Cancelamento de voos, adiamentos de viagens e suspensão de cruzeiros colocam em xeque a recuperação do segmento. O temor é que a nova variante mude os planos dos turistas e repita o baque do início da pandemia.
A recuperação do turismo prevista para o primeiro trimestre de 2022 está cada vez mais em risco. Isso porque o avanço da variante ômicron do coronavírus tem sido motivo para suspensão de Cruzeiros, cancelamentos de voos e pacotes de viagens postergados. Depois de perderem 36% da receita em 2020, segundo a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), as empresas de turismo ganharam fôlego extra no ano passado com o avanço da vacinação.
Em 2021 o faturamento chegou a crescer 22,5%. Especialistas apontam que a sensação de incerteza deve desacelerar o ímpeto do setor no primeiro trimestre de 2022. No entanto, de acordo com a Associação Brasileira das Operadoras de Turismo (Braztoa), a retração do mercado neste período não deve ser muito significativa. Sondagem feita pela Associação Brasileira de Agências de Viagens (Abav) mostrou que um terço das empresas esperam faturamento 60% maior neste ano do que em 2021. Outros 27% esperam alta de 50%. O temor é que a nova variante mude os planos e repita o baque do início da pandemia.
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A recuperação do turismo prevista para o primeiro trimestre de 2022 está cada vez mais em risco. Isso porque o avanço da variante ômicron do coronavírus tem sido motivo para suspensão de Cruzeiros, cancelamentos de voos e pacotes de viagens postergados. Depois de perderem 36% da receita em 2020, segundo a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), as empresas de turismo ganharam fôlego extra no ano passado com o avanço da vacinação.
Em 2021 o faturamento chegou a crescer 22,5%. Especialistas apontam que a sensação de incerteza deve desacelerar o ímpeto do setor no primeiro trimestre de 2022. No entanto, de acordo com a Associação Brasileira das Operadoras de Turismo (Braztoa), a retração do mercado neste período não deve ser muito significativa. Sondagem feita pela Associação Brasileira de Agências de Viagens (Abav) mostrou que um terço das empresas esperam faturamento 60% maior neste ano do que em 2021. Outros 27% esperam alta de 50%. O temor é que a nova variante mude os planos e repita o baque do início da pandemia.
Medidas de contenção
Com objetivo de prevenir mais cancelamentos, as agências têm procurado hospedagens e passeios que minimizem os riscos de contágio. Entretanto, a Abav reconhece que as novas contratações de viagens, para o meio de ano, estão em compasso de espera. Segundo a instituição, os contratantes ainda procuram entender melhor os riscos e efeitos da Ômicron e, até o momento, há poucos adiamentos e apenas os mais cautelosos já cancelaram viagens.
De acordo com a CVC, destinos nacionais e regionais são preferência dos brasileiros por viagens em janeiro. Por isso, a empresa realiza desde dezembro operações temporárias de voos fretados ao Nordeste, que é uma das regiões mais procuradas do Brasil no verão. Por outro lado, a recuperação do turismo internacional é mais lenta devido não só pela variante ômicron, mas pela crise econômica do país, que afeta o poder de compra do brasileiro.
Cenário global
Globalmente, a perspectiva é de que o turismo internacional recupere os níveis pré-pandemia antes de 2024, conforme a Organização Mundial do Turismo (OMT). Segundo a agência das Nações Unidas, o número de desembarques internacionais aumentou 4% no mundo em 2021 em relação a 2020, porém continuou sendo 72% inferior a 2019, antes do início da pandemia da covid-19. De acordo com a instituição, o ritmo da recuperação continua lento e desigual nas diferentes regiões do mundo, devido aos graus distintos de restrição à mobilidade, às taxas de vacinação e à confiança dos viajantes.
Segundo a OMT, as chegadas de turistas internacionais em 2022 devem subir de 30% a 78% em comparação com 2021, mas ainda seriam inferiores aos números de 2019. Apesar do avanço global das vacinações, os especialistas em viagens perderam parte de seu otimismo em 2021, com a grande maioria não esperando mais um retorno aos níveis pré-pandêmicos antes de 2024.
Quando os especialistas em turismo esperam que o turismo internacional retorne aos níveis pré-pandemia.
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