- Multisetorial
- 15 de jan. 26
A potência da presença feminina na moda
Empreendedoras lideram cadeias produtivas, marcas e empregos na moda em Santa Catarina, combinando criatividade, gestão e novos caminhos de crescimento
A moda catarinense tem um traço cada vez mais evidente: ela é conduzida por mulheres. Da criação ao varejo, passando pela confecção, facção e gestão das marcas, são elas que organizam o ritmo da produção, conectam fornecedores, dialogam com o consumidor e mantêm a engrenagem funcionando — muitas vezes em cadeias curtas, ágeis e profundamente enraizadas no território.
Essa presença feminina não se limita à quantidade de negócios. Ela se traduz em capilaridade produtiva, forte atuação nos pequenos negócios e uma lógica de operação que combina criatividade, proximidade com o cliente e tomada de decisão rápida. Em polos tradicionais como Vale do Itajaí, Norte, Sul e Grande Florianópolis, o protagonismo das empreendedoras ajuda a explicar por que Santa Catarina segue como uma das principais referências nacionais em moda e confecção.
Outro aspecto que chama atenção é o perfil desses negócios. A base é formada majoritariamente por microempreendedoras e microempresas, muitas delas jovens, com poucos anos de mercado — o que revela um ecossistema dinâmico, mas ainda em consolidação. Essa característica traz oportunidades claras, mas também expõe gargalos recorrentes: acesso a crédito, organização financeira, dificuldade para escalar a produção e desafios na adoção de tecnologias que apoiem decisões mais estratégicas.
Ao mesmo tempo, é justamente nesse ambiente que surgem diferenciais competitivos relevantes. Cadeias produtivas mais curtas permitem responder rápido às tendências, reduzir estoques e testar mini-coleções. A integração entre loja física e canais digitais, ainda que simples, vem ganhando espaço como forma de ampliar mercado e melhorar o relacionamento com o cliente. E temas como sustentabilidade, rastreabilidade e boas práticas deixam de ser discurso e passam a funcionar como licença de acesso a novos mercados, especialmente no B2B.
O cenário também aponta para o futuro. Automação leve, uso mais inteligente de dados, fortalecimento de redes colaborativas e profissionalização da gestão aparecem como caminhos naturais para transformar protagonismo em crescimento sustentável. Não se trata de grandes saltos, mas de avanços consistentes: melhorar processos, qualificar pessoas, organizar a operação e escolher bem onde investir energia e recursos.
A moda liderada por mulheres em Santa Catarina já demonstra potência. O próximo passo está em criar condições para que esses negócios atravessem a fase inicial, ganhem escala e consolidem sua presença em mercados cada vez mais exigentes — sem perder a identidade que os tornou fortes.
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