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Indústria

Inovações aceleram a retomada do segmento de confecção em Santa Catarina

Empresas inovam seus processos e puxam a retomada dos negócios no estado.

O segmento de confecção e a indústria têxtil são bastante representativos no estado de Santa Catarina e, assim como todos os setores, também sentiram os efeitos da crise com a chegada da pandemia da Covid-19. No entanto, a projeção da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit) é de aumento na produção e nas vendas para 2021.

Após um ano de dificuldades com a pandemia, o setor teve que se reinventar e apostar em estratégias para se manter competitivo. Mesmo diante de mudanças frequentes, em que as fábricas tiveram que adaptar sua operação para atender aos inúmeros decretos do estado para conter a disseminação do vírus, as empresas buscaram se remodelar.

Essas mudanças já começam a ser sentidas com a divulgação de dados recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em que a atividade industrial catarinense apresentou crescimento de 23,7% na confecção de artigos de vestuário e acessórios e de 19,7% na fabricação de produtos têxteis em janeiro, em comparação com o mesmo mês de 2020.

Confira no portal mais informações sobre a retomada do setor e exemplos de empresas catarinenses que inovaram seu modelo de negócio.

O segmento de confecção e a indústria têxtil são bastante representativos no estado de Santa Catarina e, assim como todos os setores, também sentiram os efeitos da crise com a chegada da pandemia da Covid-19. No entanto, a projeção da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit) é de aumento na produção e nas vendas para 2021.

Após um ano de dificuldades por causa da pandemia, o setor teve que se reinventar e apostar em estratégias para se manter competitivo. Mesmo diante de mudanças frequentes, em que as fábricas tiveram que adaptar sua operação para atender aos inúmeros decretos do estado para conter a disseminação do vírus, as empresas buscaram se remodelar. 

Essas mudanças já começam a ser sentidas com a divulgação de dados recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em que a atividade industrial catarinense apresentou crescimento de 23,7% na confecção de artigos de vestuário e acessórios e de 19,7% na fabricação de produtos têxteis em janeiro, em comparação com o mesmo mês de 2020.

Claudio Grando, presidente da Câmara de Desenvolvimento da Indústria da Moda da FIESC, a Federação das Indústrias de Santa Catarina, acredita que a grande maioria das empresas conseguiu entender o momento e as mudanças nas necessidades dos clientes.

“O empresário transformou a crise numa oportunidade de transformar o negócio. Muitas empresas mudaram o mix de produtos, ajustaram ao entender o que as pessoas precisavam naquele momento na pandemia. Todos nós mudamos nossa rotina, seja por estar em casa, em home office, seja de forma híbrida. Com isso, algumas pessoas até consumiram mais roupas e outros itens do que antes, pois precisaram de mais toalhas ou roupas de cama melhores, passaram a se presentear um pouco para compensar os momentos de lazer que tinham fora de casa”, comenta Claudio Grando.

Afirma ainda que a indústria soube captar esse movimento e entender essa demanda, principalmente com o aumento do dólar, que promove a substituição de produtos importados por produtos nacionais.

Inovações no segmento

Confira a seguir exemplos de empresas catarinenses que inovaram seus produtos e processos a fim de se sobressair no mercado e enfrentar a crise.

  • Colisão: a Colisão, marca de Indaial com foco no mercado têxtil e moda masculina, inaugurou em fevereiro uma unidade de confecção no estado do Paraná para aumentar ainda mais a capilaridade das vendas. Segundo o gestor comercial da empresa, Guenther Abel, o aumento no volume de fabricação no ano passado fez com que a empresa tomasse essa iniciativa. O diferencial está na “busca constante por tecidos inovadores e cada vez mais ecológicos. E na preocupação com o meio ambiente, também temos produtos com fios de origem reciclada, com algumas camisas com fios de origem de garrafa pet. No tingimento, procuramos trabalhar com o processo menos agressivo possível, inclusive usando o processo de estampa digital, que reduz a utilização de água no processo”, completa o gestor.
  • Huvispan Têxti: outro exemplo de empresa que foi na contramão da crise e viu o surgimento de novas demandas e oportunidades é a Huvispan Têxtil, empresa catarinense de tinturaria e acabamento para o setor têxtil. A marca investiu em novos maquinários e ampliou a capacidade produtiva em 75%. Conforme explica o CEO da empresa, Cledson Boger, a instalação da ampliação dos negócios iniciou em julho de 2020 e foi concluída em novembro do mesmo ano.
  • Lancaster Estamparia: de olho no crescente surgimento de empresas MEI no segmento de confecções, a Lancaster Estamparia, de Blumenau, criou a Avro Store, focada exclusivamente nesses novos negócios. Referência nacional com estamparia e tinturaria de tecidos para grandes confecções no Brasil e atenta a um mercado criativo e repleto de novos empreendimentos, apostou na startup para oferecer o mesmo serviço, porém adequado às necessidades de negócios que começam, muitas vezes, dentro de casa e têm a exclusividade e a customização como atrativos aos consumidores. Por isso, a Avro Store adotou o serviço na medida para esses empreendedores. Desde agosto de 2020, oferece tecidos estampados com metragem mínima de 5 metros, com a impressão de estampas exclusivas e sob demanda.
  • Dalila Têxtil e Cataguases: diante do atual cenário de pandemia e enfrentamento da Covid-19, a Dalila Têxtil, empresa catarinense, com matriz na cidade de Jaraguá do Sul e filial em Presidente Getúlio, referência nacional e em todo continente americano no desenvolvimento de soluções têxteis em malharia circular, e a Companhia Industrial Cataguases, com matriz na cidade de Cataguases, na Zona da Mata mineira, e filial em São Paulo, referência no fornecimento de tecidos planos e leves de algodão, unem suas expertises em uma parceria para ampliar a distribuição de tecidos com acabamento antiviral – que atuam na inibição da propagação do novo coronavírus, sem perder as características essenciais, como conforto e durabilidade. A colaboração entre duas das maiores indústrias têxteis do país é um fato inédito no mercado e representa complementaridade e sinergia das empresas que, enquanto atuam na valorização da indústria nacional e na manutenção de empregos, ampliam, de forma exponencial, o fornecimento e a oferta do produto antiviral no mercado. Com isso, garantem a chegada desse acabamento o mais rápido possível aos consumidores.


Confira no boletim de tendências sobre o impacto da pandemia nos negócios de moda e no infográfico sobre o mercado de confecção em Santa Catarina dicas para você implementar no dia a dia do seu negócio.



Fontes:
Processos do vestuário: curso especializado ajuda você a organizar o seu negócio. NSC Notícias. 2020. Confecção de artigos de vestuário e têxteis passa por reinvenção durante a pandemia. NSC Notícias. 2021.

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