtechs e proptechs do Brasil, ficando atrás apenas de São Paulo. O mercado de tecnologia catarinense é responsável pelo desenvolvimento de soluções para a gestão do canteiro de obras, digitalização e industrialização da construção, aprimoramento de processos repetitivos, construção modular, bem como iniciativas voltadas à eficiência da cadeia de suprimentos. Na ponta imobiliária, há proposições de novos processos de locação e comercialização em ambiente digital.
Diante do cenário, Loreto acredita que o estabelecimento de parcerias na busca pela tecnologia é um caminho sem volta para empresas do setor que apostam na inovação das startups. O otimismo é acompanhado do alerta de que é preciso compreender as instabilidades que acompanham a criação de novidades nas startups, o que passa pela percepção de que a própria empresa é um agente que contribui com o crescimento dos novos parceiros. Para maximizar as chances de sucesso nessa busca, é preciso ter pessoas treinadas para lidar com as tecnologias, além de clareza do objetivo a ser alcançado. “Não adianta só contratar a tecnologia, pois o sucesso é sempre uma combinação de pessoas, processos e ferramentas”, afirma Loreto.
Relação custo-benefício: vale a pena investir?
As oportunidades para quem quer se aproximar das contrutechs e proptechs vão desde a aquisição de tecnologias para negócios do setor, até a realização de investimentos em startups que querem crescer. Segundo Loreto, o segredo está em escolher nichos ou ferramentas com as quais o empresário e seus colaboradores tenham familiaridade. Mas, como ficam os custos para arcar com essa escolha?
De acordo com o sócio da Terracotta Venture, buscar novas ferramentas ou fomentar a criação de uma startup é uma decisão que deve ser vista sob a ótica do problema a ser resolvido e da relevância que a solução tem para o mercado. “Quando se tem isso claro, investir para contratar uma solução é totalmente viável, porque você não olha para o gasto, mas o quanto de retorno pode ter. Imagine uma solução que reduz 10% os custos de uma obra. Essa inovação pode proporcionar milhões de reais em resultados”, calcula o empresário.
Outras métricas de um bom resultado dependem do segmento de mercado. No caso de empreiteiras, a redução de horas empregadas por metragem construída é um avanço, indicando ganhos das equipes de campo. Para venda e locação de imóveis, a melhoria na experiência do usuário e a redução no ciclo de transação pode acelerar a tomada de decisão do cliente e agilizar as vendas. “Se você conseguiu, com aquele inovação, ter um diferencial competitivo, isso vai se refletir em um aumento de vendas. A métrica de sucesso está atrelada ao que é o problema que você vivencia e o nicho de atuação do seu mercado”, finaliza Loreto.
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Fontes de apoio: Construção civil tem melhor desempenho desde o 1º trimestre de 2014. Época Negócios. 2019. Com inovação e tecnologia, construtechs querem reinventar o mercado em crise da construção civil. Época Negócios. 2019.