Mercado cervejeiro encontra oportunidades em meio à crise
Carlo Lapolli, presidente da Abracerva, fala sobre os desafios da pandemia e como os empresários têm transformado os negócios do setor
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A atividade cervejeira tem apresentado crescimento significativo desde 2005 gerando oportunidade aos que desejam empreender na área. Pesquisa realizada pelo Sebrae em parceria com a Associação Brasileira da Cerveja Artesanal (Abracerva) em 2019 revelou crescimento superior a 30% no número de empreendimentos cervejeiros nos últimos dois anos no Brasil, tendo os estados do Rio Grande do Sul (20%), São Paulo (18%), Minas Gerais (13%) e Santa Catarina (11%) como destaques nacionais no segmento.
Mas, assim como todos os setores da economia, o mercado de cervejas artesanais não saiu imune da crise ocasionada pela pandemia da Covid-19. Devido ao distanciamento social, bares e restaurantes vazios e baixa demanda doméstica, muitas cervejarias tiveram queda na faixa de 90% do faturamento. Apesar de as empresas não terem sido impedidas de produzir, comercializar a fazer as entregas das bebidas no período de isolamento, as fábricas contam com quantidade de comércio varejista limitado para escoar a produção.
De acordo com Carlo Lapolli, presidente da Associação Brasileira da Cerveja Artesanal (Abracerva), a crise certamente trouxe um cenário desafiador, mas também oportunidades como um lado positivo para esse setor.
“Com certeza, a crise representa um grande desafio de a gente se reinventar, de mudar talvez as estratégias do setor. Mas não tenho dúvidas de que temos um horizonte positivo ainda pela frente. Apesar de termos apenas 2,5% do mercado cervejeiro do país, temos a possibilidade de avançar e chegar a quem sabe 5% ou 10% do share de mercado. Ao mesmo tempo que temos a crise, temos oportunidade”, comenta Carlo.
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A atividade cervejeira tem apresentado crescimento significativo desde 2005 gerando oportunidade aos que desejam empreender na área. Pesquisa realizada pelo Sebrae em parceria com a Associação Brasileira da Cerveja Artesanal (Abracerva) em 2019 revelou crescimento superior a 30% no número de empreendimentos cervejeiros nos últimos dois anos no Brasil, tendo os estados do Rio Grande do Sul (20%), São Paulo (18%), Minas Gerais (13%) e Santa Catarina (11%) como destaques nacionais no segmento.
Em 2019, o Brasil chegou a 1.209 cervejarias registradas no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) distribuídas por 26 unidades federativa: um crescimento de 36% em relação a 2018. Somente no ano passado, 320 novas fábricas abriram no país, o que significa quase uma nova cervejaria por dia.
Mas, assim como todos os setores da economia, o mercado de cervejas artesanais não saiu imune da crise ocasionada pela pandemia da Covid-19. Devido ao distanciamento social, bares e restaurantes vazios e baixa demanda doméstica, muitas cervejarias tiveram queda na faixa de 90% do faturamento. Apesar de as empresas não terem sido impedidas de produzir, comercializar a fazer as entregas das bebidas no período de isolamento, as fábricas contam com quantidade de comércio varejista limitado para escoar a produção.
Desafios, mas também oportunidades
De acordo com Carlo Lapolli, presidente da Associação Brasileira da Cerveja Artesanal (Abracerva), a crise certamente trouxe um cenário desafiador, mas também oportunidades como um lado positivo para esse setor, que é caracterizado por compreender empresas familiares e pequenas, mas que tem participação considerável na economia do país.
“Com certeza, a crise representa um grande desafio de a gente se reinventar, de mudar talvez as estratégias do setor. Mas não tenho dúvidas de que temos um horizonte positivo ainda pela frente. Apesar de termos apenas 2,5% do mercado cervejeiro do país, temos a possibilidade de avançar e chegar a quem sabe 5% ou 10% do share de mercado. Ao mesmo tempo que temos a crise, temos oportunidade”, comenta Carlo.
Entre as oportunidades que o presidente da Abracerva aponta está o fato de que a maioria das empresas tem sido mais resilientes e, com isso, tem conseguido aproveitar o momento para inovar rapidamente na forma de fazer negócio.
“É claro que com a crise a gente acaba antecipando e tomando decisões que mudam até a forma como fazemos negócio. Eu traria como exemplo que muitas cervejarias acabaram ampliando seus canais de negócio e se aproximando mais do cliente, rompendo a barreira de atendimento ao consumidor, seja pelo canal de delivery, seja pelo e-commerce”, aponta Carlo.
Exportação
Carlo Lapolli também aponta o comércio exterior como oportunidade para que cervejeiros consigam equilibrar perdas no mercado nacional ou até aumentar a margem de lucro, expandindo seus negócios para novos mercados. Diante disso, a exportação torna-se uma alternativa estratégica eficiente e eficaz que as empresas podem implementar durante a crise.
Mais no podcast
No nosso podcast, o especialista convidado aborda as medidas que os empresários estão tomando neste momento para viabilizar a geração de receita. Além disso, Carlo Lapolli comenta mais sobre oportunidades e tendências do mercado daqui para a frente. Não perca tempo!