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Cresce preocupação com segurança de alimentos durante a pandemia

Saiba por que os consumidores estão mais atentos à sua alimentação e que medidas tomar em seu negócio para continuar atraindo os consumidores.

A pandemia da Covid-19, além das questões relacionadas a higiene e saúde de forma geral, levantou uma série de questões também sobre a segurança daquilo que consumimos. Durante a pandemia cresceram as buscas no Google por termos como “comida”, “imune” e “sistema” nas duas primeiras semanas de março em todo o mundo. Esse foi o período em que diversos países já estavam lutando contra a Covid-19 em suas regiões. Já uma pesquisa realizada pela Produce Marketing Association (PMA) indica que 81% dos consumidores brasileiros estão preocupados com a segurança/limpeza de produtos frescos.

De forma geral, nota-se que o consumidor tem aumentado a sua preocupação com aquilo que consome, buscando informações que indiquem a segurança para o consumo, além dos benefícios/malefícios que pode trazer para a saúde – questões às quais o empreendedor deve ficar atento.

Confira neste Insight de Mercado:

Principais pontos para o empreendedor ficar atento em relação à segurança de alimentos

Medidas a serem tomadas por diferentes negócios de alimentação e bebidas

A pandemia da Covid-19, além das questões relacionadas a higiene e saúde de forma geral, levantou uma série de questões também sobre a segurança daquilo que consumimos.

Conforme o material Os impactos da Covid-19 no mercado de alimentos e bebidas, produzido pela Globo, durante a pandemia cresceram as buscas no Google por termos como “comida”, “imune” e “sistema” nas duas primeiras semanas de março em todo o mundo. Esse foi o período em que diversos países já estavam lutando contra a Covid-19 em suas regiões. Uma outra pesquisa, realizada pela Produce Marketing Association (PMA), indica que:

  • 81% dos consumidores brasileiros estão preocupados com a segurança/limpeza de produtos frescos;

De forma geral, nota-se que o consumidor tem aumentado a sua preocupação com aquilo que consome, buscando informações que indiquem a segurança para o consumo, além dos benefícios/malefícios que pode trazer para a saúde – questões às quais o empreendedor deve ficar atento.

  Principais pontos para o empreendedor ficar atento:

  • Valorização da alimentação saudável: é importante oferecer ao cliente opções que acrescentem positivamente à sua saúde – como carnes grelhadas em vez de fritas, saladas e legumes orgânicos, arroz integral e com grãos etc. Em lanchonetes e outros tipos de negócios que trabalham com alimentos conhecidos por seu alto teor calórico (junk food) – como sorveterias e pizzarias –, é importante oferecer opções de substituição de ingredientes. Vale informar também a respeito desses benefícios – por exemplo, indicar que o prato contém ingredientes ricos em vitaminas ou auxilia na redução do colesterol ruim.
  • Novos produtos para delivery: produtos que normalmente não eram entregues por delivery, como frutas, legumes e verduras de feiras, por exemplo, tornam-se uma opção para atender ao público que prefere refeições mais naturais e saudáveis, além de possibilitar o atendimento ao cliente que prefere manter-se isolado e aos novos clientes que consideram essa uma ferramenta prática para suas necessidades. Além disso, o delivery é uma opção para evitar aglomerações no estabelecimento. 

    • O delivery pode beneficiar diversos tipos de negócios, mas alguns podem encontrar dificuldades para adotá-lo por possuírem produtos que sofreriam com perda de qualidade durante o trajeto. Uma alternativa, no caso de restaurantes, por exemplo, é possibilitar ao cliente que ele mesmo monte seu prato: o estabelecimento envia os ingredientes já preparados, mas separados, com instruções de como finalizar o prato. Além de contar com o prato quentinho e fresco, o cliente ainda ganha com a experiência.
  • Orientação aos consumidores: é essencial que o consumidor também saiba como agir durante a pandemia. Por isso, coloque sempre orientações sobre como ele deve proceder em seu estabelecimento. Mantenha itens de higiene das mãos – como lavatórios ou álcool gel – com fácil acesso e ofereça acessórios que auxiliem na prevenção, como luvas de plástico para o manuseio de alimentos em feiras e sacolões, por exemplo. Em entregas de alimentos, coloque na embalagem algumas recomendações a serem seguidas pelo cliente para o descarte das embalagens e higienização das mãos após o manuseio.
  • Transparência com os clientes: sempre que possível, divulgue as medidas que o estabelecimento tem tomado para garantir a segurança do cliente e mostre que todas as medidas de prevenção estabelecidas pelos governos locais têm sido respeitadas. Estar em dia com alvarás e licenciamentos sanitários, além de obrigatório, também é uma prova de confiança para o consumidor.

    • Na cidade do Rio de Janeiro, foi aprovado pela Câmara de Vereadores um projeto de lei que obriga aplicativos de delivery a trabalharem apenas com empresas que apresentem alvará de funcionamento e licenciamento sanitário, além de terem que disponibilizar um link para que os consumidores tenham acesso a essas informações. O objetivo é garantir a segurança dos clientes por meio da comercialização de produtos apenas de estabelecimentos regulamentados. Apesar de ter efeito apenas na cidade do Rio de Janeiro, o PL deverá servir de exemplo para outras cidades e estados em meio aos processos de regulamentação dos aplicativos de delivery.

É importante também, para todos os negócios relacionados a alimentação, manter e reforçar medidas de higiene e prevenção contágio da Covid-19. Algumas dicas gerais são:

  • Não conversar/espirrar/tossir/assoviar em cima de alimentos, superfícies e utensílios;
  • Limpar e higienizar todos os veículos de transporte e as superfícies dos locais de acondicionamento de produtos;
  • Evitar autoatendimento de produtos não embalados e produtos para degustação;
  • Em feiras e sacolões, instalar barracas em locais amplos e ao ar livre, entre outras.

Conheça mais medidas específicas para cada tipo de negócio abaixo:

  Restaurantes, mercados, mercearias, açougues e peixarias:

Confira a nota técnica nº 031/2020, do governo de Santa Catarina, com todas as medidas de prevenção dirigidas aos estabelecimentos que comercializam alimentos. Acesse aqui.

O Sebrae produziu alguns materiais com cuidados essenciais a serem tomados por mercearias, mini e supermercados, feiras livres, panificadoras e confeitarias e bares, restaurantes e lanchonetes – além de quem atua como MEI em serviços de alimentação. Confira aqui.

  Feiras e sacolões:

  • O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) alertou sobre a importância dos cuidados de higiene para produtores e agricultores familiares que vendem seus produtos em feiras livres, sacolões e lojas varejistas. Confira na íntegra. 

  Delivery:

O Sebrae produziu um documento com diversas orientações para evitar a disseminação da Covid-19 por delivery. Confira aqui.

 Para saber mais:

Apesar de estar em alta por conta da pandemia, o cuidado com o preparo e manuseio de alimentos é imprescindível para estabelecimentos que trabalham com alimentação e bebidas. A especialista Isaura Clemente, responsável pelo Programa Senac de Segurança de Alimentos e Gastronomia em Santa Catarina, explica com mais detalhes o que é a segurança de alimentos e quais os seus benefícios para os negócios em um material exclusivo produzido pelo Sebrae. Acesse aqui e saiba mais!



Fontes: Bruna Motta. Apps de delivery de comida terão de exigir alvarás de estabelecimentos. Veja Rio. 2020. China pede que exportador de alimento declare produto livre de coronavírus. ABRA. 2020. Covid-19: governo reforça recomendações para feiras livres e sacolões. Agência Brasil. 2020. Júlia Vidigal Munhoz. As mudanças no comportamento do consumidor durante e pós-coronavírus. PariPassu. 2020. Juliana Contaifer. Próxima pandemia pode começar no Brasil se relação com animais não mudar. Metrópoles. 2020. Orientações para evitar disseminação da Covid-19 por delivery. Sebrae. 2020.

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