- Multisetorial
- 17 de mar. 26
Boletim InfoEconomia — 4º Trimestre de 2025
Desaceleração marca o fim de 2025, mas SC mantém vantagem competitiva. Estado fecha o ano com crescimento acima da média nacional, mesmo diante de crédito restritivo e menor ritmo econômico.
O encerramento de 2025 confirma uma mudança de ritmo na economia catarinense. Após um período de crescimento mais acelerado ao longo do ano, o último trimestre consolida um cenário de expansão mais moderada, ainda assim acima da média nacional.
A atividade econômica de Santa Catarina fecha o ano com alta de 3,4%, mantendo vantagem sobre o Brasil, que avançou 2,5%. A diferença de desempenho reforça a resiliência estrutural do estado, sustentada por uma base produtiva diversificada e pela força dos pequenos negócios.
Esse movimento, no entanto, vem acompanhado de uma acomodação natural do ciclo econômico. Setores como Serviços, Indústria e Comércio seguem crescendo, mas em ritmo mais contido — um reflexo direto do ambiente de juros elevados, crédito mais seletivo e menor impulso do consumo.
No mercado de trabalho, o cenário permanece positivo, mas também mostra sinais de ajuste. Santa Catarina registra mais de 46 mil novos empregos gerados pelas MPEs em 2025, responsáveis por cerca de 72,8% das vagas formais. Ainda assim, o volume representa uma queda relevante frente ao ano anterior, indicando um mercado ainda aquecido, porém menos dinâmico.
Serviços e Comércio continuam liderando a geração de empregos, respondendo juntos por quase 80% das novas vagas, o que evidencia a forte ligação entre consumo das famílias e dinamismo econômico local.
Outro ponto que reforça essa leitura é o comportamento da confiança. Apesar de os indicadores permanecerem em nível otimista, observa-se uma trajetória de leve queda, especialmente nas expectativas e nos investimentos. Ao mesmo tempo, o consumo das famílias ainda se sustenta, sinalizando que a economia segue ativa — porém mais cautelosa.
No ambiente macroeconômico, os condicionantes seguem desafiadores. A taxa Selic mantida em 15% ao ano prolonga o custo elevado do crédito, enquanto a inflação, embora em desaceleração, ainda não converge totalmente para a meta. Esse cenário contribui para decisões mais prudentes por parte das empresas e consumidores.
No cenário nacional, o crescimento de 2025 (2,3%) já aponta para um ciclo de menor expansão nos próximos anos, com projeções próximas de 1,8% ao ano até 2027. A desaceleração do consumo e o custo do capital tendem a limitar avanços mais robustos, especialmente em setores mais sensíveis ao crédito.
Já no contexto internacional, a expectativa é de estabilidade moderada, com crescimento global próximo de 3,3%, mas ainda cercado por incertezas geopolíticas e comerciais. Esse ambiente reforça a necessidade de adaptação estratégica das empresas, especialmente aquelas inseridas em cadeias mais dependentes de importações.
Comparado ao trimestre anterior, o que se observa não é uma reversão, mas uma transição de fase: o crescimento continua, porém em bases mais sustentáveis e menos aceleradas. A economia catarinense segue sólida, mas passa a exigir maior eficiência, planejamento e capacidade de adaptação dos negócios.
Para os próximos meses, a tendência é de continuidade desse cenário:
um ciclo de crescimento positivo, porém moderado, com oportunidades concentradas em empresas que investirem em produtividade, inovação e gestão financeira.
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