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Plataformas digitais como oportunidade para empresas de Turismo

Consultora explica como os empreendedores podem aproveitar as agências de turismo online e a GIG economy para fazer negócio.

A comercialização no setor de turismo tem se transformado nos últimos anos. Levantamento do instituto de pesquisa Euromonitor revelou o aumento de 170% de reservas online na última década. A razão é a atuação das agências de turismo online (online travelling agencies, ou OTAs) e da GIG economy, modelos de negócios que estão ficando cada vez mais populares no setor turístico.

Este cenário sinaliza os novos hábitos dos consumidores, que estão cada vez mais conectados e livres para decidir em qual canal online comprar passagens, pacotes e fazer reservas de hospedagem. Além disso, com o advento da pandemia da Covid-19, diversas empresas que ainda não estavam online tiveram que se adaptar para não perder clientes – acelerando ainda mais a transformação digital em diversos setores, inclusive o Turismo.

Com isso, estar presente na internet de maneira adequada e entender o anseio deste público são requisitos fundamentais para o sucesso dos negócios no segmento. Luciana Thomé, consultora de turismo, explica que a vantagem deste mercado é o empresário do setor hoteleiro poder se posicionar em diversos canais. Segundo a especialista, para que o empresário aproveite este momento, é importante “entender este mercado, quais são as plataformas, como ele pode posicionar o negócio nestas plataformas, qual é a capacidade que ele tem de comercializar nas plataformas e fazer a gestão interna desses processos no negócio dele”.


Confira o podcast com a entrevista completa da consultora de turismo Luciana Thomé.

Leia também o artigo com os principais pontos levantados pela especialista e descubra a importância das plataformas digitais para o seu negócio.

A comercialização no setor de turismo tem se transformado nos últimos anos. Levantamento do instituto de pesquisa Euromonitor revelou o aumento de 170% de reservas online na última década. A razão é a atuação das agências de turismo online (online travelling agencies, ou OTAs) e da GIG economy, modelos de negócios que estão ficando cada vez mais populares no setor turístico, o que pode ser observado em plataformas como Decolar, Booking.com e Airbnb. Dados do Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil revelam ainda que em 2018 as agências de turismo online tiveram 45% de participação nas vendas de pernoites, contra 28% em 2015.

Este cenário sinaliza os novos hábitos dos consumidores, que estão cada vez mais conectados e livres para decidir em qual canal online comprar passagens, pacotes e fazer reservas de hospedagem. Além disso, com o advento da pandemia da Covid-19, diversas empresas que ainda não estavam online tiveram que se adaptar para não perder clientes – acelerando ainda mais a transformação digital em diversos setores, inclusive o Turismo. Com isso, estar presente na internet de maneira adequada e entender o anseio deste público são requisitos fundamentais para o sucesso dos negócios no segmento.

Luciana Thomé, consultora de turismo, explica que a vantagem deste mercado é o empresário do setor hoteleiro poder se posicionar em diversos canais. E, apesar de o turista já ter compreendido a dinâmica do mercado e estar usufruindo de suas vantagens, o empresário ainda está aprendendo a lidar com as oportunidades. Para que aproveite este momento, é importante “entender este mercado, quais são as plataformas, como ele pode posicionar o negócio nestas plataformas, qual é a capacidade que ele tem de comercializar nas plataformas e fazer a gestão interna desses processos no negócio dele”, contextualiza a especialista.

Quando o empreendedor consegue responder a essas perguntas, fica mais fácil acompanhar as tendências do mercado e aprimorar o seu posicionamento comercial. No entanto, para que as empresas possam se integrar às plataformas de maneira saudável, é preciso avaliar se o negócio tem capacidade para hospedar a quantidade de leitos que está ofertando e se esta está alinhada à capacidade de gestão dos processos. Do contrário, há risco de acontecer o chamado overbooking, ou seja, vender mais do que pode atender.

Para auxiliar nesse processo de gestão, Luciana recomenda a utilização de sistemas que fazem a integração dessas plataformas e da gestão da ocupação. No entanto, há casos em que o empresário tem o orçamento limitado e/ou poucas unidades para comercializar em várias plataformas, por isso “é importante que ele escolha aquelas plataformas que vão dar melhor retorno, qual irá atender o seu cliente, quais plataformas seus concorrentes estão utilizando e qual será a forma de comissionamento dependendo da região em que atua”, explica a especialista.

De acordo com Luciana Thomé, o comportamento no cenário atual é a busca por hospedagens econômicas e de excelente qualidade. “O ‘econômico perfeito’ é tendência”, aponta. Este é o tipo de oferta que atende quem procura por bons preços de passagens e hospedagem, e assim tem mais condições de gastar o dinheiro com outras coisas nas viagens.

A expectativa para o setor é que ele continue crescendo nos próximos anos. Por isso, é importante que o empresário fique sempre de olho nas tendências do mercado, que podem sofrer mudanças inesperadas. De acordo com Luciana Thomé, o desafio de quem empreende neste segmento é estar sempre aprimorando o posicionamento comercial dos negócios em um mercado não linear, no qual o surgimento de novas tendências pode influenciar diretamente o consumidor.

Conheça mais sobre o assunto. Acesse o Guia PLATAFORMAS DIGITAIS DE HOSPEDAGEM.



Fonte auxiliar: Igor Regis. Agências e OTAs aumentam participação em reservas hoteleiras; canais diretos caem. Mercado & Eventos. 2019.

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