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Indústria

Qual o papel da responsabilidade social para manter a reputação da empresa durante a crise do novo coronavírus?

Especialista fala sobre modelos de gestão e ações que podem ser adotadas pelos pequenos negócios. Acesse e confira!

Mais do que reorganizar o planejamento financeiro, rever contratos de fornecimento de serviços e renegociar dívidas, a crise da Covid-19 já está levando as empresas a buscar uma postura mais coerente perante a sociedade e os consumidores. Nesse sentido, a responsabilidade social é um tema que vem ganhando relevância para o debate sobre o reposicionamento dos negócios no enfrentamento dos efeitos da pandemia.

Dados de uma pesquisa realizada em abril pelo Pacto Global – iniciativa da Organização das Nações Unidas (ONU) focada na sustentabilidade empresarial – mostram que 97% dos empresários respondentes entendem que as marcas têm obrigação de ajudar a solucionar os desafios que surgem com a pandemia, enquanto 94% concordam que as empresas têm responsabilidade em apoiar os governos para enfrentar a crise. Além disso, 88% dos entrevistados consideram que não ajudar durante a crise pode ter impacto negativo na reputação da empresa. Para conversar sobre esse cenário, convidamos o sócio-diretor da Dialogus Consultoria em Responsabilidade, Maiso Dias Alves Júnior, que participa desta edição do podcasr Fala, Especialista!


Confira o podcast com a entrevista completa do especialista em responsabilidade social Maiso Dias Alves Júnior.

Leia O artigo que aborda pontos importantes levantados pelo consultor e saiba como a responsabilidade social pode ajudar a combater a crise da Covid-19.

Mais do que reorganizar o planejamento financeiro, rever contratos de fornecimento de serviços e renegociar dívidas, a crise da Covid-19 já está levando as empresas a buscar uma postura mais coerente perante a sociedade e os consumidores. Nesse sentido, a responsabilidade social é um tema que vem ganhando relevância para o debate sobre o reposicionamento dos negócios no enfrentamento dos efeitos da pandemia.

Dados de uma pesquisa realizada em abril pelo Pacto Global – iniciativa da Organização das Nações Unidas (ONU) focada na sustentabilidade empresarial – mostram que 97% dos empresários respondentes entendem que as marcas têm obrigação de ajudar a solucionar os desafios que surgem com a pandemia, enquanto 94% concordam que as empresas têm responsabilidade em apoiar os governos para enfrentar a crise. Além disso, 88% dos entrevistados consideram que não ajudar durante a crise pode ter impacto negativo na reputação da empresa.

“Nunca se viu tanto as organizações tendo que ser transparentes e se posicionando frente a uma causa social. Eu vejo também, na prática, a intersetorialidade. As empresas na pandemia, e no pós-pandemia, têm que se conectar com outros setores, eu falo do 1º setor e 3º setor, que são as organizações da sociedade civil”, afirma Maiso Dias Alves Júnior, sócio-diretor da Dialogus, consultoria especializada em responsabilidade social.

De acordo com o especialista, a crise causada pelo novo coronavírus gerou um forte engajamento dos públicos vinculados às empresas, os stakeholders (incluindo consumidores, colaboradores, investidores e parceiros)que passaram a cobrar ações de apoio ao combate da pandemia. Com isso, além da necessidade de se posicionar quanto às causas sociais, as empresas também viram crescer a demanda pelo compromisso com as comunidades e organizações do entorno de seus empreendimentos por meio de doações e campanhas solidárias.

Senso de urgência para um mundo mais colaborativo

Entre os principais impactos que a crise da Covid-19 está levando às empresas no campo da responsabilidade social está o maior cuidado com as pessoas, de modo que até mesmo as distâncias colocadas pela concorrência estão diminuindo. “A gente viu que a pandemia trouxe esse senso de urgência para que empresas se unissem com seus concorrentes. Percebi também um maior entendimento sobre os Direitos Humanos, com muita gente tendo que falar até alguns termos técnicos (da área) para lidar com esse momento”, afirma Maiso.

Para o especialista, a crise do novo coronavírus está resultando em uma desconstrução do conceito de investimento social privado, que deve se ampliar e ir além das doações. Nesse contexto, Maiso vislumbra a aceleração do estabelecimento de uma economia voltada para o colaborativo, para a empatia e para a inclusão social, motivando as empresas a se reposicionarem agora a fim de que estejam adaptadas a essa nova realidade quando a pandemia passar.

Cinco dicas para sua empresa no podcast

Durante a entrevista para o podcast Fala, Especialisa! o sócio-diretor da Dialogus elencou estratégias que as empresas de pequeno porte podem adotar para fomentar a responsabilidade social. O entrevistado também abordou os riscos que as empresas correm ao não se voltarem para a responsabilidade social e para a sustentabilidade no contexto da pandemia, bem como os modelos de gestão, além de cinco dicas que podem ser implementadas pelos pequenos negócios. Para conferir, ouça o conteúdo exclusivo do podcast no portal do Sebrae Santa Catarina.


Fontes de apoio:

Pacto contra a Covid-19. Pacto Global Rede Brasil. 2020. Taís Farias. Responsabilidade social: pandemia exige coerência. Meio e Mensagem. 2020.


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