O Brasil lidera globalmente em influenciadores digitais no Instagram e ocupa o segundo lugar quando combinamos Instagram, TikTok e YouTube. Como resultado, o marketing de influência tem ganhado destaque.
De acordo com a pesquisa Youpix+Nielsen ROI & Influência 2023, foi revelado que 84,4% das empresas planejavam ampliar seus investimentos nessa modalidade de marketing em 2023. Isso se justifica pelo impacto positivo dessa estratégia: 93,75% dos profissionais reconhecem sua eficácia única, e 43% dos brasileiros já fizeram compras influenciadas por um influenciador.
Ana Paula Passarelli, especialista na área, destaca o potencial desse marketing para todos os portes de negócios, visto o poder de influência no comportamento dos consumidores brasileiros. Confira a entrevista na íntegra!
O Brasil é o país com o maior número de influenciadores digitais no Instagram em todo o mundo, segundo uma pesquisa da Nielsen divulgada em 2022. Somadas as redes sociais Instagram, TikTok e YouTube, o Brasil fica em segundo lugar no número de influenciadores digitais, atrás apenas dos Estados Unidos. Uma pesquisa mais recente, a Youpix+Nielsen ROI & Influência 2023, apontou que 84,4% das empresas planejavam aumentar o investimento total no marketing de influência até o final de 2023.
O interesse crescente das empresas por investimentos no marketing de influência tem uma relação direta com os resultados que essas estratégias trazem para os negócios. Conforme a pesquisa Youpix+Nielsen, 93,75% dos profissionais das empresas consultadas concordam com a frase “Trabalhar com influenciadores traz um resultado que nenhum outro tipo de comunicação digital pode trazer” – maior percentual registrado pelo levantamento. Um estudo da plataforma Cupom Válido, a partir de dados do Statista e da HootSuite, apontou que cerca de 43% dos brasileiros efetuaram alguma compra motivadas por um influenciador.
Mesmo que o marketing de influência seja comum para grandes empresas, pequenos negócios também podem se beneficiar dessa estratégia. “O marketing de influência ajuda as marcas a atingirem seus objetivos ao lado de influenciadores, porque o Brasil é o país mais influenciável do mundo quando a gente fala do poder que o influenciador tem na decisão de compra”, analisa Ana Paula Passarelli, fundadora das empresas Brunch e Toast, especialista em marketing de influência e economia criativa, convidada para o podcast Fala, Especialista! que trata sobre o tema.
Pontos fundamentais que devem ser analisados
O marketing de influência, segundo Ana Paula, é empregado por empresas de todos os tipos para alcançar metas por meio de indivíduos que exercem influência sobre outros no dia a dia. O primeiro ponto que um empreendedor deve analisar é identificar qual investimento ele pode fazer. E ter em mente que, do outro lado, existe um empreendedor – afinal, o influenciador tem custos e investimentos que ele precisa fazer. “A parceria tem que ser justa para os dois lados”, observa a especialista.
O segundo ponto fundamental que as micros e pequenas empresas precisam analisar é o objetivo da contratação ou da parceria com o influenciador para seu negócio. Essa definição de objetivo vai apontar para determinados resultados.
Como escolher um influenciador para ser parceiro
Ana Paula oferece dicas para os empreendedores que querem iniciar sua atuação no marketing de influência ou aprimorar suas práticas nessa área. Entre outras sugestões, ela indica que a escolha do influenciador não deve ser feita por métricas tradicionais de mídia. “Não cometa o erro de decidir pelo número de seguidores”, recomenda. Como os recursos de MEIs, micro e pequenas empresas podem ser escassos, o importante é escolher um influenciador alinhado com o objetivo da empresa.
Segundo a especialista, é possível identificar dois principais tipos de criadores de conteúdo: os influenciadores de abrangência nacional, que têm um alcance amplo e se envolvem em conversas de massa; e os influenciadores de nicho, que se destacam por sua especialização em áreas específicas, como advocacia, odontologia, entre outros.
Além disso, após identificar o objetivo do projeto que a empresa tem para estabelecer uma parceria com influenciadores, torna-se mais fácil identificar o perfil ideal desse parceiro. Por exemplo: se a empresa atua em uma região de Santa Catarina, mas quer ampliar as vendas para outras partes do estado, faz mais sentido identificar alguém que seja influente nesse novo mercado. Se o negócio for segmentado, como uma fábrica de móveis que vende para todo o Brasil, pode ser mais útil trabalhar com arquitetos que possam assinar coleções e dar visibilidade à marca.
Como ser o influenciador da sua própria marca
Por acompanhar de perto o mercado do marketing de influência há mais de uma década, Ana Paula tem notado o crescimento de uma tendência que considera interessante para os pequenos negócios: os empreendedores que se tornam influenciadores. "Ninguém é melhor do que o dono do negócio para influenciar seu cliente", opina.
Para aqueles que ainda não trabalham nas redes sociais com esse objetivo, a especialista recomenda começar com a criação de um plano de conteúdo alinhado aos valores da empresa. Em outras palavras, é importante ter a certeza de que o foco está na empresa e não na exposição da vida pessoal. “Exposição não é expressão. Você precisa agir de maneira estratégica”, aconselha a especialista.
Ouça o Fala, Especialista! Para acessar muitas outras dicas de Ana Paula!