Santa Catarina traça estratégias para fortalecer o setor leiteiro
O estado de Santa Catarina busca aumentar a competitividade do setor leiteiro por meio de novo projeto.
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A produção leiteira é um dos setores da agricultura que mais se destaca no mundo, sendo o Brasil o terceiro maior produtor mundial de leite, com um número que ultrapassa 34 bilhões de litros por ano.
O setor leiteiro também é responsável por fornecer empregos a muitas pessoas. Apenas no estado de Santa Catarina, mais de 70 mil famílias estão envolvidas com a produção de leite. Para que esse número cresça, é importante que os produtores adotem práticas modernas que garantam a qualidade do leite e uma maior produtividade, além de buscar o mercado externo.
Confira quais estratégias estão sendo adotadas para fortalecer esse setor!
A produção leiteira é um dos setores da agricultura que mais se destaca no mundo, sendo o Brasil o terceiro maior produtor mundial de leite, com um número que ultrapassa 34 bilhões de litros por ano. Mas o setor não se limita apenas ao leite – ele apresenta uma vasta gama de produtos derivados, já que com a produção de leite também se torna viável a fabricação de sorvetes, iogurtes, cremes e queijos, fazendo deste um mercado com grande potencial de expansão.
Ao longo dos anos, muitas técnicas modernas foram desenvolvidas para melhorar a qualidade do leite e da produção, o que resultou em maior eficiência na produção leiteira. Hoje, ela está em constante evolução, o que torna mais fácil para os produtores obterem bons resultados em termos de qualidade e quantidade.
O setor também é responsável por fornecer empregos a muitas pessoas. Apenas no estado de Santa Catarina, mais de 70 mil famílias estão envolvidas com a produção de leite. Para que esse número cresça, é importante que os produtores adotem práticas modernas que garantam a qualidade do leite e uma maior produtividade, além de buscar o mercado externo.
O estado de Santa Catarina é o quarto maior produtor de leite no país, com um crescimento de 6% ao ano. Sendo responsável por fornecer leite de alta qualidade aos consumidores, agora Santa Catarina se prepara para aumentar a produção e iniciar um projeto de exportação.
Entre os maiores desafios encontrados pelos produtores destacam-se os altos custos de produção, que causam estagnação do mercado nacional e complicam a entrada para o mercado internacional, já que dificultam o oferecimento de preços competitivos. Mas os produtores também relatam sentir falta de energia elétrica trifásica e reclamam da internet de baixa qualidade e de uma logística ineficiente que, muitas vezes, frustra a produtividade.
A Aliança Láctea Sul Brasileira, iniciativa de Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul para desenvolver o setor leiteiro na região, apresentou um novo projeto ao secretário de estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural. O plano é reduzir os custos de produção, melhorar a logística e qualificar melhor os produtores.
O secretário Valdir Colatto respondeu à proposta: "Daremos todo o apoio à cadeia produtiva do leite, envolvendo indústria e produtores para retirar entraves que impedem o setor de crescer. Junto aos estados vizinhos, Rio Grande do Sul e Paraná, vamos buscar colocar o leite na pauta de exportações do Sul do país".
Santa Catarina também fica em evidência quando o assunto é a produção de cebolas: sendo o maior produtor do país, o estado representa 33% de toda a produção nacional. As estimativas são de que, em 2023, a colheita seja de mais de 500 mil toneladas apenas de cebolas catarinenses.
Os números são resultados do trabalho e comprometimento dos produtores que não medem esforços para inovar, adotar melhores práticas, utilizar novas tecnologias e ferramentas mais eficientes e manter a qualidade do produto.
O atual presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina, José Zeferino Pedrozo, ressalta ainda o potencial do setor: “Os sistemas de produção são variados e inovadores, a cadeia produtiva está bem estruturada e conta com apoio de entidades, órgãos, agentes financeiros, instituições de pesquisa, entre outros, que são essenciais para o fortalecimento dos negócios do setor”.
Santa Catarina também recebe o título de maior produtor de suínos e maçãs. Tendo em vista esse cenário, o agronegócio catarinense oferece muitas oportunidades e segue em constante evolução, representando 31% do PIB do estado e sendo responsável, em 2021, por 67,3% das exportações catarinenses.