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Comércio

Gestão colaborativa é ferramenta para bater metas, diz especialista

CEO da Zitrus, empresa de Joinville, Daniel Torres é convidado do podcast Fala, Especialista! e conta como implementou gestão colaborativa na companhia.

Na sua empresa, o estilo de gerir é tradicional e hierárquico ou é utilizado o modelo de gestão colaborativa para desenvolver os negócios? A resposta a essa pergunta é bastante relevante, especialmente em um momento em que novas gerações ingressam no mercado de trabalho ávidas por participação e protagonismo.

Colaboradores das gerações Millennials (nascidos entre 1980 e 1994) e Z (nascidos entre 1995 e 2010), por exemplo, já não se adaptam tão facilmente a modelos verticais de gestão (aqueles em que o poder decisório está mais concentrado nas mãos dos gestores, com menor autonomia dos funcionários). Assim, integrantes dessas gerações almejam dar sua contribuição para que se sintam efetivamente engajados no desenvolvimento da empresa, ou seja, desejam atuar em modelos horizontais de gestão, onde têm mais voz ativa.

Para saber como implementar um modelo de gestão colaborativo e democrático na sua empresa, o podcast Fala, Especialista! conversou com Daniel Torres, CEO da Zitrus, uma empresa de Joinville (SC) que desenvolve soluções tecnológicas para operadoras de planos de saúde. Daniel tem 25 anos de experiência na área de tecnologia da informação, com passagens como executivo em grandes companhias, como a Oracle e o Gartner, além de uma trajetória empreendedora consolidada. Recentemente, o executivo liderou a implementação de um processo de gestão colaborativa na Zitrus e detalha esse projeto no podcast. Ouça agora!

Leia também o artigo completo e saiba mais sobre:

  • O manta da gestão colaborativa
  • Como se deu a implementação
  • Mudanças comportamentais e de desenvolvimento
  • Balanço positivo após gestão colaborativa

Na sua empresa, o estilo de gerir é tradicional e hierárquico ou é utilizado o modelo de gestão colaborativa para desenvolver os negócios? A resposta a essa pergunta é bastante relevante, especialmente em um momento em que novas gerações ingressam no mercado de trabalho ávidas por participação e protagonismo.

Colaboradores das gerações Millennials (nascidos entre 1980 e 1994) e Z (nascidos entre 1995 e 2010), por exemplo, já não se adaptam tão facilmente a modelos verticais de gestão (aqueles em que o poder decisório está mais concentrado nas mãos dos gestores, com menor autonomia dos funcionários). Assim, integrantes dessas gerações almejam dar sua contribuição para que se sintam efetivamente engajados no desenvolvimento da empresa, ou seja, desejam atuar em modelos horizontais de gestão, onde têm mais voz ativa.

Para saber como implementar um modelo de gestão colaborativo e democrático na sua empresa, o podcast Fala, Especialista! conversou com Daniel Torres, CEO da Zitrus, uma empresa de Joinville (SC) que desenvolve soluções tecnológicas para operadoras de planos de saúde. Daniel tem 25 anos de experiência na área de tecnologia da informação, com passagens como executivo em grandes companhias, como a Oracle e o Gartner, além de uma trajetória empreendedora consolidada. Recentemente, o executivo liderou a implementação de um processo de gestão colaborativa na Zitrus e detalha esse projeto no podcast. Ouça agora!

Zero melindre: o mantra da gestão colaborativa

De forma bastante simples, a gestão colaborativa pode ser entendida como um método horizontal de gestão, em que todos os funcionários têm o potencial de opinar e ajudar a definir os rumos do negócio. Um dos primeiros passos para quem busca aderir a essa lógica é se colocar no mesmo nível do time, mostrando que líderes não estão ali para mandar, mas para construir uma jornada junto aos colaboradores.

Na Zitrus, o CEO Daniel precisou disseminar essa lógica durante a pandemia, o que se tornou um desafio ainda maior. “Entrei na empresa durante a pandemia, o que é mais complicado ainda. Até tinha o olho no olho, mas no vídeo. E eu precisava entender um pouco, conhecer a cultura da empresa. Eles não me conheciam também, então, a gente começou e alguns combinados”, conta o executivo.

Outro ponto que se transformou em um verdadeiro mantra para o desenvolvimento da gestão colaborativa é a ideia do “zero melindre”, ou seja, que todos se sintam à vontade para falar o que pensam e contribuir com novas ideias e sugestões, com educação e liberdade.

Implementando a gestão colaborativa

No caso da Zitrus, uma das primeiras ações rumo à gestão colaborativa foi a criação de um grupo de líderes, formado por colaboradores de diferentes gerações e hierarquias. Mesmo colaboradores que não possuíam função de liderança em suas equipes foram convocados, fazendo com que líderes e liderados estivessem na mesma posição dentro desse grupo.

Juntos, os membros desse grupo atuaram na definição dos grandes objetivos da empresa e na disseminação das metas em seus respectivos times. Em reuniões periódicas – que foram semanais em 2020 e quinzenais em 2021 –, os rumos da empresa foram debatidos de forma objetiva e inclusiva. A partir dessa dinâmica, vem sendo possível identificar desvios na rota estabelecida, gerar insights para a criação de planos de ação e pensar no horizonte dos negócios.

“Com todo esse movimento que fizemos, entregas boas começaram a surgir. E o que era bom? Não tinha heróis. Não foi o Daniel que trouxe a solução, e sim os colaboradores, os líderes que faziam parte dessa discussão colaborativa”, reforça o CEO.

Mudanças comportamentais e de desenvolvimento

Ao longo do percurso que permitiu a criação de uma cultura colaborativa na gestão, foi necessário trabalhar uma mudança de mentalidade e comportamento com os colaboradores da Zitrus. Para Daniel, esse processo envolve deixar o ego e a vaidade de lado e focar nos aspectos e conquistas coletivas. Com isso, foi preciso desenvolver novas habilidades para que estivessem confiantes e abertos à troca de ideias.

“Tivemos que trabalhar uma questão comportamental com todos, para que entendessem que, ali, era um grupo onde poderíamos falar as coisas de forma aberta, direta e sem se preocupar em estarmos ferindo alguém ou alguma coisa”, explica Daniel. Entre as práticas adotadas nesse sentido estão as reuniões one-on-one (cara a cara, na tradução), que permitem uma maior aproximação entre líderes, liderados e pares, dando maior coesão aos times.

Balanço positivo após gestão colaborativa

Desde que começou sua reestruturação baseada na gestão colaborativa, a Zitrus vem registrando bons resultados. Em 2020, a empresa superou as expectativas, alcançando 125% da meta de vendas e um resultado de 15,4 % de EBITDA (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização).

E os benefícios dessa estratégia não são apenas numéricos: todas as áreas da empresa puderam se desenvolver, com colaboradores conhecendo mais de perto os desafios e atividades de outros setores e até mesmo trocando de cargo depois de experimentarem novas experiências dentro da organização e de se reciclarem. “Eu vejo que, se a gente fizesse qualquer outro modelo – modelo de comando e controle, modelo mais hierárquico –, isso não aconteceria”, afirma o CEO.

Desafios, parcerias e benefícios para pequenas empresas: conteúdo exclusivo do podcast

A gestão colaborativa apresenta desafios, mas também pode trazer muitas vantagens para os pequenos negócios, ajudando a dar impulso ao crescimento e revelar talentos. Para conhecer esses benefícios, basta ouvir o podcast! Você também vai descobrir a importância de levar os ideais de colaboratividade para a relação entre diferentes negócios, impactando positivamente todo o ecossistema empresarial. Dê o play e saiba mais!




Fontes de apoio:

Marcelo Furtado. Gestão Colaborativa: o que é e como implementar na sua empresa. Convenia. 2018. Gestão colaborativa: o que é e seus benefícios. Vittude. 2020.

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