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Agronegócio

Gripe aviária: novos surtos são registrados na América

Com o novo surto, avicultores precisam redobrar atenção em relação à gripe aviária.

Em 22 de maio de 2023, o Ministério da Agricultura e Pecuária declarou estado de emergência zoossanitária em todo o território nacional, por 180 dias contados a partir das data de publicação da portaria, em função da detecção da infecção pelo vírus da gripe aviária de alta patogenicidade em aves silvestres no Brasil.

Essas ocorrências tem gerado um ponto de alerta para todos os produtores de aves, que precisam se manter atentos e redobrar cuidados para que ela não se espalhe.

No momento, o Brasil tem 13 casos confirmados de influenza aviária em seis espécies de aves silvestres. Os casos foram registrado no Espírito Santo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. Assim, a preocupação aumenta, especialmente em relação à temporada de migração de aves silvestres, período que faz parte do ciclo de vida desses animais e espécies de outros países podem chegar em território brasileiro com a doença.

Confira na íntegra mais informações sobre a gripe aviária, como sinais de contaminação em aves e medidas preventivas que podem ser tomadas para evitar a doença!

Em 22 de maio de 2023, o Ministério da Agricultura e Pecuária declarou estado de emergência zoossanitária em todo o território nacional, por 180 dias contados a partir das data de publicação da portaria, em função da detecção da infecção pelo vírus da gripe aviária de alta patogenicidade em aves silvestres no Brasil.

Essas ocorrências tem gerado um ponto de alerta para todos os produtores de aves, que precisam se manter atentos e redobrar cuidados para que ela não se espalhe.

No momento, o Brasil tem 13 casos confirmados de influenza aviária em seis espécies de aves silvestres. Os casos foram registrado no Espírito Santo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. 
   

Ações preventivas

Para evitar que a gripe adoeça as aves dos produtores do país, algumas medidas podem ser tomadas pelos mesmos para evitar o contágio e o seguimento das normas da Associação Brasileira de Proteína Animal também são fundamentais. Essas normas indicam medidas de biosseguridade das granjas impostas pela Instrução normativa nº 56, de 4 de dezembro de 2007, do MAPA, que devem ser seguidas pelos produtores. Enumeramos algumas ações preventivas que podem ser praticadas pelos avicultores:

  • Protocolos rígidos de acesso à propriedade: restringir quais pessoas acessam o local de produção e garantir que estejam utilizando vestimentas adequadas e limpas.

  • Reforçar a segurança do local de vivência das aves: não deixar que durmam no chão, construir um teto e cercá-las para que outros pássaros migratórios não consigam ter contato com essas aves.

  • Cuidados com limpeza e sanitização: como é de conhecimento comum, um ambiente sujo contribui para a proliferação de doenças, logo, manter em dia a limpeza do local que as aves habitam é essencial.

  • Quarentena de 14 dias: essa medida é recomendada para pessoas que fizeram viagens ao exterior, ao retornar, a pessoa deve cumprir o período obrigatório de quarentena e não visitar as instalações antes do fim do período.

  • Não permitir o contato dos animais das granjas com outras aves: verifique se não há pontos pelos quais as aves possam escapar ou outras possam acessá-las, especialmente o acesso de aves silvestres. Manter uma rotina de verificação para ter certeza de que tudo está devidamente fechado.


Reconheça os sinais

A prevenção é importante, mas caso não seja suficiente e a gripe aviária chegue a sua granja, é necessário também estar atento aos sinais, para que ao menor indício de contaminação, medidas rápidas possam ser tomadas e evitar maiores prejuízos.

As aves quando doentes costumam apresentar alguns sinais de desidratação, diarreia aquosa branca ou esverdeada, andar vacilante, dificuldade respiratória, bico aberto. Os sinais também podem ser observados na produção de ovos, que passam a ser expelidos com deformação e cascas finas, e, além disso, o produtor também deve se atentar ao nível de mortalidade dos animais, em caso de uma taxa alta, é um grave indício de que algo não está certo.

Os pequenos produtores que criam suas aves em pequenos pátios, roças, sítios, especialmente aqueles que os criam soltos, são os que correm mais riscos de ter sua produção contaminada.

E em caso de suspeita de gripe aviária, é importante lembrar que as aves não devem ser tocadas, já que esse contato próximo é o que gera infecções em humanos, por isso, ao menor indício de doença, não entre em contato com aves infectadas e nem com as superfícies contaminadas com suas excreções.



Saiba mais sobre o setor de Agronegócio acessando os conteúdos do Observatório de Negócios do Sebrae/SC:

  

 


Fontes: Avicultores bolivianos perdem Bs 5,6 milhões devido à influenza aviária Avicultura Industrial. 2023. Gripe aviária na América Latina acende alerta para avicultores do Paraná AviSite. 2023. Mais um país das Américas registra surto de gripe aviária Canal Rural. 2023. Patrícia Martins. Saiba como prevenir e identificar a gripe aviária SBA. 2023. Influenza aviária. Embrapa. 2023.
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